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Ameaçadas por vírus mortal, ararinhas-azuis são resgatadas em operação da Polícia Federal

Circovirus contaminou 34 ararinhas de criadouro na Bahia; doença é transmitida pelo contato direto entre aves

Domingo Espetacular|Do R7

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Uma das aves brasileiras mais lindas e raras do mundo está sob ataque de um vírus. As ararinhas-azuis, que eram preparadas para voltar ao habitat natural, foram resgatadas de um criadouro na Bahia em maio de 2026.


Elas foram levadas para o Centro de Conservação e Manejo de Fauna da Caatinga, em Petrolina, em Pernambuco. A ação, que envolveu a Polícia Federal, foi para conter um surto de circovirus, que já tinha contaminado 34 ararinhas do criadouro.

No ambiente em que essas ararinhas estavam, um processo meticuloso foi feito para entender quais seriam as possíveis ameaças a essa espécie. As aves do criadouro de ararinha-azul haviam sido repatriadas de outros países, e a suspeita é de que o vírus tenha vindo com uma delas.

Com plumagem azul vibrante e cauda longa, a ararinha-azul, nativa da caatinga brasileira, é uma das aves mais raras do planeta. Existem pouco mais de 300 no mundo, mas nenhuma vive livremente na natureza.

O último exemplar selvagem desapareceu no norte da Bahia, há 26 anos. As que vivem agora estão sob cuidados humanos, em criadouros. Como se não bastasse a grave situação de sobrevivência, o novo perigo para a espécie, agora, é o vírus.

O circovírus é transmitido pelo contato direto entre aves, secreções e objetos contaminados, e a infecção não tem cura. A doença provoca deformação e queda das penas, além de enfraquecer o sistema imunológico, deixando as aves sensíveis a outras infecções que podem levar à morte.

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