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Streamers: fenômeno das lives revoluciona o mercado tradicional e pode movimentar até R$ 1,5 trilhão

Só em 2025, os espectadores pararam e assistiram a mais de 19 bilhões de horas deste tipo de conteúdo

Domingo Espetacular|Do R7

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Os criadores de conteúdo especializados em fazer transmissões ao vivo, os streamers vem revolucionando o mercado tradicional. Na principal plataforma de transmissão, hoje existem sete milhões de canais com pessoas fazendo lives de todos os tipos. 

Só em 2025, os espectadores pararam e assistiram a mais de 19 bilhões de horas deste tipo de conteúdo. Um mercado que deve movimentar até 2030, cerca de US$ 257 bilhões, mais ou menos R$ 1,5 trilhão. 

Aos 20 anos, Jonathan Augusto, o Tota MC, nascido e criado na Rocinha, transformou sua autenticidade em uma ferramenta poderosa. Ele bombou nas plataformas quando foi convidado para ir aos Estados Unidos pelo maior streamer do mundo: Kai Cenat. 

O americano recebeu o brasileiro na casa dele e resolveu fazer uma live. Só que Tota não falava inglês. Logo depois chegou outro mito das plataformas - Ray - e o diálogo fracassado viralizou imediatamente. Tota se tornou uma estrela. Pessoas famosas como o rapper e ator Snoop Dog e as Kardashian começaram a segui-lo. 

Hoje, ele tem mais de 4 milhões de seguidores em uma só plataforma, mas o número que mais interessa é quantas pessoas entram e ficam nas lives: Uma média de 13 mil pessoas. O carioca tem uma comunidade só dele. 

O conteúdo mostra o dia a dia na Rocinha, com os amigos, nos passeios, viagens. Tota ganhou o prêmio que equivale ao Oscar dos streamers na categoria estrangeiro. São 38 categorias diferentes. 

O carioca não revela quanto ganha, mas as plataformas falam em um patrimônio de R$ 9 milhões. Aos 21 anos. 

A economia dos criadores de conteúdo no streaming evoluiu muito porque as plataformas competem pelos melhores talentos. O que conta é o número de seguidores, a quantidade de horas de exibição e o número de espectadores nas lives. Mas além disso, o streamer ganha dinheiro com inscrições pagas, doações online, patrocínios e anúncios. 

Parlone Costa de Oliveira, o Djalminha, tem algumas paixões interessantes: andar pela noite paulistana, andar de bicicleta elétrica, e lives, muitas lives. Ele ama tanto ver os streamers na tela do celular que - há um ano - acabou virando um deles. 

Aos 43 anos, Djalminha tem cerca de 22 mil seguidores no canal que mantém em uma plataforma. O entregador começou há um ano com 50 seguidores. Ele já teve cerca de 500 pessoas acompanhando lives na noite paulistana. 

Mas ser streamer é um ótimo negócio. Djalminha ainda tem uma participação acanhada nas plataformas, mas recebe doações dos seguidores. Ele também faz alguns anúncios, além da monetização da plataforma. 

A Stephani é motorista de aplicativo há seis anos. Trabalhava dez horas por dia e conseguia ganhar - no máximo R$ 300. Depois de dois anos rodando por todos os cantos de São Paulo, começou a ligar a câmera live para a própria segurança. Stefani tem certeza de que a espontaneidade faz as pessoas ficarem horas com ela.  

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