Marcelo Arnal relembra passado de atleta antes da atuação: ‘O futebol corria nas minhas veias’
Ator participa do Acerte ou Caia! deste domingo (18) e revela que o palco do game também dá um ‘frio na barriga’
Entrevistas|Allef Fonseca*, do site oficial

Brilhando na tela da RECORD em diferentes produções bíblicas, o ator Marcelo Arnal já mostrou que tem talento de sobra. Neste domingo (18), ele retorna à emissora, mas, dessa vez, no palco do Acerte ou Caia!, em busca do prêmio que pode chegar a R$ 300 mil. Em entrevista ao site oficial, o artista deu detalhes dos bastidores do game show e destacou como a pressão de estar no palco é maior do que a que enfrenta nas séries e novelas em que já atuou.
“Realmente, estar na frente das câmeras para atuar, interpretar, fazer uma novela, para mim é mais fácil. Acho que eu estou mais acostumado. Participar de um game show, mesmo que seja gravado, dá um frio na barriga. Você fica ali exposto de uma maneira muito pessoal. Quando a gente faz uma novela, está interpretando um personagem. Ali [no game] não existe personagem e interpretação. Existe a realidade. O Marcelo está ali, e não o personagem da novela. Então, acaba que, mesmo sendo gravado, aquela coisa meio pausada, eu, pelo menos, realmente fico com um friozinho na barriga”.
Marcelo conta que o cronômetro é o maior adversário dos participantes e que assistir ao programa no conforto do sofá de casa faz tudo parecer muito mais fácil. A percepção, porém, muda completamente quando se está no palco.
“Quando você está no palco, parece que esse tempo anda duas vezes mais rápido, porque passa voando. Eu acho que essa zona de conforto de você estar no sofá de casa, assistindo, parece até que as respostas vêm mais fácil na cabeça. Ali a gente lida com muita tensão. É um prêmio que está rolando, uma grana que você fala: ‘Cara, isso aqui vai me ajudar’. Eu estou participando, estou me divertindo, mas, ao mesmo tempo, disputando um valor ali com as outras pessoas. Realmente, ali na hora, na frente do Tom, naquela tela na nossa frente, a plateia e os concorrentes em volta, isso tudo traz um ambiente muito mais desafiador do que eu estar com a minha família no sofá de casa”.
Inspiração
No palco comandado por Tom Cavalcante, Marcelo também teve a oportunidade de estar perto de um artista que admira há muitos anos. O ator contou que já conhece a filha do humorista, Maria Cavalcante, e chegou a participar de vídeos para o canal dela. Além disso, revelou que seu pai é um grande fã do apresentador e que a comédia sempre teve um lugar especial em sua vida.
“Eu já conhecia a filha dele, a Maria, e já participei do canal dela, gravei alguns vídeos. Ele nem sabe, mas eu fui até o aniversário dela de 15 anos, estava na festa, enfim. O meu pai é um grande fã desde antigamente e assiste até hoje. E eu sempre tive um lado, um pedacinho muito especial do humor no meu coração, e, quando eu me formei, o meu trabalho final foi sobre a comédia. Eu sempre gostei muito da comédia, mesmo sendo uma vertente muito difícil de se fazer. E o Tom realmente é um maestro, ele é um dos grandes nomes e um dos grandes professores da comédia aí no Brasil”.
O Tom [Cavalcante] realmente é um maestro, ele é um dos grandes nomes e um dos grandes professores da comédia aí no Brasil
Na preparação para o desafio, Marcelo conta que não recorreu a quizzes ou caça-palavras para treinar os conhecimentos. O ator, porém, já era telespectador assíduo do programa e revelou que acompanha a atração desde o início, destacando a maneira descontraída com que Tom conduz a competição.
“Eu sou um telespectador assíduo do programa. Eu sempre assisti, desde quando começou, eu só não assisto quando eu realmente não estou em casa, porque gosto muito desse tipo de programa, game show da televisão brasileira. E aí você tem um Tom apresentando de uma maneira muito mais leve. Isso acaba deixando o programa muito mais gostoso de assistir”.
Produções na RECORD
Marcelo já interpretou personagens como Belsazar, em O Rico e o Lázaro, Alom, em Gênesis, Sama, em Reis, e Anacleto, em O Senhor e a Serva. Ao relembrar a trajetória nas produções bíblicas da RECORD, o ator destacou a experiência de dar vida a histórias que conhece desde a infância, quando cresceu ouvindo e lendo passagens da Bíblia.
“Com certeza é uma experiência única. Pelo fato de ter nascido na igreja e ter tido contato desde muito cedo com o enredo bíblico, eu sempre me debrucei demais, quis estudar um pouco mais sobre a história da Bíblia. Quando eu tive a oportunidade de fazer a minha primeira novela bíblica em 2017, que foi O Rico e o Lázaro, interpretando o Belsazar, era um personagem de importância imensa, então, realmente, foi um desafio muito grande. E é diferente. É por isso que eu gosto tanto quando sou chamado para fazer alguma história bíblica. Viver aquilo que está escrito é uma experiência muito legal. Assim como em Gênesis, eu já tinha lido sobre a história da caravana de Abraão, e aí fazer parte da caravana é uma coisa maravilhosa, é uma experiência única”.

Mesmo depois de interpretar diferentes personagens, Marcelo não esconde que tem um favorito. O ator revelou que Sama, da série Reis, foi o papel de que mais gostou e que a experiência deixou marcas tanto em sua vida profissional quanto na pessoal.
“Todos foram muito diferentes. Eu falo que o Belsasar foi uma coisa, e depois o Alom em Gênesis foi totalmente diferente, era um pastor de ovelhas, mas aí depois veio o grande presente, o Sama. O Sama para mim não tem assim, acho que é por isso até que eu concorria a prêmios com esse personagem. É um personagem que marcou muito, não só a minha vida profissional, mas a minha vida pessoal também. Eu aprendi muito com o Sama”.

