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Colonoscopia de rotina termina em morte de mulher de 41 anos em SP

Mariana Santos Cândido faleceu após complicações durante exame de rotina na zona leste da cidade

Domingo Espetacular|Do R7

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O que deveria ser um exame de rotina causou a morte de uma mulher, em São Paulo. Mariana Santos Cândido, de 41 anos, teve uma perfuração intestinal durante uma colonoscopia e não resistiu. A família ainda não recebeu o prontuário médico e segue em busca de respostas. 

Um áudio obtido pela reportagem registra a conversa de uma médica do setor de emergência com a família enquanto Mariana era operada: "Olha, ela está na cirurgia. Realmente estava perfurada a alça. Tinha mais de 50% da mucosa." No dia seguinte, os parentes foram informados da morte. A mãe, Cida, afirma: "Minha filha foi assassinada. Porque ela entrou pra fazer um exame. Ela não foi fazer cirurgia." 

Mariana fazia o exame por causa do histórico familiar de câncer de reto. Um especialista explica que a perfuração intestinal é uma complicação rara, ocorrendo em cerca de 0,2% a 0,3% das colonoscopias diagnósticas. Segundo ele, na maioria dos casos, é possível tratar a complicação durante o próprio procedimento. 

Mariana morreu em um hospital público da zona leste de São Paulo. A Secretaria Municipal de Saúde e o Conselho Regional de Medicina abriram sindicâncias para investigar o caso. O exame foi realizado por uma clínica privada terceirizada. A família, que ainda tenta obter o prontuário, também busca responsabilização. Mariana deixou três filhos, de 20, 16 e 9 anos. 


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