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Conflito entre alunos e universidade de medicina vai parar na Justiça

Estudantes da Unisa alegam retaliação após protestos por melhorias no ensino

Fala Brasil|Do R7

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Um grupo de alunos do curso de Medicina da Universidade de Santo Amaro (Unisa), em São Paulo, levou à Justiça uma disputa com a instituição. Os estudantes reivindicam melhorias na qualidade do ensino após a universidade receber nota 2 no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica. Eles acusam a Unisa de retaliações devido às manifestações realizadas em abril.


Os alunos dos últimos anos do curso afirmam que enfrentaram perseguições e reprovações indevidas depois das reclamações sobre as condições educacionais oferecidas pela universidade privada. Entre os problemas relatados estão provas mal elaboradas, aulas desatualizadas e falta ou baixa remuneração dos professores.


Após os protestos, mudanças nas regras avaliativas teriam levado muitos estudantes à reprovação. Marcela e Lucas são alguns dos afetados pelas alterações repentinas nos critérios acadêmicos. A dificuldade para dialogar com a administração fez com que cerca de 45 alunos recorressem ao judiciário.


Na ação judicial movida pelos estudantes, foi solicitada uma liminar para permitir o prosseguimento normal do curso até o julgamento final do caso. Além disso, pediram revisão das notas e acesso aos sistemas universitários sem penalidades relacionadas à repetência. Embora favorável aos alunos inicialmente, a decisão não garantiu acréscimo imediato nas pontuações nem aprovação definitiva.


A situação se complicou quando acusações surgiram contra os estudantes por suposta tentativa irregular de obter pontos extras após baixas avaliações oficiais. A Unisa afirmou que um documento apresentado no processo teria sido adulterado digitalmente.


Apesar dessas alegações graves feitas pela instituição, o tribunal considerou insuficientes as evidências para comprovar falsificação intencional por parte dos envolvidos. A universidade recorreu ao tribunal e pediu a suspensão da liminar, mas o efeito foi apenas parcialmente atendido, suspendendo temporariamente a obrigatoriedade de rematricular os estudantes enquanto o mérito do recurso aguarda análise.




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