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Saiba quem é o ‘Rei das Pistas’ investigado por lavagem de dinheiro e corrupção

Bicampeão de Fórmula Truck foi preso pela Polícia Federal

Cidade Alerta|Do R7

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O bicampeão de Fórmula Truck estaria envolvido com esquemas do PCC Reprodução/RECORD

O Cidade Alerta acompanhou o caso de Roberval Andrade, um piloto conhecido como “Rei das pistas”. Ao longo de 25 anos de carreira ele foi bicampeão de Fórmula Truck e campeão da Copa Truck. Investigado por lavagem de dinheiro e corrupção, Roberval foi preso pela Polícia Federal em uma operação que apura esquema de corrupção e vazamento de informações sigilosas.

Os policiais civis Sérgio Ribeiro, conhecido como Serginho Denarc e Marcelo Marques de Souza conhecido como Bombom, também foram detidos nessa operação organizada em conjunto com a Polícia Federal, o GAECO (Ministério Público Estadual) e a Polícia Militar e da Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo.

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Ao todo são cumpridos três mandados de prisão preventivo e nove de busca e apreensão. A operação ainda teria relação com a morte de Vinícius Gritzbach e com o PCC.

O delegado Dennis Cali, responsável pelo caso, disse que a investigação conseguiu demonstrar a incompatibilidade do valor que Roberval tinha e do declarado. Ele também afirma que foi identificado que não havia um lastro financeiro para todos os bens de luxo que o piloto ostentava.

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As buscas começaram pelo celular do policial Marcelo Marques de Souza, o “Bombom”, que já está detido há seis meses por uma outra operação. Foram encontradas no aparelho diversas conversas com o piloto Roberval Andrade, que, além disso, é empresário no ramo de caminhões.

Nas mensagens, “Bombom” oferece ao piloto um helicóptero de luxo que havia sido apreendido pela Polícia Civil por suspeita de transportar drogas, dinheiro e até mesmo integrantes do PCC. O preço proposto a Roberval é de R$ 1 milhão, mas acaba sendo vendido por R$ 700 mil após uma negociação.

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“A partir da apreensão do helicóptero e dos documentos inerentes a ele, a gente pretende elucidar realmente de quem era esse helicóptero e as circunstâncias em que ele foi adquirido para poder instruir a investigação”, comentou o delegado Dennis Cali.

A Polícia Federal acredita que o agente intermediou a liberação da aeronave mediante ao pagamento, já que, de acordo com o relatório, existem vários indícios de que os documentos apresentados pelo piloto de Fórmula Truck na hora de realizar o pagamento eram falsos. Além disso, também foi registrado com um valor muito inferior ao do mercado da aeronave em questão, avaliada em dez milhões de reais.

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Em uma outra troca de mensagens, o mesmo policial avisa Roberval que alguns caminhões que seriam dele foram encontrados pela Polícia com irregularidades. O piloto alega ter separado um caminhão para Marcelo Bombom, e outros para os colegas. Na visão dos investigadores, isso foi uma tática de propina para ele não ser alvo de investigações e punições da justiça.

Já o segundo policial civil, conhecido como Serginho Denarc, teria cobrado para encerrar uma investigação sobre a empresa de um amigo de Bombom. Para a polícia, o valor do aluguel do imóvel mencionado nas conversas entre eles seria, na verdade, o valor da propina. Com essas acusações, ele foi preso na Praia Grande, litoral de São Paulo.

“Durante a investigação, nós identificamos pagamentos efetuados por empresários por alguns desses alvos para os policiais É com base hoje na deflagração dessa operação que a gente pretende evoluir e identificar eventuais outras pessoas que estejam envolvidas com esse esquema criminoso”, contou o delegado Dennis Cali.

Mais um assunto das conversas virtuais entre Marcelo Bombom e Roberval que também chamou atenção das autoridades, foi uma foto de um homem morto com um tiro na cabeça enviada pelo policial ao piloto. A pessoa em questão se tratava de Rafael Maeda, conhecido como “Japa” e considerado um integrante da alta cúpula do PCC. O Roberval então responde que iria comparecer ao enterro.

Algum tempo depois, Bombom também envia uma foto do que aparenta ser algum tipo de droga, segundo a Polícia Federal. Ele ainda escreve: “Olha seu presente, campeão”.

O delegado ressaltou que a operação teve autorização da Justiça para apreender até R$ 12 milhões em bens do grupo criminoso. Entre eles estão o helicóptero adquirido por Roberval, carros de luxo e dinheiro em espécie. Todos eles já se encontram aprendidos para a instrução do inquérito policial e também uma possível ação penal.

O Cidade Alerta vai ao ar de segunda a sexta-feira, às 16h30, e aos sábados, às 17h e às 21h, na tela da RECORD.

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