Jovem é morta em emboscada após pai anunciar drone à venda em São Paulo
Beatriz Munhoz tentou se proteger com um spray de pimenta, tipo de arma não letal cujo uso é controlado pelo Exército Brasileiro
Domingo Espetacular|Do R7
As imagens feitas por um drone mostram o bairro São Mateus, na zona leste de São Paulo, onde uma rua comum se tornou ponto de emboscadas. Pessoas são atraídas com o pretexto de comprar ou vender produtos e acabam vítimas de assaltos. Foi ali que Beatriz Sorrilha Munhoz, de 20 anos, foi morta com um tiro na cabeça durante uma tentativa de roubo a um drone anunciado por seu pai, o operador profissional de drones Lucas Munhoz. “Não é uma dor física, é um vazio, é como se tivessem tirado parte da sua alma”, disse o pai, emocionado.
Lucas havia anunciado um drone de última geração por R$ 27 mil nas redes sociais. Após negociações com um suposto comprador, ele viajou de Sorocaba até São Paulo com Beatriz e o namorado dela, Leonardo, para entregar o equipamento. O encontro foi marcado em uma rua deserta. Quando chegaram, foram surpreendidos por criminosos em uma moto. Segundo o pai, Beatriz tentou defender o namorado usando um spray de pimenta, mas o assaltante atirou à queima-roupa, matando a jovem. “Levou só um celular e a vida de uma família feliz”, desabafou.
A investigação revelou que o crime foi planejado por uma quadrilha especializada em golpes chamados de “puxadinhas”, quando vítimas são atraídas até locais combinados para emboscadas. O delegado Valter Sérgio de Abreu explicou: “O ladrão atrai, puxa a vítima até o local de interesse”. A polícia identificou os três envolvidos: o piloto da moto, Lucas Kauan da Silva Pereira, de 18 anos, foi preso; os outros dois suspeitos (o atirador e o articulador das negociações) tiveram prisão pedida à Justiça. Outras vítimas reconheceram o mesmo grupo, que aplicava golpes semelhantes com drones e equipamentos eletrônicos.
O drama vivido pela família de Beatriz Munhoz trouxe à tona uma discussão delicada, mas necessária: o uso de armas de defesa pessoal. Antes de ser baleada na cabeça durante uma emboscada em São Paulo, a jovem tentou se proteger com um spray de pimenta, um tipo de arma não letal cujo uso é controlado pelo Exército Brasileiro. Mesmo com a restrição, esses produtos são facilmente encontrados à venda em lojas físicas e pela internet.
A reação de Beatriz, que desceu do carro e usou o spray contra o assaltante, reacendeu um debate: as armas não letais realmente ajudam a proteger ou podem colocar as vítimas em ainda mais perigo? Especialistas ouvidos pelo Domingo Espetacular apontam que, em muitas situações, reagir pode aumentar o risco de morte, já que o agressor pode estar armado e reagir de forma violenta.
De acordo com uma portaria do Ministério da Defesa, tanto o spray de pimenta quanto armas de eletrochoque, chamadas de “armas de lançamento de dardos energizados”, estão entre os produtos controlados pelo Exército e, portanto, não podem ser vendidos livremente a civis. Mesmo assim, a presença desses itens no cotidiano mostra como a sensação de insegurança tem levado muitos brasileiros a buscarem meios próprios de defesa.
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