Miguel Roncato revisita a carreira e revela desafios de gravar série inspirada em tragédia que abalou o Brasil
O ator que faz parte do elenco do Acerte ou Caia! deste domingo (24) contou que é fã do game show e como se preparou
Entrevistas|Maria Clara Lentz* do site oficial

Estreando no palco do Acerte ou Caia! deste domingo (24), Miguel Roncato partiu para a disputa com muita garra e conversou com o site oficial sobre os bastidores do game, relembrou seus trabalhos nas tramas da RECORD e muito mais. Mas antes, ele falou sobre como reagiu a o convite para participar do programa pela primeira vez:
“Fiquei muito feliz porque eu já assistia muito em função dos meus pais, eles são superfãs. Então, foi muito especial ter recebido o convite porque não deixa de ser um programa educativo, de raciocínio lógico e conhecimentos gerais. E o formato do Acerte ou Caia!, de soletração e preenchendo lacunas, estilo forca, é algo que eu sempre gostei, então, topei na hora e fui correndo contar para os meus pais”.
O ator também abriu o coração sobre como foi conhecer o apresentador, Tom Cavalcante, que fez parte da sua infância e que remete à lembranças ao lado de uma pessoa muito especial de sua família:
“Eu tenho memórias de ver o Tom pela TV com a minha avó. Ela acabou falecendo em setembro do ano passado, então, ter conhecido o Tom pessoalmente foi muito especial porque ela sempre quis muito conhecê-lo. O Tom acompanhou a gente em vários finais de semana pelo entretenimento da família. Ele recebeu todos os convidados super bem e é um maravilhoso; um ser humano acolhedor e educado, que gosta de colocar todo mundo para cima, e aí, consequentemente, o programa também fica super alto-astral”.
Pronto para conquistar o título de campeão e levar o prêmio para casa, ele admitiu que usou dois métodos diferentes para se preparar para o game e dar tudo de si:
“Eu assisti algumas edições pelo RecordPlus, e aí eu vi alguns amigos que foram em outras edições que foram, aí eu acabei assistindo para vê-los e também para treinar algumas referências. Sempre fui de fazer palavra-cruzada em função, de novo, da minha avó, que era aquela pessoa que trabalhava muito a memória e toda noite fazia palavra-cruzada. Quando eu soube com certa antecedência que ia gravar o programa, fui resgatar as minhas palavras-cruzadas aqui em casa e aquecer as turbinas para o dia da gravação”.
O elenco que integra o time ao lado de Miguel Roncato está completo com diferentes personalidades da mídia como os apresentadores Allison Mota e Lucas Salles; as atrizes Gisela Reimann e Thaíssa Carvalho; a ex-peoa de A Fazenda 3, Geisy Arruda; o humorista Confuso Sobrinho; a dupla sertaneja Fred & Fabrício; a influenciadora digital Thaís Carla, além do DJ Japa NK.
“Por incrível que pareça, eu não conhecia ninguém da minha turma além da Thaissa. Como eu sou ator, eu já tinha ouvido falar dela e assistido seu em outros momentos, mas nunca a conhecido pessoalmente. E a gente trocou bastante figurinhas nos bastidores antes do programa começar, ela estava me passando algumas dicas também. E os outros participantes foi uma oportunidade de conhecer ali e todo mundo muito legal, uma história interessantíssima profissionais aí, cada um no seu ramo da música, do entretenimento”, revela Miguel sobre a interação nos bastidores.
Projetos na RECORD
O ator tem um histórico memorável de personagens nas novelas da RECORD e falou sobre alguns deles, inclusive Jesus, que atualmente está sendo reprisada durante a tarde, logo após o Balanço Geral:
“O Bruno Lopes, que foi o personagem que eu interpretei em Topíssima teve um retorno legal, e eu tive como ator muita possibilidade cênica. Era uma novela contemporânea muito bem realizada pela RECORD, pela direção e bem escrita que teve uma audiência ótima. Foi um projeto excepcional, um presente mesmo que eu recebi. Jesus também é uma trama incrível, maravilhosa, forte, significativa e bonita, feita com muito amor pela equipe toda, e no ar foi essa potência que a gente está podendo rever agora".
