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Polícia prende suspeito de tentar matar dona de uma das maiores heranças do país

Regina Lemos Gonçalves, de 89 anos, é conhecida como 'Rainha do Baralho'

Domingo Espetacular|Do R7

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Uma investigação que se arrastava há meses teve um desfecho importante nesta semana. A polícia do Rio de Janeiro prendeu José Marcos Chaves Ribeiro, suspeito de tentar assassinar Regina Lemos Gonçalves, de 89 anos, mais conhecida como 'rainha do baralho' e herdeira de um dos maiores patrimônios privados do Brasil. A prisão aconteceu em um condomínio de luxo na zona sul do Rio, em um dos imóveis da própria vítima. O homem é acusado de tentativa de feminicídio e maus-tratos contra a idosa, que ficou famosa após herdar uma fortuna estimada em meio bilhão de dólares nos anos 90. 

Regina foi casada com o empresário Nestor Gonçalves, dono de uma indústria de cartas de baralho. Com a morte do marido, em 1994, ela herdou um império que incluía imóveis em áreas nobres da cidade, fazendas, joias, obras de arte e uma das maiores coleções de bens privados da alta sociedade carioca. Hoje, vive com ajuda dos familiares. 

Em abril do ano passado, Regina denunciou que vivia em cárcere privado no Edifício Chopin, em frente à Praia de Copacabana. No apartamento de 600 m², a socialite teria sido submetida a maus-tratos e isolamento social por quase dez anos. 

De acordo com o delegado Ângelo Lages, responsável pelo caso, José Marcos - que inicialmente era motorista de Regina - gradualmente afastou todos os funcionários da casa e restringiu o contato dela com vizinhos e parentes. José Marcos alegava manter uma união estável com Regina e, com esse argumento, conseguiu na Justiça o controle das finanças e bens da idosa. Vídeos de 2016 mostram o suspeito afirmando que morava com Regina e cuidava dela. Regina nega qualquer relacionamento e diz não ter assinado documentos autorizando esse tipo de gestão. Para a defesa da vítima, o acusado se aproveitou da vulnerabilidade dela para controlar todo o patrimônio. A investigação aponta que outras oito pessoas podem estar envolvidas no esquema. 

Foragido, José Marcos teria se escondido na comunidade da Rocinha e depois fugido para Minas Gerais. O retorno ao Rio, no entanto, foi marcado por descuido, ao ser localizado em um dos imóveis de Regina, onde estaria se passando por funcionário. Na delegacia, José Marcos optou por permanecer em silêncio.  

A polícia já solicitou a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos investigados, buscando esclarecer o destino do patrimônio de Regina. Enquanto isso, a socialite tenta reconstruir sua vida no apartamento do Edifício Chopin, agora amparada por seus familiares.


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