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Reportagem da Semana: Família contesta acusação de duplo homicídio após mortes no Rio Paraná

Família defende inocência em caso de mortes trágicas de esposa e filha

Domingo Espetacular|Do R7

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Crime ou acidente? Um homem sobrevive à queda de um carro no Rio Paraná. A mulher e a filha pequena dele morrem. Dias depois, ele é preso, acusado de planejar a morte das duas. Agora, essa história pode ter uma reviravolta. 

Câmeras de segurança registraram os últimos minutos de vida de Íria Djanira Roman Costa Talaska e da filha, Maria Laura, de 3 anos. O carro entrou no rio, em Porto Rico, no interior do Paraná, na noite de 2 de maio. Márcio Alexandre Talaska conseguiu nadar até a margem e pedir socorro. Quando os bombeiros chegaram, mãe e filha já haviam morrido afogadas. 

Seis dias depois, Márcio foi preso, acusado de feminicídio e vicariocídio, crime cometido para atingir outra pessoa por meio da morte de alguém próximo. Segundo o Ministério Público, ele teria lançado deliberadamente o veículo nas águas. A polícia afirma que Márcio dirigia o carro e que teria discutido com Íria antes da saída. 

A família de Íria, porém, defende a inocência de Márcio. Os parentes acreditam que era Íria quem estava ao volante. Imagens anteriores à queda mostram, segundo eles, Márcio no banco do passageiro, sem camisa e aparentemente passando mal. O filho do casal, Kaique, também afirma que a mãe havia dito que voltaria dirigindo porque tinha bebido menos. 

A família acredita ainda que Íria, que tinha pouca experiência ao volante, pode ter errado o caminho. O carro seguiu reto por uma avenida e chegou a uma rampa usada para embarcações. À noite, o local fica praticamente no escuro e a água só é percebida quando a luz bate no rio. Para os parentes, ela pode ter perdido o controle e caído acidentalmente. 

Um perito contratado pela defesa analisou durante 15 dias o processo e as imagens usadas pela polícia. Segundo Eduardo Llanos, a análise técnica indica que quem dirigia era Íria. Ele aponta características físicas, a posição das mãos no volante e diferenças entre pele, roupa e braço como elementos que sustentariam a conclusão. 

Outro indício citado pela perícia é que as luzes de freio e de ré se acenderam após o carro entrar na água, o que poderia indicar uma tentativa de impedir a queda. O perito também questiona o tratamento das imagens por investigadores, com uso de software e inteligência artificial que, segundo ele, podem alterar elementos presentes na gravação. 

Márcio está em prisão preventiva na Cadeia Pública de Maringá. A defesa pretende apresentar a perícia à Justiça e pedir a revogação da prisão, além da impronúncia por falta de provas. A família afirma que ele nunca foi violento e que amava a mulher e a filha. Enquanto o caso não é esclarecido, permanece a dúvida: foi crime ou acidente? 


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