Dos campos para a atuação
Além de se destacar nas telas da RECORD, Marcelo também teve uma trajetória no futebol. O ator jogou nas categorias de base de clubes como São Caetano e Primavera e revelou que, mesmo quando o esporte ocupava boa parte de sua rotina, já começava a desenvolver o gosto pela atuação.
“Isso é uma coisa que ainda mexe muito comigo. Com quatro anos de idade, eu comecei a jogar futebol profissionalmente. De quatro para cinco anos, eu já fui federado no futebol e, desde então, a minha vida foi o futebol. Só que a minha mãe sempre tinha um sonho de ser artista, de ser atriz, coisa que ela não conseguiu, e ela transferiu para os filhos. Ela me levou a uma agência e falou: ‘Eu quero que você seja um ator, eu quero que você faça publicidade, faça novela…’. Eu já jogava bola há seis anos, então, com dez anos, eu comecei numa agência, meio que forçado pela minha mãe mesmo. Eu comecei a desenvolver um gosto por aquilo, só que de uma forma muito leve ainda, porque era o futebol que corria nas minhas veias.”
Eu comecei a desenvolver um gosto por aquilo (atuação), só que de uma forma muito leve ainda, porque era o futebol que corria nas minhas veias

Apesar do início promissor no esporte, o ator acabou mudando os planos após enfrentar dificuldades para conciliar os treinos com os estudos. Marcelo contou que a queda no rendimento escolar foi determinante para que começasse a olhar para a atuação como uma profissão.
“Comecei a jogar pelo time do São Caetano, que na época era um baita de um time, mas eu não tinha mais tempo de estudar e aí minha mãe acabou utilizando um argumento plausível para os treinadores, que era nota vermelha. Ou seja, eu treinava a semana inteira, fazia teste para publicidade a semana inteira, eu não tinha tempo de estudar e minha mãe levou o meu boletim vermelho para o treinador, e ele falou: ‘Você só vai jogar quando você recuperar essas suas notas vermelhas’. E aí foi a tacada certeira da minha mãe, para que eu mudasse de profissão. Então, ali, eu decidi, com 14 para 15 anos, e eu falei: ‘Quer saber? Eu quero ver se esse negócio de atuar me pega, só que eu preciso entender que isso é uma profissão, eu preciso estudar’. Foi aí que eu coloquei na minha cabeça estudar e fui fazer um curso de teatro.”

Além da carreira artística
Fora das telas, dos palcos e dos campos, Marcelo também encontrou uma forma de ampliar sua atuação profissional. Com o apoio do pai, que tem uma oficina mecânica especializada em buggies há mais de 20 anos, o ator passou a trabalhar como consultor e vendedor desses veículos, atividade que mantém paralelamente à carreira artística.
“Meu pai já tem há mais de 20 anos uma oficina mecânica especializada em buggy e hoje eu sou o maior vendedor de buggy do Brasil. Sou consultor e assessor em São Paulo. Eu tive que me reinventar de alguma forma. Hoje, infelizmente, não dá para viver só da arte. Eu fiz O Senhor e a Serva em agosto do ano passado, ou seja, tem mais de um ano que eu não faço uma novela. Então tem que se reinventar e hoje os meus planos seguem em paralelo a uma carreira de consultor e vendedor de buggy no mundo inteiro. Agora eu vendi seis buggies em um mês, isso é muita coisa. Hoje eu tenho 21 buggies à venda, intermediados por mim e com exclusividade minha no Brasil inteiro: João Pessoa, São Paulo do Maranhão, Sergipe, Mato Grosso e por aí vai”.
Eu vendi seis buggies em um mês, isso é muita coisa. Hoje eu tenho 21 buggies à venda
Grande prêmio
Sobre a possibilidade de levar para casa o prêmio de até R$ 300 mil, Marcelo contou que chegou a conversar com a família e a esposa sobre o que faria com o dinheiro. No entanto, preferiu não criar grandes expectativas antes de conhecer o resultado da disputa.
“Claro que, quando eu fui convidado para participar, a gente começa naquela viajada. Você fala assim: ‘O que eu faria com isso?’. Eu acabo falando sobre isso com a minha família, com a minha esposa, mas confesso para você que eu não cheguei no que iria fazer com aquilo. Eu tenho utilizado de algo, como que é a palavra, para me defender, para eu tomar muito cuidado com as coisas, de sonhar, da expectativa. Eu acho que é supernormal a gente gerar uma expectativa da nossa vida, mas eu procuro não gerar tanto para que eu não sofra muito com o resultado negativo, para que a frustração não se torne algo potencializado caso eu não venha a ganhar.”
*Estagiário sob supervisão de Juliana Lambert
O Acerte ou Caia! é uma produção da Boxfish, com direção de David Feldon e direção artística de Cesar Barreto, que vai ao ar nas tardes de domingo da RECORD.
Todas as edições do programa podem ser acessadas na íntegra no RecordPlus, a plataforma de streaming da emissora.
Fábio Villa Verde, Lizi Benites, Belli e mais: Acerte ou Caia! escala timaço para a disputa deste domingo (18)
O Acerte ou Caia! vai entregar muita diversão neste domingo (18), na tela da RECORD. Onze celebridades sobem ao palco para disputar um prêmio de até R$ 300 mil. Conheça agora os participantes da disputa sob o comando de Tom Cavalcante
Arte/R7



























