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PCC: megaoperação da Receita revela esquema bilionário de fraudes ligado à facção

Em cinco anos, mais de R$ 50 bilhões foram movimentos por meio de postos de gasolina e instituições financeiras

Retrospectiva 2025|Do R7

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Uma megaoperação da Receita Federal revelou um esquema bilionário de fraudes ligado ao PCC. Em cinco anos, a maior facção criminosa do país movimentou mais de R$ 50 bilhões por meio de postos de gasolina e instituições financeiras.

A operação contou com apoio das polícias Federal, Civil e do Ministério Público. Dos 14 mandados de prisão, seis foram cumpridos. Entre os foragidos, dois homens considerados líderes do esquema: Roberto Augusto Leme da Silva, o Beto Louco, e Mohamed Hussein Mourad, o Primo. A defesa de ambos nega envolvimento deles com o PCC.

No esquema criminoso, a facção atuava em toda a cadeia do combustível. Importava pelo Porto de Paranaguá, no Paraná, e controlava seis usinas de álcool e um terminal portuário, além de 17 distribuidoras, quatro transportadoras, seis refinarias, mil postos e 1,6 mil caminhões-tanque.

Segundo a Receita Federal, R$ 8 bilhões foram sonegados. As investigações apontaram também que o combustível vendido era adulterado, colocando em risco os veículos. O órgão ainda afirmou que o PCC contava com apoio de fintechs - empresas de tecnologia financeira - para lavar o dinheiro. Algumas delas, sediadas na Avenida Faria Lima, o coração financeiro de São Paulo. A fraude começou nas maquininhas de pagamento dos postos controlados pela facção.

Depois da operação, a Receita passou a exigir das fintechs o mesmo nível de transparência dos bancos tradicionais.

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