50 por 1: Alvaro Garnero conhece o caranguejo ladrão de coco no atol de Aldabra
As quatro ilhas têm o maior recife de coral elevado do mundo, além de uma grande lagoa rasa
50x1|Do R7
Alvaro Garnero foi até Assunção, uma ilha em Seychelles de natureza quase intocada e praias exuberantes. A ilha de coral elevada tem cerca de seis quilômetros de comprimento com dois de largura e uma vegetação que mistura manguezais, coqueiros e arbustos costeiros.
O clima quente e o isolamento geográfico criaram um ecossistema frágil e fascinante. O ecossistema sobreviveu por muitos anos graças ao guano, que são as fezes dos morcegos e dos pássaros.
Ao longo dos séculos, o acúmulo de fezes e urina das aves marinhas formou um fertilizante natural, de tonalidade esbranquiçada e extremamente rico e cobiçado. O guano é coletado em várias ilhas do Oceano Pacífico, principalmente no Peru.
O solo da ilha chamou a atenção de um dos maiores especialistas no assunto. Jacques Costeau, grande oceanógrafo, gravou alguns documentários em Assunção e falou da clareza e da diversidade da água como sendo inigualáveis.
Alvaro também visitou o atol de Aldabra, que fica um pouco mais ao norte. São 35 quilômetros quadrados e o maior atol de coral do mundo. A ilha é tão preservada e importante para o ecossistema que tudo é regulado. Para sair do barco e colocar o pé na areia, seguranças revistam se tem alguma areia, fruta, vegetal ou alguma coisa que possa interferir no ecossistema da ilha.
Por ser muito remoto, Aldabra se tornou um refúgio para os pássaros. O atol tem o maior recife de coral elevado do mundo, além de uma grande lagoa rasa. A navegação na região é difícil e, nos mangues, a água é 100% do mar.
Alguns historiadores acreditam que o nome do atol deriva da palavra árabe al-khadra, que significa "o verde". Isso poderia ser uma referência à abundante vegetação do atol ou à cor verde esmeralda da sua lagoa. Desde 1982, Aldabra é patrimônio mundial da Unesco pela natureza e pelas espécies que habitam ali.
Há 136 mil anos, o atol de Aldabra foi inundado por uma grande cheia que dizimou todos os animais terrestres que viviam ali, entre eles, o frango d'água. Dezenas de milhares de anos depois, o nível do mar baixou e, de acordo com estudos de cientistas, o frango d'água voltou a existir.
Além das tartarugas gigantes e dos cascos pelo terreno, Aldabra é famosa por outras espécies curiosas, como o caranguejo “ladrão de coco”. O animal sobe a árvore de coco, ele corta o fruto, desfia o coco inteiro e come.
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