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Mistérios da Mente Humana: Psiquiatra explica dificuldades emocionais envolvidas no ato de perdoar

A dificuldade está ligada à resistência em abrir mão do direito imaginário de cobrança

Fala Brasil|Do R7

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Perdoar pode ser uma tarefa desafiadora para muitos. O psiquiatra Isaac Efraim aborda essa dificuldade ao explicar que o perdão está intimamente ligado às expectativas e investimentos emocionais feitos em outras pessoas. Quando alguém se sente traído ou magoado, a raiz do problema muitas vezes reside na percepção de perda desses investimentos.


Efraim destaca que antes da mágoa surgir, há um investimento pessoal significativo na relação com outra pessoa. Esse investimento gera uma expectativa de retorno equivalente. Quando isso não ocorre conforme esperado, surge a sensação de perda — considerada por ele como uma das maiores dores humanas.


O sentimento resultante dessa percepção é frequentemente acompanhado por mágoa e rancor. Esses sentimentos funcionam como mecanismos mentais para tentar compensar o prejuízo percebido e manter o direito psicológico de cobrar algo em troca.


A dificuldade em perdoar está ligada à resistência em abrir mão desse direito imaginário de cobrança. Segundo Efraim, liberar-se do rancor significa aceitar verdadeiramente a perda sem esperar reembolso emocional ou controle sobre os acontecimentos passados.


Portanto, o processo de perdão exige não apenas fechar as contas emocionais pendentes mas também abandonar a ilusão de controlar completamente os resultados das interações pessoais.

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