Logo R7.com
RecordPlus
Balanço Geral

Suzane von Richthofen: acusação de furto, herança milionária e disputa em família

Entenda os desdobramentos após a morte do médico Miguel Abadalla Netto

Balanço Geral|Do R7

  • Google News
Suzane von Richthofen foi acusada de furto por Carmem Sílvia Reprodução/Balanço Geral; Reprodução/Fala Brasil

No dia 9 de janeiro de 2026, médico Miguel Abdalla Netto, de 76 anos, foi encontrado sem vida em sua casa no bairro Campo Belo, em São Paulo. O que poderia ter sido só mais um episódio de falecimento por causas naturais, trouxe um dos casos policiais mais famosos do país à tona, e levantou um debate: Suzane von Richthofen, sobrinha de Miguel, condenada pelo envolvimento no assassinato dos pais, tem direito à herança estimada em R$ 5 milhões?

O Balanço Geral trouxe novas informações sobre o caso sobre a disputa do patrimônio milionário deixado pelo médico.


Quem era Miguel Abdalla Netto?

Miguel Abdalla Netto era um médico ginecologista dedicado ao trabalho que mantinha em uma clínica. Sem costume de faltar e pontual com os horários, ele causou estranhamento com os clientes após não comparecer à clínica por dois dias.

Segundo Dorival Sforcini, morador da região, um vizinho viu o médico morto pela janela após subir em uma escada ao estranhar o sumiço dele.


A certidão de óbito aponta que não houve sinais de violência e a morte foi considerada natural. Miguel não tinha filhos, nem pais vivos. Era irmão de Marísia e cunhado de Manfred von Richthofen, assassinados em 2002 por Daniel e Cristian Cravinhos, a mando de Suzane von Richthofen.

Patrimônio e herança

O patrimônio deixado por Miguel Abdalla está avaliado em quase R$ 5 milhões. Sem nenhum testamento assinado, a Justiça diz que pela ordem da sucessão, o patrimônio de Miguel fica com os sobrinhos, Andreas e Suzane von Richthofen.


Condenada por 38 anos de prisão após envolvimento no assassinato dos pais, Suzane cumpre regime aberto desde 2023. Caso venha cometer outro crime, ela pode perder o direito de cumprir o resto da pena em liberdade condicional.

Até o momento, Andreas von Richthofen não manifestou interesse formal em herdar o patrimônio.


Disputa com Carmem Sílvia

O principal ponto do conflito envolve Carmem Silvia Gonzalez Magnani, prima de 1º grau e apontada como a última cônjuge/convivente de Miguel. Carmem afirma ter vivido em união estável com o médico e, por isso, reivindica seu direito à herança avaliada em R$ 5 milhões.

No entanto, a juíza do caso entende que Carmem não conseguiu comprovar a existência da união estável com o médico. Em outro documento, ela mesma declarou que o relacionamento terminou 11 anos antes da morte do médico. Por isso, não foi reconhecida como companheira ou herdeira e não pode disputar a posição de inventariante.

Fernanda Pederneiras, advogada especializada na área de Família e Sucessão, explica que a condição de herdeira depende diretamente da comprovação do vínculo no momento do óbito: “Se a união estável já havia sido rompida, Carmem não tem condição de herdeira. Para isso, ela precisaria ser companheira no momento da morte”.

Mesmo sendo prima, Carmem é parente de quarto grau, e fica atrás dos sobrinhos, que são parentes de terceiro grau na ordem sucessória.

Acusação de furto

A Justiça do caso reconheceu Suzane von Richthofen como inventariante para administrar os bens durante o processo do inventário. Porém, a decisão gerou nova controvérsia após Carmem acusar Suzane de furtar dinheiro, carro e um sofá da casa de Miguel.

Em sua defesa, Suzane apresentou um documento que a nomeia como inventariante do tio, ou seja, se foi ela mesma quem retirou os pertences da casa, a ação não se encaixa como furto, pois ela teria permissão da Justiça.

O advogado criminalista Dr. José Beraldo afirma que não houve ato de indignidade: “Ela e o irmão são os únicos herdeiros e ela não cometeu nenhum ato de indignidade contra o tio. Portanto, ela simplesmente preservou o patrimônio que tem direito”.

Roberto Guastelli, advogado e comentarista do Balanço Geral Manhã, reforça que, pela lei, os herdeiros poderiam ter acesso ao imóvel desde o falecimento do tio: “Ela e o irmão já poderiam entrar na residência e retirar os bens móveis que ali estavam... O boletim não vai interferir no regime da pena que ela está cumprindo. Ela só poderia se tivesse condenada por um crime doloso ou uma falta grave cometida durante o regime aberto, o que não ocorreu”.

Situação atual

Após a Justiça não reconhecer a união estável de Carmem com Miguel, além da falta de manifestação pela parte de Andreas, Suzane von Richthofen foi nomeada por momento a inventariante da fortuna do tio.

A acusação de furto feita por Carmem contra Suzane segue sob análise, mas não não houve decisão que altere o regime penal.

O processo ainda não foi concluído e ainda será definido com quem ficará com a herança milionária de Miguel Abdalla Netto.

Confira a reportagem na íntegra:

O Balanço Geral vai ao ar de segunda a sexta, às 11h; e, aos sábados, a partir das 13h, na RECORD.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.