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Felipe Solari vence o Desafio Final do Acerte ou Caia! e revela destino do prêmio: ‘Camisetas da Copa do Mundo’

Em entrevista ao site oficial, o apresentador também relembrou suas experiências em um programa de humor na RECORD

Entrevistas|Gustavo Guerrero*, do site oficial

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Felipe Solari encarou o Desafio Final no Acerte ou Caia! deste domingo (21) Edu Moraes/RECORD

É campeão! De volta ao palco do Acerte ou Caia!, Felipe Solari superou todos os adversários no game show e, após aceitar o Desafio Final, faturou R$ 30 mil neste domingo (20).

Em entrevista ao site oficial, ele revelou o destino do prêmio, relembrou sua passagem em um programa da RECORD e até falou sobre a seleção brasileira na Copa do Mundo.


“Foi legal! Eu ainda tenho uma relação com a RECORD também, por causa do Legendários. Sempre que vem um chamado da emissora, eu adoro, já topo na hora. E esse é um programa legal de participar, porque é para você demonstrar seus conhecimentos. Eu gosto desse tipo de game show e participar é muito legal”.

Solari fez sua primeira participação no game show em fevereiro de 2025, mas acabou sendo eliminado após não conseguir lembrar o nome de Grazi Massafera.


“Depois, assistindo com frieza, eu percebi que eu poderia ter acertado aquela resposta. Estava na minha cara, mas eu me deixei levar pelo desespero. Teve um momento ou outro ali que não me vinha a resposta na cabeça, e eu consegui, dessa vez, isolar melhor o ambiente e focar no que eu tinha que focar”.

Relembre:


Velhos conhecidos, ele não escondeu que a primeira participação o ajudou a estar mais confiante e preparado para a nova disputa.

“Como eu já tinha participado uma vez e não tinha ganho, eu fui mais tranquilo desta vez, mas sem grandes esperanças. Eu falei: ‘Ah, vamos lá, vamos participar e tal’. Porque eu sei que esse é um jogo que envolve conhecimento, mas também envolve sorte. Às vezes, a pergunta mais difícil acaba caindo para o teu adversário e não para você, e agora foi uma mistura do tipo de conhecimento e de sorte”.


Além disso, Solari também elogiou seus adversários no programa e falou sobre o clima de “rivalidade” nos bastidores.

“Todo mundo muito de boa. Por mais que tenha uma certa rivalidade de um encarar o outro, eu acho que nunca fica num clima fora do tom. Fica sempre muito legal ficar entre a brincadeira e o desafio. Ninguém se importa em perder ou fica bravo porque perdeu. Acho que está todo mundo ali também para trazer entretenimento”.

Jovem sucesso

Filho de diretor publicitário, Solari nunca pensou em seguir carreira longe da comunicação. Por frequentar estúdios desde cedo, ele decidiu que seu rumo seria em frente às câmeras.

“Eu tentei algo mais como ator, fiz testes e cursos, mas depois eu realmente me achei como comunicador. Eu entendi que a minha área era comunicar, levar informação para a galera e comunicar de um jeito leve e descontraído”.

Com 21 anos de idade, o apresentador embarcou em projeto da MTV chamado The Nadas, algo que mudaria sua vida e marcaria toda a juventude da época. Ao lado de Marcos Mion e André Vasco, o programa mostrava o cotidiano de três universitários que dividem um apartamento e sempre se metem em problemas.

“Eu e o Vasco nem éramos VJs [Video Jockey], éramos estagiários, e a gente já estava participando de um programa, dando as caras, e isso era puro MTV. Poder trabalhar com o Mion, que era uma referência para a gente na época, já era meu amigo, ou seja, foi um projeto que acontece uma vez na vida. Você consegue juntar tudo no mesmo projeto: amizade, juventude, leveza e uma emissora que te deixa fazer o que você quiser. A gente causava muito. E é um programa que traz ótimas recordações, acho que para os três, tanto para o Mion quanto para o André. Era tipo uma sitcom, essas coisas de comédia, um Friends“.

“Você consegue juntar tudo no mesmo projeto: amizade, juventude, leveza e uma emissora que te deixa fazer o que você quiser. A gente causava muito. E é um programa que traz ótimas recordações, acho que para os três, tanto para o Mion quanto para o André.”

(Felipe Solari)

O que ninguém via era o perrengue que eles passavam por trás das câmeras. Por ser algo muito novo, Solari e Vasco, ainda estagiários, precisavam atuar em diversas funções no projeto.

“A MTV não tinha muito orçamento e, no fim das contas, a gente tinha que se virar nos 30. Era uma época mais analógica, então eu e o Vasco decupávamos e editávamos, íamos para a ilha de edição, decupávamos tudo no caderno, com a mão. Todo esse processo, porque, ao mesmo tempo que a gente estava lá na frente, a gente era os estagiários responsáveis pelo programa“.

Apesar das dificuldades e algumas situações complicadas, o projeto deu muito certo e ajudou a moldar uma geração. Ele não escondeu a felicidade e relembrou tudo o que viveu na emissora.

“Foi muito legal. Era um lugar onde todo jovem queria estar. Lá eu vivi seis anos incríveis e maravilhosos. Vendo toda a galera da música, estando muito próximo de todos os artistas, e conversando, entrevistando e colando nos shows, além do VMB [Video Music Brasil]. Foi uma época de ouro. Foi muito legal ter participado“.

