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Pesquisa busca segredos genéticos por trás da longevidade dos centenários

Estudo investiga como a genética pode contribuir para vidas mais longas e saudáveis

Domingo Espetacular|Do R7

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Agora vamos falar de longevidade. Nosso país está envelhecendo, e pesquisadores estão de olho nos centenários do Brasil para descobrir como a genética pode nos ajudar a viver mais e melhor. Seu João, de Montes Claros (MG), comemorou 100 anos cercado pela família. Ele tem sete filhas, 16 netos, 17 bisnetos e dois tataranetos, além de um casamento de 68 anos. 

Outro exemplo é seu Onofre, que já completou 105 anos. Entre os segredos, estão alimentação regrada, caminhadas e uma vida tranquila. “Não pode deixar a peteca cair mesmo, né? Porque fumar não presta. Beber é pior. Falar mentira é pior ainda”, brinca. Dona Nora, de 102 anos, encontrou no esporte um companheiro. Nadadora, foi campeã e conquistou medalhas e recordes mundiais. “Eu gosto de olhar para frente, não gosto do retrovisor.” 

Na Universidade de São Paulo, a geneticista Mayana Zatz coordena uma pesquisa com centenários. A equipe já identificou 220 participantes, incluindo 21 supercentenários, com mais de 110 anos. “Quanto mais idosa a pessoa vai ficando, principalmente depois dos 90 ou 100 anos, maior é a importância da genética no envelhecimento saudável.” Os pesquisadores buscam genes capazes de proteger músculos, neurônios e outras funções. 

A pesquisa também identificou uma característica curiosa: “As mulheres centenárias são todas baixinhas”, diz Mayana, ressaltando que isso não significa que toda pessoa baixa será centenária. Outro ponto em comum é o otimismo. A ideia do estudo não é apenas aumentar os anos de vida, mas ampliar o tempo vivido com saúde. 


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