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Doc Investigação
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Crime de Serrambi é o tema do Doc Investigação desta segunda-feira (8)

Entrevista inédita e exclusiva aponta equívocos em investigação do caso sem solução há mais de 20 anos; não perca!

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A repórter investigativa refaz passos do caso e descobre possíveis erros na investigação
A repórter investigativa refaz passos do caso e descobre possíveis erros na investigação A repórter investigativa refaz passos do caso e descobre possíveis erros na investigação (Divulgação/RECORD)

Há mais de 20 anos, o assassinato das jovens Maria Eduarda Dourado (Duda) e Tarsila Gusmão, em Serrambi, famoso destino turístico do litoral de Pernambuco, intrigou os brasileiros.

Para o novo episódio do Doc Investigação, que vai ao ar nesta segunda-feira (8), a repórter Thais Furlan volta à região para revisitar o caso e buscar mais informações sobre a morte das amigas. A produção apresenta uma entrevista inédita com uma pessoa próxima a uma das testemunhas do caso e revela equívocos na investigação.

A história tem elementos que mais parecem de um filme de ficção: uma festa em uma praia paradisíaca, o desaparecimento de duas jovens de classe média alta e dois corpos abandonados no meio de um canavial.

Detalhes do caso

Era maio de 2003, as duas adolescentes, ambas de 16 anos, sumiram após um passeio de lancha. As jovens, que estavam hospedadas em uma casa de praia, se perderam dos amigos e nunca mais voltaram. As duas só foram encontradas sem vida dez dias após o desaparecimento.

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“Em princípio, chegou como um desaparecimento com um possível sequestro. Passadas as 24, 48 horas, não batia com as características de sequestro. Porque, de fato, não houve nenhum pedido de resgate,” conta o delegado do GOE José Silvestre.

Quem achou os corpos, não foi a polícia, mas um amigo do pai de Tarsila. “Após nove dias, oito dias, aquela angústia, aquela sensação de impotência, de ninguém saber onde estava a filha dele, ele (José Vieira de Melo, pai de Tarsila) tomou atitude e disse: ‘Roberto, vamos dar uma volta? Eu vou atrás e vou procurar’. Eram duas múmias. A pele seca, os ossos ressecados, a pele colada junto com os ossos,” descreve Roberto Botelho, o amigo que encontrou as meninas no canavial.

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Depois da descoberta dos corpos, a investigação caminhou rapidamente. O depoimento de duas pessoas, Abdenaldo Barbosa e Regivânia da Silva, foi fundamental para a polícia prender os dois suspeitos: os irmãos Valfrido e Marcelo Lira, motoristas de uma van que, segundo as testemunhas, teriam dado carona a Duda e Tarsila naquele dia.

A produção mostra sinais de que a investigação do crime não teria sido feita da forma correta. Uma pessoa próxima a uma testemunha importante, Regivânia da Silva, revela: a moradora estava grávida na época e recebeu presentes dos policiais que investigavam o caso, logo após dar um depoimento que incriminava Valfrido e Marcelo.

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“Naquele dia, dois policiais que a gente não sabia que eram policiais, vestidos à paisana, como se fossem ‘boyzinho’ ou namorado delas, chegaram perguntando se a gente tinha visto as meninas (Maria Eduarda e Tarsila) caminhando por lá, em algum lugar. Quando o filho dela nasceu, fizeram essa surpresa de um enxoval para ela, com o menino, tudinho”, conta uma pessoa que prefere não ser identificada, sugerindo que ela teria recebido presentes como agradecimento pelo depoimento. 

Em entrevista exclusiva ao Doc Investigação, Marcelo conta como foi o momento de sua prisão: “Gritaram: ‘a casa caiu! Você está sendo acusado de ter matado Maria Eduarda e Tarsila’. Eu falei: ‘vocês estão no caminho errado.’ Ele (policial) disse: ‘você combinou com seu irmão? Seu irmão está aí preso, já’.” Os irmãos sempre se disseram inocentes. Em júri popular, foram absolvidos por quatro votos a três.

O veredicto trouxe ainda mais dúvidas ao caso: se não foram os kombeiros, o assassino de Duda e Tarsila poderia estar entre os amigos que estiveram na casa de praia naquela época? “Levantava-se uma bandeira de que havia uma luta de classes. Ricos, que seriam os jovens que vinham de Recife e que frequentavam as famosas praias de Ipojuca — como Serrambi, Muro Alto, Porto de Galinhas — contra os fracos e oprimidos, que seriam os kombeiros,” explica a juíza do caso, Andrea Calado.

O que a polícia tem a dizer sobre a grave acusação de que uma testemunha teria sido presenteada por investigadores depois de um depoimento? E por que o dono da casa de praia em que as meninas estavam hospedadas desistiu de dar entrevista à equipe da série?

Confira:

O Doc Investigação vai ao ar nesta segunda (8), às 22h45, na RECORD. Todos os episódios da temporada já estão disponíveis para assinantes do PlayPlus.

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