Ele também relembrou com entusiasmo seu primeiro trabalho na emissora, durante a novela Apocalipse, em 2017, e toda a experiência e desafios que esse projeto lhe proporcionou:
“Apocalipse fomos gravar em Nova Iorque (EUA), onde metade da equipe era gringa, e a outra metade brasileira. Foi muito especial porque é um sonho que a gente tem como ator de trabalhar fora, cruzar fronteiras e conhecer estilos diferentes de interpretação e de indústria mesmo. E meu personagem tinha essa coisa do sonho americano de tentar a vida lá fora, e aí ele chegou lá e passou fome, morava na rua, e tinha que panfletar na Times Square para conseguir comida. Então, por opção também, não foi uma exigência, eu preferi emagrecer, e passei por uma transformação forte também como ator, e isso foi o que marcou esse trabalho, essa oportunidade de gravar fora e também a mudança física durante a preparação”.
Roncato em dose dupla!
Em vários momentos durante as produções em que Miguel atuou pela RECORD, ele teve ao lado um rosto para lá de familiar; o irmão e também ator, Fernando Roncato. Sendo assim, ele aproveitou o bate-papo para mencionar a parceria com Fernando dentro e fora das telas:
“A gente tem esse hábito de conversar sobre trabalho, mas sempre respeitando muito o espaço um do outro. Sabemos que cada um tem a sua individualidade e um estilo diferente de estudo, de abordagem e de interpretação mesmo. Mas a gente se ajuda muito e nos damos super bem”.
Além disso, o ator também disse que, se pudesse, gostaria de um dia enfrentar o irmão em um duelo final no Acerte ou Caia! e montar um time com ele para participar do Boom!, o outro game show comandado por Tom Cavalcante:
“Com o meu irmão, com certeza seria uma ótima disputa. A gente gosta muito de perguntas e respostas. Nós assistíamos ao Silvio Santos, sempre acompanhamos esses programas em família. Então, nós dois temos esse instinto de competitividade, não entre nós, mas na vida. A gente quer ir para o Boom!, e eu falei para o Tom nos chamar, porque meu irmão é maravilhoso no Boom!, ele acerta todos, eu tenho que vir com ele”.
O desafio e a responsabilidade de contar uma história marcada no Brasil inteiro
Em 2023, Miguel fez parte do elenco de uma série que retratava o incêndio da Boate Kiss, ocorrido na madrugada de 27 de janeiro de 2013 em Santa Maria (RS). A tragédia, que deixou 242 mortos e mais de 600 feridos, chocou o Brasil e é lembrada até hoje como um dos piores casos de incêndio.
“A gente queria que fosse algo feito com muito cuidado e respeito pelas vítimas, familiares, amigos que sobreviveram, pela história da tragédia em si e para honrar a memória dos falecidos. E foi muito bonito de ver a aprovação primeiramente das famílias das vítimas e, depois do público quando assistiu”, contou o ator sobre a repercussão que a série teve.
Ele também falou sobre como a sua história de vida estava interligada com a do personagem que interpretou, e destacou o significado que esse projeto tem em sua carreira:
“Eu sou do Rio Grande do Sul e conheço amigos que estudavam em Santa Maria na época da tragédia, porque é uma cidade universitária, mas felizmente não estavam na boate. Então, foi muito emocionante a preparação e eu fiquei honrado em fazer parte do elenco porque eu queria muito contar essa história. O personagem que eu interpretei, o Felipinho, eu conheço e cresci ao lado de vários meninos como ele, é uma figura muito conhecida por mim, pela minha infância e pela forma com que eu cresci lá no Sul. Acho que se eu fosse eleger um dos trabalhos mais especiais da minha carreira até hoje, essa série com certeza estaria na lista em um dos primeiros lugares”.
