Dudu Pelizzari elege Gustavo Gómez como terceiro maior ídolo da história do Palmeiras: ‘Grande símbolo dessa geração’
Em entrevista ao site oficial, o ator também revisitou seus trabalhos nas superproduções bíblicas da RECORD
Entrevistas|Gustavo Guerrero*, do site oficial

Depois de brilhar em diversas produções da teledramaturgia da RECORD, Dudu Pelizzari está de volta à emissora para disputar o prêmio de até R$ 300 mil no Acerte ou Caia! deste domingo (25). Em entrevista ao site oficial, ele rasgou elogios a Tom Cavalcante, relembrou seus grandes papéis nas novelas bíblicas e abriu o jogo sobre a paixão pelo Palmeiras.
“É sempre uma experiência interessante participar do Acerte ou Caia!. Se colocar no limite entre o nervosismo e o acerto de coisas que de casa fica muito mais fácil do que ali no palco. Então é um desafio interessante; rever colegas de trabalho foi muito legal”.
A primeira participação do ator no game show foi em dezembro de 2024, quase dois anos atrás. Em um embate com Tati Minerato, ele caiu numa cilada ao não saber o nome de um espaço que não foi ocupado e, com isso, foi para o buraco.
Relembre:
Apesar de já ter participado do Acerte ou Caia! anteriormente, Dudu não escondeu o nervosismo em cima do palco durante as frenéticas disputas e admitiu ter dado uma leve estudada.
“A gente fica um pouco tenso. Principalmente quando o líder está olhando para as pessoas para definir quem vai escolher. Para cair ou para o desafio. Dá uma tensão, mas aos poucos a gente vai relaxando. Conforme as perguntas para os outros participantes vão acontecendo, você vai sabendo as respostas e fala: ‘Bom, quando chegar em mim, já vai estar mais tranquilo’. E eu sempre gostei de palavras cruzadas. Na época dos games televisivos, sempre assistia com a família e ficava ali brincando de responder. Então acho que isso de alguma forma é um preparo. Mas conscientemente não, foi no processo da vida”.
Em meio a muitos elogios ao apresentador do programa, Tom Cavalcante, o ator fez questão de compartilhar uma lembrança do humorista na infância.
“Eu acho que o Tom Cavalcante é um dos maiores humoristas da história do Brasil. Quando eu era adolescente, na minha quarta série, teve uma encenação da sitcom em que ele fazia parte e eu fiz o João Canabrava. E eu tenho essa foto até hoje. Comentei com ele. Antes mesmo de pensar em ser ator, eu já admirava o Tom. Acho ele um artista múltiplo, muito legal ter a oportunidade de participar do programa que ele apresenta”
A arte de atuar
Recentemente, Dudu completou nada mais, nada menos que vinte anos de carreira na atuação. Entre grandes produções no teatro, cinema ou novela, o que não falta no ator é talento e versatilidade.
“Vinte anos de carreira. Estava esses dias vendo umas fotos antigas, olhando para o Dudu e sentindo muito orgulho da luta dele. De ter saído de Itaquera, de ter se jogado no mundo sozinho, sem conhecer ninguém do ramo artístico, de ter estudado, feito faculdade, de ter se jogado assim e que sonhava em viver da arte, de ser um ator conhecido. Então eu olho para esse Eduardo de vinte anos atrás e sinto muito orgulho dele, pensando que ele realizou vários sonhos que queria realizar e outros que não tinha ideia e realizou. Mas eu sigo me dividindo entre essas plataformas artísticas. Esse ano eu fiz um monólogo; daqui a duas semanas eu começo a rodar um filme com direção do Leo Miranda, depois eu vou fazer uma nova peça no Rio de Janeiro chamada O Nome do Bebê, e também vou fazer o filme do Renato Russo. Muitas coisas acontecendo simultaneamente, e percebo que consigo prestigiar os três segmentos artísticos que eu mais amo: televisão, teatro e cinema. Então, estou muito feliz com a minha trajetória”.
Sempre brilhante na tela da RECORD, o ator coleciona grandes papéis na emissora, com destaque para O Senhor e a Serva, onde deu vida ao personagem Caius. Ao relembrar o trabalho, ele destacou como foi viver o protagonista e liderar o elenco da superprodução bíblica.
“O Senhor e a Serva foi uma coroação de bons trabalhos sequenciais na RECORD, depois de fazer Jezabel, Abner em Reis e uma pequena participação em A Rainha da Pérsia. É muito legal liderar um coletivo. A pessoa assiste no ar e vê só os atores, mas existe uma equipe enorme e os atores interferem muito no ambiente prazeroso ou não, que é uma produção televisiva. E nosso clima foi elogiado por toda a equipe. A novela foi um sucesso, muitas pessoas pedindo continuação, mais episódios. Mas eu sou muito feliz trabalhando na RECORD. É uma emissora que me abriu as portas e na qual eu me sinto em casa fazendo as novelas”.

