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Grupos explicam fusão do MoleTchan: "O lema é deixar o pessoal de perna bamba"

Integrantes ainda entregam como se preparam para maratonas de shows com muita dança

Programa da Sabrina|Rafael Molica, do site oficial

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Integrante do MoleTchan empolgaram no Programa da Sabrina
Integrante do MoleTchan empolgaram no Programa da Sabrina

A japa mais famosa do Brasil e toda a plateia do Programa da Sabrina tiveram dois ótimos motivos para provar que têm energia de sobra para dançar muito, neste sábado (29). Sabrina Sato recebeu no palco os grupos Molejo e É o Tchan. Criados na década de 1990, os músicos resolveram se fundir em uma turnê inédita, MoleTchan do Brasil, momento em que convidam o público a fazer um passeio pela aclamada discografia dos grupos em três horas de show.

Nos bastidores do Programa da Sabrina, eles contam a origem do novo projeto e revelam como fazem para manter o pique em todas as apresentações. Anderson, do Molejo, confessa que a fusão dos grupos era um sonho antigo.

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— A gente é amigo de longas e longas datas. Então, a gente sempre conversava nos bastidores de fazer um dia um show junto. Mas, com a correria toda, a gente não conseguia unificar. Calhou de a gente dar várias canjas no show deles, eles também no nosso. Mas, agora, após a Virada Cultural [eles comandaram o Cortejo 90, em maio deste ano] em São Paulo, não teve jeito. Rolou aquela energia.

Grupos brilharam no palco da Japa neste sábado (29)
Grupos brilharam no palco da Japa neste sábado (29)

Energia de sobra

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Do É o Tchan, Beto Jamaica avalia que a aceitação do público tem sido “maravilhosa”. O colega de estrada Compadre Washington conta detalhes de como foi a apresentação de estreia do projeto, em 7 de julho, em Salvador (BA).

— Fizemos o primeiro show que foi superlotado, maravilhoso. O pessoal ficou de perna bamba porque o lema do Moletchan é deixar o pessoal de perna bamba, ou seja, muita dança. Porque o Molejo tinha muita coreografia, muita dança. O É o Tchan também tem, então, são três horas de show onde você tem que ter bastante resistência nas pernas.

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O cantor brinca ao ser questionado se a multidão consegue acompanhar a energias dois grupos que marcaram gerações.

— Não sabe de nada inocente [risos]! Todos eles que vão para o show estão preparados porque sabem que vão ter uma maratona de dança. Aqueles que não aguentam, dão um tempinho e, depois, volta um pouquinho. É uma hora do show do É o Tchan, uma hora do Molejo e, depois, tem os dois juntos. Então, o pessoal dá uma descansada de 15 minutos entre as apresentações para pegar 50 minutos do MoleTchan.

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Para dar conta da agenda agitada de shows, Andrezinho, do Molejo, explica que todos os integrantes procuram cuidar do físico.

— Rola uma caminhadinha de leve todos os dias.

Compadre, por sua vez, entrega que não deixa de frequentar os treinos.

— Rola uma esteirazinha e puxo um ferro. Nada demais, só para manter a resistência. Agora, [a energia] tem que ser dobrada porque, independente do show do MoleTchan, tem a agenda do Molejo e a agenda do É o Tchan. Tem que estar bem em cima.

E eles não param por aí. Beto conta que a lista de tarefas vai além das apresentações.

— Fora as divulgações, transmissões de rádio. A maratona é muito grande. Se não se preparar, se não dormir direito e se não comer direito... Por isso que a gente prefere dormir nesse tempo que a gente tem.

Público

Apesar do MoleTchan trazer todos os fãs que passaram os anos 1990 dançando as músicas dos grupos, Beto observa rotos novos na plateia.

— Está renovando um pouquinho. A gente tem o público fiel, que são as pessoas que realmente curtem. Mas, por exemplo, no show de Salvador, a gente viu muita gente mais velha e também viu muita gente nova.

Os grupos também acreditam na imortalidade música através do tempo, segundo Anderson.

— A gente costuma dizer o seguinte: música boa nunca vai envelhecer, vai atravessar gerações porque o pai, o tio, o avô o vizinho, os DJs, sempre dão aquela força tocando as músicas e vai aguçando a curiosidade da galera. A galera vai aprendendo e as bandas também não deixam de tocar as músicas e isso vai fortalecendo cada vez mais.

Beto lembra também que músicas dos grupos compõem o repertório de diversas ocasiões.

— Sem falar que o É o Tchan toca em qualquer festa: aniversário, casamento, batizado, tudo. No final, tem que ter o É o Tchan. A gente recebe vários vídeos nas nossas redes sociais.

Anderson, enfim, complementa o raciocínio.

— Os homens chegam e, no final, fica todo mundo dançando que nem o Jacaré, as mulheres estão de salto alto e, no final, tiram para dançar, pega a vassoura e sai dançando. Depois, pega a garrafa, dançam Cilada, pegam a cordinha...

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