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Domingo Espetacular

Acidente aéreo mata quatro pessoas no Pantanal

O grupo estava em um avião de pequeno porte e produzia um documentário sobre a região

Domingo Espetacular|Do R7

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Essa semana, um acidente aéreo matou quatro pessoas no Pantanal. O grupo estava em um avião de pequeno porte e produzia um documentário sobre a região. Entre as vítimas, um arquiteto chinês, reconhecido mundialmente.

As causas da queda ainda são investigadas. A bordo do avião estavam os cineastas brasileiros Luiz Fernando Feres. O piloto e dono da aeronave, Marcelo Pereira e um dos arquiteto mais renomados do mundo, o chines Kongjian Yu.

O acidente aconteceu em Aquidauana, região do Pantanal de Mato Grosso do Sul. Para chegar até o local foi preciso avançar por um longo caminho de terra. A  fazenda permanece fechada desde o acidente. A investigação da policia aponta que antes de cair, o avião arremeteu. É o termo técnico usado na aviação quando não há segurança total para o pouso e o avião, mesmo perto do solo, precisa subir outra vez.

Na apuração, a polícia identificou a primeira irregularidade: o avião locado para realizar os sobrevoos não tinha autorização para o serviço de taxi-aereo. Outra falha: o horário em que o avião tentou a aterrisagem. Segundo a polícia, o monomotor decolou de outra fazenda, as 17h25. Deveria ter pousado as 17h39, quando ainda tinha visibilidade na pista. Mas a tentativa de pouso teria ocorrido já no início da noite, só às 18h15. A informação de que animais silvestres estariam na pista na hora do pouso foi descartada pela policia.

Peritos do centro de investigação e prevenção de acidentes aeronáuticos saíram de São Paulo para entender a dinâmica do acidente. Do lado de dentro da fazenda, em conjunto com a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, os técnicos avaliam os destroços do avião.

O avião já havia sido alvo da polícia durante a operação Ícaro, realizada em 2019. Na época, foi apreendido ao ser flagrado fazendo o transporte de passageiros de forma clandestina. A manutenção da aeronave também estava irregular.

O piloto e dono da aeronave Marcelo Pereira, chegou a ser indiciado por atentado a segurança de voo. O avião ficou retido até o ano de 2022. No início desse ano, a Agencia Nacional de Aviões Civil liberou a aeronave ao piloto. Ainda assim, sem a licença para operar como táxi aéreo.

A delegada explica que, no dia do acidente, o avião com a equipe decolou no início da manhã e visitou três fazendas vizinhas para a captação de imagens.

Os corpos das quatro vítimas foram encaminhados para o IML de Aquidauana, mas como estão carbonizados, dependem de testes mais precisos como de arcada dentária e DNA. Amostras genéticas foram levadas para Campo Grande. 


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