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Domingo Espetacular
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"Filme de terror", desabafa mãe que descobriu que seu filho foi trocado na maternidade

Dez anos após o nascimento do menino, detectaram que o tipo sanguíneo dele era diferente de todos da família

Domingo Espetacular|Do R7

Dez anos após o nascimento do filho, detectaram que o tipo sanguíneo dele era diferente de todos da família
Dez anos após o nascimento do filho, detectaram que o tipo sanguíneo dele era diferente de todos da família Dez anos após o nascimento do filho, detectaram que o tipo sanguíneo dele era diferente de todos da família (Reprodução/RECORD)

O Domingo Espetacular mostrou a história dramática da técnica em enfermagem Maria Angela de Souza, de 45 anos, uma mãe que descobriu que seu filho foi trocado no Hospital Municipal de Cabedelo, na Paraíba.

Angela deu à luz um menino na madrugada do dia 28 de março de 2006. Três dias depois, ela saiu da maternidade carregando outro bebê, nascido no dia 27. No entanto, só descobriria a troca muitos anos depois.

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Depois do parto, a técnica em enfermagem arrumou emprego no próprio hospital onde o filho nasceu. A felicidade do casal, que tem cinco filhos, só seria abalada em 2016, quando o menino já tinha 10 anos e precisou fazer um teste de tipagem sanguínea.

“Eu sou tipo O e meu esposo também, o dele deu B positivo”, disse Angela. A questão é que filhos de pais com sangue do tipo O nascem sempre com o tipo O. Angela e o marido resolveram fazer um teste de DNA para saber se tinham sido vítimas de um erro gravíssimo.

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A comprovação veio: "Quando eu recebi o DNA e vi que ele não era filho biológico, cai em desespero. Comecei a viver um filme de terror", desabafou a técnica em enfermagem.

No entanto, a confirmação do teste não significou o fim dos problemas. Pelo contrário, colocou novos desafios no caminho da mãe. O primeiro foi contar ao filho afetivo. Atualmente com 17 anos, o adolescente contou que chorou muito e sofreu por meses, até entender que o amor dos pais não ia mudar.

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Em seguida, Angela decidiu procurar seu filho biológico. O primeiro passo foi procurar um advogado que acionou o Ministério Público. O processo foi demorado, o hospital teve que fornecer a lista de todos os bebês nascidos na maternidade naquela data. Nos cartórios e escolas da região, a Justiça conseguiu o endereço onde as crianças moravam.

Em 2019, realizaram três exames para descobrir quem seria o filho de Angela. Assim que ficou frente a frente com o primeiro adolescente, o pressentimento de mãe antecipou o resultado e a técnica de enfermagem disse que não sentiu que era seu filho.

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Meses depois, no segundo exame, a mesma sensação. Porém, quando o terceiro chegou ao posto de coleta de sangue, Angela levou um susto. O adolescente, então com 14 anos, era a cara de seu filho caçula e ela teve a certeza que o tinha encontrado.

Ainda foram dois meses de angústia até a confirmação, mas o exame constatou que o adolescente é filho biológico de Maria Angela e João Ricardo. No entanto, o final feliz que eles esperavam, não aconteceu. "Dá um sentimento de revolta e angústia", desabafou a mãe.

O menor, agora com 17 anos, também mora em Cabedelo, mas resiste a ter contato com os pais biológicos. O jovem não teve uma vida fácil e foi abandonado pela mãe, aos 2 anos. Cresceu com o pai que faleceu antes do caso da troca vir à tona, e atualmente mora com a tia.

A Justiça já reconheceu o erro e determinou o pagamento de R$ 40 mil de indenização para cada uma das vítimas. O valor seria corrigido desde a data do nascimento dos bebês. O casal não aceitou e o caso foi para segunda instância. A Prefeitura de Cabedelo (PB), responsável pela maternidade, disse que aguarda a conclusão do processo civil para decidir quais medidas serão tomadas na esfera criminal.

Angela não está preocupada com dinheiro, nem com as punições. Ela se mudou há cerca de três meses para uma casa de quatro quartos e a única coisa que deseja é que o filho biológico venha morar com a família.

“Foi com ele que sofri as dores do parto, eu tenho um amor de mãe mesmo. Se dependesse de mim, ele estava aqui comigo”, disse a técnica de enfermagem. E esse não é um desejo só de Angela. “Queria que acabasse com todo mundo junto e seria legal ter mais um adolescente aqui, com a mesma idade que eu”, afirmou o filho afetivo.

Confira a reportagem na íntegra:

O Domingo Espetacular vai ao ar todos os finais de semana, às 19h45, na tela da RECORD.

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