Mãe denuncia abusador, e polícia age para desmantelar redes de crimes virtuais
Agentes se infiltraram em plataformas para prender suspeitos
Domingo Espetacular|Do R7
Cada vez mais, o 'inimigo' de uma família entra em casa sem nem precisar usar a porta da frente, e sim uma muito mais 'à disposição': a internet. Recentemente, ações policiais por todo país operam contra grupos especialistas na exploração de crianças no ambiente virtual, e os investigadores apontam a tendência de que, cada vez mais, os jovens lideram esse tipo de crime. O Domingo Espetacular ouviu Ingrid, mãe de filha convencida por um abusador a se expor sexualmente.
A mudança no comportamento da menina de oito anos foi sutil e começou quando ela ganhou um celular de presente. Os livros infantis ficaram de lado e ela passou a se isolar. Quem percebeu pela primeira vez foi a tia, que a notou indo toda hora ao banheiro e depois interagindo com os familiares como se nada tivesse acontecido. A suspeita dela foi de que ela poderia estar sendo ameaçada ou coagida para não falar nada.
No caso da jovem, uma troca de mensagens mostrou que a ordem foi direta: ir ao banheiro e tirar toda a roupa. Quando os responsáveis descobriram, o abusador apagou algumas mensagens, mas não o suficiente para não deixar Ingrid em choque. Ela fez a denúncia à polícia e, desde então, os agentes passaram a monitorar as mensagens e conseguiram identificar o suspeito, um homem de 25 anos.
Agora, as autoridades de segurança entram na segunda etapa da investigação, que consiste em identificar outras vítimas. Os criminosos em si ocultam o rosto e a identidade. Uma de suas estratégias é fingir que têm a idade dos alvos. Dessa forma, as crianças não enxergam o perigo dessas conexões. Só que diante da outra tela, está cada vez mais comum encontrar adolescentes e jovens no papel de abusadores, como notado pelo Núcleo de Análise Comportamental e Criminal do Departamento de Homicídios da Polícia Civil de São Paulo, e nem sempre os crimes têm motivações sexuais.
De acordo com o laboratório de investigações, o criminosos, às vezes, planeja obter fotos e vídeos íntimos para coagir crianças e adolescentes a se machucar em transmissões pela internet. Isso acaba se transformando em um material de troca de informações para cometer "os abusos mais bizarros possíveis", como relatado por uma fonte ao Domingo Espetacular. A vítima é quase sempre uma menina entre sete e 16 anos que, para não ter a intimidade exposta, se vê obrigada a participar das chamadas "arenas virtuais".
Centenas de jovens formam a plateia desse lamentável evento, em que administradores dão ordens para que o alvo se machuque. A violência é transmitida em tempo real e bancada por financiadores, que podem ser um ou mais jovens escondidos em qualquer parte do mundo. Esses atos cruéis, 'tabelados' por preços, incluem cortar-se com um objeto não afiado, colocar álcool em cima da ferida e, em alguns casos, até colocar foco em cima.
Nesta semana, agentes da Polícia Civil prenderam suspeitos de ameaçar a divulgação de imagens íntimas de vítimas e de estimular a automutilação de crianças e adolescentes no Ceará e em Santa Catarina. Um dos detidos tem 18 anos e teria obrigado uma menina a marcar o corpo com uma navalha e escrever o nome da delegada que estava atrás dele. As defesas dos autores não foram localizadas pelo Domingo Espetacular.
Para chegar aos alvos da investigação, os policiais se infiltram nas arenas virtuais e têm apenas alguns minutos para rastrear a localização da vítima e interromper a violência antes que seja tarde. O resultado disso é um número surpreendentes de adolescentes apreendidos: 153, três vezes maior que o de adultos, que chega a 49. No mesmo período, os policiais salvaram 337 vidas.
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