Com um currículo de dar inveja, Dudu avaliou qual personagem na emissora foi o mais importante em sua trajetória.
“O Abner, em Reis, indiscutivelmente. Ele resgata uma confiança profissional numa pós-pandemia. Ele me dá uma estabilidade artística e financeira para poder seguir. Deu-me a possibilidade de conhecer pessoas, de transitar, porque o Abner teve muitas histórias e altos e baixos. Então, me provocou sensações e emoções que ampliaram o meu leque como artista”.
Depois de dar vida a diferentes personagens, ele falou sobre como são as experiências atuando em produções bíblicas.
“Eu sou muito feliz fazendo os trabalhos bíblicos, confesso. Eu nunca havia me imaginado fazendo novelas bíblicas, mas gostei muito do ambiente de trabalho. A Bíblia é o livro mais lido da humanidade, é cheia de mensagens que transformam e ressignificam vidas. Então, a arte tem essa função: é entreter, mas é também provocar, transformar e inspirar. E eu acho que as novelas bíblicas inspiram muito”.
Avanti, Palestra!
Quem acompanha as redes sociais de Dudu já conhece uma de suas principais e maiores paixões longe das telas e palcos: Sociedade Esportiva Palmeiras. Ele contou de onde veio esse amor pelo clube alviverde.
“Meu pai é palmeirense, fanático; meu avô era palmeirense, imigrante italiano. Então, era um rito gostoso eu voltar da escola e saber que meu pai ia voltar para casa para a gente assistir ao jogo do Palmeiras junto, botar a camiseta. Mas eu lembro muito de um jogo, acho que um Palmeiras e Corinthians, final do Campeonato Paulista, se eu não me engano. Eu e meu pai, de joelhos na sala, de mãos dadas, assistindo ao jogo. E acho que isso ficou muito na minha cabeça e é uma memória afetiva que eu tenho até hoje, assim, da conexão que eu tenho com meu pai”.
Para manter a sequência da família, agora foi a vez do ator transmitir a paixão e o sentimento pelo Palmeiras ao seu filho, Ben.
“Na quarta-feira estávamos assistindo à semifinal da Libertadores. Eu, meu pai e meu filho, que agora entrou também nessa ancestralidade afetiva relacionada ao futebol, ao Palmeiras. A gente tem nosso rito de quarta-feira. Eu, meu pai e o Ben de sempre assistimos aos jogos e torcemos juntos. E isso une ainda mais, porque é um amor que a gente tem em comum. O amor que meu pai passou para mim e que eu passei para o meu filho. E que meu filho provavelmente vai passar para o filho dele”.

Apaixonado e fanático pelo Verdão, Dudu aproveitou para nomear o maior símbolo da atual geração do Palmeiras, que vem empilhando título há pelo menos uma década.
“É indiscutivelmente que o Gustavo Gómez é o grande símbolo dessa geração. Talvez ele seja o terceiro maior ídolo da história do Palmeiras, depois do Ademir da Guia e do Marcos. O Gustavo Gómez, para mim, é o terceiro grande símbolo”.
Finalizando o papo sobre o alviverde, o ator fez uma avaliação sobre o trabalho de Abel Ferreira, treinador do Palmeiras desde 2020 e maior campeão como comandante do clube, com 11 títulos conquistados.
“Cara, eu acho que o trabalho da Abel Ferreira é consistente. É um trabalho duradouro, longevo. Ele se sente em casa trabalhando no Palmeiras. Acho que tem um espírito coletivo e um comprometimento impressionante. Ele sabe blindar seus jogadores melhor do que nenhum outro técnico que eu já vi na vida. Mas a sensação que eu tenho é que, algumas vezes, ele se amedronta defensivamente em jogos importantes. Sendo que o Palmeiras tem um plantel poderosíssimo, que poderia encarar de frente a frente com qualquer adversário do Brasil, da América do Sul e, quiçá, da Europa. Então, às vezes, eu sinto falta do ímpeto mais ofensivo para o Abel. E nessa temporada, eu acredito nos três títulos: Copa do Brasil, Libertadores e Brasileirão”.
20 anos de muita história
Mesmo com mais de vinte anos de carreira e uma bagagem de se admirar, Dudu deixou claro que sempre irá se desafiar na hora da atuação.
“Cada trabalho é um novo trabalho. O frio na barriga sempre vai existir, com 20, 30, 40 ou 60 anos de carreira. A própria Fernanda Montenegro fala que, se o nervosismo um dia passar, você perde o prazer de fazer a arte. Ele sempre vai existir aqui”
Em um mercado tão competitivo que é do mundo artístico, ele revelou o segredo para se manter ativo e relevante no segmento por duas décadas.
“O segredo é dedicação, é entender que o não faz parte do processo e, se você receber um não, é porque alguém precisava de um sim mais do que você naquele momento, e que te sirva como inspiração para se preparar ainda mais. Eu nunca caí na zona de conforto do ator com quem eu fui, nem o que eu sou, nem o que eu vou ser. Eu estou sempre tentando me reinventar, me redescobrir, me ressignificar e aprender a me inspirar com um olhar atento ao mundo, aos artistas que cruzam o meu caminho e ao próprio artista que habita em mim”.
Por fim, Dudu disse o que falaria para ele mesmo antes de se tornar este fenômeno da atuação que coleciona grandes e brilhantes papéis.
“Eu diria para ele ser exatamente do jeito que ele foi, para acreditar no percurso, acreditar no caminho, valorizar os ‘sins’, mas também valorizar os ‘nãos’. Saber quem corre do lado dele e não largar a mão dessas pessoas nunca, e que a arte é o grande compositivo da vida dele. Siga forte”.
*Estagiário sob supervisão de Juliana Lambert
O Acerte ou Caia! é uma produção da Boxfish, com direção de David Feldon e direção artística de Cesar Barreto, que vai ao ar nas tardes de domingo da RECORD.
Todas as edições do programa podem ser acessadas na íntegra no RecordPlus, a plataforma de streaming da emissora.
Saiba mais sobre os participantes deste domingo (24):
Onze estrelas sobem ao palco Acerte ou Caia! deste domingo (25) para agitar a tarde da RECORD, sob o comando de Tom Cavalcante. Que tal conhecer esse timaço e já preparar a torcida?
Arte/R7



























