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Domingo Espetacular

Homem é preso suspeito de produzir e compartilhar material sexual da filha de 4 anos

Menina disse para a mãe que o pai teria machucado seu bumbum e que ela não poderia contar sobre o que aconteceu

Domingo Espetacular|Do R7

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No ano passado, a Polícia Federal realizou 1149 operações contra crimes cibernéticos relacionados a abusos sexuais de crianças e adolescentes em todo o Brasil.

Santa Catarina é um dos cinco estados onde a PF mais tem atuado. Desde o ano passado, foram 69 operações em várias cidades.13 vítimas de abusos foram resgatadas, uma delas, em Balneário Camboriú.

No início de março, um homem foi preso suspeito de produzir e compartilhar material de abuso infantil em plataformas digitais. A vítima seria a filha dele, de apenas 4 anos. A investigação começou com a denúncia da mãe, que viu a criança mudar de comportamento de uma hora para outra.

Há dois anos, a filha que a mulher teve com um ex-namorado fez uma revelação na volta de um final de semana com o pai. A menina disse que o homem teria machucado seu bumbum e que ela não poderia contar sobre o que aconteceu.

Nos dias seguintes, a criança começou a demonstrar comportamento sexualizado, como se maquiar demais. A menina também teria relatado sobre um ‘shopping’ onde só havia espelhos e camas.

A mulher decidiu fazer um boletim de ocorrência em uma delegacia de Itajaí (SC). No entanto, os policiais não identificaram nada anormal nas respostas da criança e o pai foi liberado por falta de provas.

O homem entrou na vara de família de Itajaí com um processo contra a mãe por alienação parental. A mulher foi acusada de interferência na formação psicológica da criança para repudiar o pai, o que configura abuso moral e é proibido por lei.

Uma psicóloga disse que é necessário mudar a lei da alienação parental. A ONU já teria recomendendado que o Brasil acabe com essa lei, porque a aplicação dela se torna, muitas vezes, uma autorização para pedofilia.

Em novembro do ano passado, a mãe procurou a Polícia Federal depois de ver uma reportagem na televisão sobre uma operação. Depois de quatro meses de investigação, a PF identificou movimentações compatíveis com crimes cibernéticos relacionados à exploração sexual infantojuvenil e envio de arquivos para usuários de outros países, inclusive com menções ao nome da criança.

O pai foi preso no último dia 3 de março. A defesa dele negou as suspeitas e disse que está colaborando integralmente com as autoridades federais. Com o fim da prisão provisória, a Justiça determinou a liberação do homem com medidas restritivas.


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