Esquiador austríaco é pego no doping em Sochi
Substância encontrada em exame serve para aumentar resistência
Sochi|Do R7

O austríaco Johannes Duerr, atleta do esqui cross-country, foi expulso da Olimpíada de Inverno, neste domingo (23), após dar positivo para EPO em exame antidoping. Este foi o quinto caso de doping nos Jogos de Sochi.
— É um dia negro para nós.
Disse o presidente do Comitê Olímpico Austríaco, Karl Stoss, no último dia de competições na Rússia.
Duerr terminou em oitavo lugar no esquiatlo em 9 de fevereiro e realizou o teste sete dias depois, na Áustria, para onde tinha voltado com a intenção de treinar. Depois, ele retornou para Sochi, onde ia competir na prova de 50 quilômetros do cross-country neste domingo.
Primeiro caso de doping foi de atleta alemã
Stoss disse que a equipe austríaca estava "chocada" com o que aconteceu, acrescentando que Duerr foi testado 14 vezes antes nesta temporada, com todos os resultados sendo negativos. No aeroporto de Sochi, Duerr disse estar arrependido.
Ele afirmou à TV austríaca que podia "apenas pedir desculpas a todos".
— Muitas pessoas fizeram tudo o que podiam para me ajudar e agora eu os decepcionei com a minha burrice. Esta é a pior coisa que eu já fiz na minha vida. Isto é muito, muito difícil. Eu não posso explicar isso em três frases.
O EPO é usado para aumentar a resistência. Os outros quatro casos envolveram o uso de estimulantes que podem ser encontrados em suplementos alimentares. Nenhum dos cinco atletas que deram positivo em exames antidoping ganharam medalhas em Sochi. Os outros quatro foram: o letão Vitalijs Pavlovs, do hóquei, a ucraniana Marina Lisogor, do esqui cross-country, a alemã Evi Sachenbacher-Stehle, do biatlo, e o italiano William Frullani, do bobsled.
Há quatro anos, na Olimpíada de Inverno de Vancouver, só houve um caso de doping. Em Sochi, o COI se programou para realizar 2.453 exames antidoping, um recorde para os Jogos de Inverno. A maioria deles em esportes de resistência, como esqui cross-country e biatlo.
A entidade também armazenará amostras para analises futuras, que serão realizadas quando novos métodos para descobrir casos de doping estiverem disponíveis. O período irá variar de oito a dez anos, dependendo dos parâmetros do novo Código Mundial Antidoping.
