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Mistério: Menino morre após comer bolo que estava em sua mochila

Investigação vai apurar quem deu o doce possivelmente envenenado para a criança

Domingo Espetacular|Do R7

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A polícia investiga a morte de um menino de 11 anos envenenado com a substância conhecida como "chumbinho" em Duque de Caxias (RJ). A suspeita é que o veneno estivesse num bolo que o garoto comeu depois que chegou da escola. Os agentes querem saber quem matou a criança e por quê.

Arthur tinha uma rotina estabelecida pelos pais. Depois das aulas, voltava para casa. Mas uma sequência de eventos mudou a vida do garoto.

No dia 30 de maio, um sábado, O garoto estava na casa da mãe. A família comemorava o aniversário da avó de Arthur. Na manhã do dia primeiro de junho, o menino foi para a escola. A mãe também. Havia uma reunião marcada com a coordenação. Na saída, Arthur pegou o ônibus para a casa do pai.

Por volta das 18h30 Arthur chegou sozinho. Com a mochila nas costas e uniforme. Ele tocou o interfone, olhou para a câmera de segurança e entrou em seguida.Quase cinco horas depois, o garoto acordou passando mal e foi levado às pressas ao hospital.

Foi a madrasta de Arthur quem recebeu o menino em casa. Ela encontrou um bolo de chocolate dentro da mochila, junto com as roupas usadas no fim de semana.

"Aí quando chegou embaixo eu peguei essa bolsa de roupa, tinha esse bolo enrolado, como se fosse um embrulho, um rocambole, que não era... como é que se fala? Não era papel, era plástico. Aí ele falou assim: 'É da minha mãe. A mãe que botou na mochila'.", diz Érica, a madrasta.

Depois do jantar, Arthur comeu o bolo que trouxe na mochila e, segundo Érica, disse que estava tonto.

A família levou o menino para o hospital. Ainda dentro do carro, ele precisou ser reanimado. Depois dos primeiros exames, a equipe médica chamou o pai e a mãe.

Arthur apresentava sinais de envenenamento. O quadro começou com diarreia, náuseas e tontura. Evoluiu para convulsão e parada cardíaca.

Duas semanas depois de ser entubado, Arthur sofreu uma nova parada cardíaca. A morte de Arthur trouxe à tona alguns conflitos.

O pai do menino diz que ouviu da criança que o padrasto ameaçou sair de casa se Arthur continuasse lá. A mãe confirma que essa conversa existi e afirma que não havia bolo de chocolate na festa do fim de semana.

O convívio na escola também era uma preocupação para a família. A reunião do dia primeiro era para falar de um episódio que terminou em suspensão.

"A mãe bate na tecla que é o colégio, eu não descarto nada, não estou descartando nada. Eu quero que investigue tudo, tudo, tudo.", afirma o pai, Ademir Mello.

A Secretaria Estadual de Educação não deu detalhes sobre qualquer incidente de Arthur na escola. Em nota, informou que a pasta está dando suporte e segue à disposição da família e das autoridades.

A polícia pediu imagens das câmeras de segurança para refazer o trajeto do garoto da escola até a casa do pai. Os investigadores aguardam o resultado do exame toxicológico, que pode indicar se o menino ingeriu chumbinho ou outro tipo de veneno.

Enquanto lida com o luto, Ademir quer respostas para o que aconteceu com o filho: "O Arthur cheio de saúde, inteligente, e ver aquela situação dele ali está me corroendo por dentro. Se eu pudesse dar minha vida para o meu filho, eu daria, mas infelizmente a gente não pode fazer isso."

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