Por se tratar de uma produção baseada em fatos reais e muito próxima de sua realidade, o ator confessou que enfrentou alguns desafios para compor seu personagem:
“A parte mais difícil de gravar a série foi me distanciar o meu julgamento crítico e a minha opinião pessoal sobre a tragédia, sabe, em relação à possível culpabilidade e responsabilidade de alguém, de quem quer que seja, para simplesmente viver aquilo como o Felipinho. Eu acho que normalmente nós (atores) conseguimos isso quando fazemos ficção, mas especificamente nesse projeto, que era baseado em fatos reais, e por ser algo tão próximo da minha história como gaúcho, compor o Felipinho ao mesmo tempo em que foi fácil pelas referências que eu já tinha, foi difícil pelo peso da história toda. Tivemos que respirar fundo várias vezes, foi um trabalho coletivo de muita ajuda, um acompanhamento profissional da equipe toda. Quando eu entrei pela primeira vez no set de filmagem para gravar a sequência do incêndio e tudo, que durou vários dias de gravação, eu me arrepiei inteiro, foi uma sensação muito forte”.
Mesmo assim, Miguel afirmou que gosta de lembrar com carinho das cenas de “Felipinho” antes da tragédia, vivendo uma vida feliz e tranquila como um jovem gaúcho: “Eu costumo também ressaltar a fase anterior também do Felipinho, que era feliz, no cavalo, com a família. São as cenas do primeiro episódio, e é algo que me deixa muito orgulhoso também, porque demonstram ali essa cultura gaúcha e dá esse paradoxo da felicidade com a tragédia toda”.
Por fim, ele ressaltou o impacto que esse trabalho teve na sua percepção sobre as medidas de segurança em locais com grandes aglomerações, e enfatizou a importância disso para que a histórias como essa não se repitam novamente:
“Depois dessa série, eu frequento certos lugares com outro olhar, já sabendo onde tem saída de emergência, onde é o possível escape, como é que vai evacuar tantas pessoas. Acho que isso é muito importante, porque numa percepção pequena, a gente, às vezes, pode salvar uma vida. Ali na boate foram várias, mais de duzentas, mas mesmo se só fosse uma, já seria uma perda enorme”.
Destino do prêmio e novidades na carreira
Que Miguel foi com garra para o game show é um fato, mas o que pretende fazer com o dinheiro do prêmio caso vença o programa, ele contou com exclusividade durante o bate-papo:
“Se eu vencer, com certeza vou investir o dinheiro, fazer ele render”.
Já sobre os projetos da carreira ao longo de 2026, Roncato também deu um mega spoiler para o público ficar atento:
“Eu estou gravando um filme que é uma adaptação do Paulo Coelho. A gente tá fazendo O Diário de um Mago, que é o primeiro livro dele que vai ser adaptado para o audiovisual. E o livro é muito importante e super expressivo. O Paulo Coelho é mega traduzido no mundo todo. Então, eu estou muito curioso para saber como vai ser o impacto desse projeto. Não sabemos quando vai ser o lançamento, mas está vindo aí”.
*Estagiária sob supervisão de Juliana Lambert
O Acerte ou Caia! é uma produção da Boxfish, com direção de David Feldon e direção artística de Cesar Barreto, que vai ao ar nas tardes de domingo da RECORD.
Todas as edições do programa podem ser acessadas na íntegra no RecordPlus, a plataforma de streaming da emissora.
Saiba mais sobre o elenco deste domingo (24)
O Acerte ou Caia! deste domingo (24) promete fortes emoções na tela da RECORD. Comandados por Tom Cavalcante, onze participantes lutam pelo prêmio de R$ 300 mil. Conheça o elenco e prepara a sua torcida!
Arte/R7
