Legendários

Em 2010, Solari assinou com a RECORD para fazer parte do programa Legendários, apresentado por Marcos Mion.

“Foi o sonho da TV aberta realizado. Eu estudei Rádio e TV, sou viciado em TV, então ir para a TV aberta sempre foi um desejo meu, eu sempre quis conhecer. Foi uma jornada de muito amadurecimento para mim, porque a gente lançou um programa que marcou muito, foi muito diferente para os padrões da RECORD.

Como repórter, sua função principal era atuar em um quadro de sustentabilidade, passando mensagens de conscientização sobre o meio ambiente. Por ser um programa humorístico, recebeu algumas críticas, mas ele não se abalou e produziu entrevistas e matérias marcantes em sua carreira.

“Eu vi a Aurora Boreal, entrevistei o Arnold Schwarzenegger, fiz coisas que me ajudaram muito e me fizeram evoluir como pessoa. Estar lá no meio do mato e fazer todas aquelas matérias, seja de coisas legais ou seja de grandes tragédias naturais, enchentes, deslizamentos”.

Além disso, Solari também relembrou quando embarcou em um voo exclusivo só com convidados da cantora Rihanna. Ele e a sua equipe do Legendários foram convidados para acompanhar shows da turnê internacional da artista.

“Foi muito especial. Estavam vários jornalistas, era lançamento do disco dela. A gente era a única equipe do Brasil que estava lá cobrindo. Nós rodamos sete países em sete dias. A turnê dela era 777, porque ia fazer sete shows em sete cidades em sete dias. Aí eu acompanhei tudo isso, foi muito legal”.

Assista:

Por ter passado bastante tempo na TV fechada, ele afirmou que sentiu as diferenças em sua transição para a TV aberta e falou sobre o que fazer para se adequar a cada uma.

“Você tem que se adaptar ao público que está te assistindo. Não é o público que tem que se adaptar a você. Eu acho que, na TV aberta, você tem que ser bem camaleão e conseguir mudar e ajustar as coisas no meio do caminho de maneira rápida. E também saber ouvir as críticas, porque crítica nem sempre é ruim, muitas vêm para te ajudar. Você tem que estar com o coração aberto e escutar, saber filtrar as que valem e as que não valem a pena, mas ir ajustando, porque a gente chega achando que sabe tudo e a gente não sabe tudo”.

Conteúdos na internet e cenário dos podcasts

Atualmente, Solari costuma compartilhar conteúdos sobre música, filmes e outros temas culturais em suas redes sociais. Ele explicou o motivo pelo qual se introduziu a esse novo meio.

“Como comunicador, a gente vai tentando achar caminhos. Eu parti agora para uma comunicação em que sou eu me comunicando com o público e não eu entrevistando alguém. Uma comunicação mais direta. E, no fim das contas, a gente precisa achar um nicho. Hoje em dia é necessário, senão você fica muito perdido no meio de tudo. E a música é um negócio que eu amo e do qual eu tenho uma base. Eu trabalhei na MTV, então já tem também um selo, um reconhecimento, de que eu conheço música, de que eu trabalho há muito tempo com música e tal. Eu comecei a apostar em música e os vídeos começaram a ir muito bem, com uma audiência muito legal nas redes. Então, eu considero que eu achei um caminho no último ano e estou acelerando bastante para trabalhar cada vez mais com música e entretenimento”.

Antes de começar os conteúdos para a internet, o apresentador ajudou a revolucionar o cenário dos podcasts ao fundar o Sistema Solari, um dos primeiros em vídeo no Brasil. Apesar de o último episódio ter ocorrido há mais de um ano, Solari não escondeu a insatisfação com o atual cenário dos podcasts no país.

“Eu não estou satisfeito com o crescimento dos podcasts aqui no Brasil. Acho que faltam podcasts e conversas mais profundas. A gente vive um momento de juventude brasileira, que eu acho que a gente precisa ter conversas mais elevadas, conversas que realmente façam as pessoas entenderem coisas e mudarem pensamentos, pontos de vista, etc. A gente acaba vendo que as pessoas só estão buscando like a todo custo. Então tem um monte de cara aí com umas ideias todas tortas, tendo um espaço enorme, tendo views para caramba e plantando ideias muito erradas sobre o mundo na cabeça de toda uma galera”.

“A gente acaba vendo que as pessoas só estão buscando like a todo custo. Então tem um monte de cara aí com umas ideias todas tortas, tendo um espaço enorme, tendo views para caramba e plantando ideias muito erradas sobre o mundo na cabeça de toda uma galera”

(Felipe Solari)

O apresentador aproveitou para divulgar que irá retomar o projeto de seu podcast Sistema Solari, porém agora com novas ideias em uma versão diferente.

“Vou voltar com o Sistema Solari agora, já num 2.0, com um outro formato, uma nova fase. Vou estar mais sozinho conversando com a câmera, trazendo conteúdos mais longos. Nas redes sociais eu já falo de música, mas por um minuto e meio, dois minutos, e no YouTube vai ser para estender essa conversa, trazer o público para participar junto e falar sobre tudo: música, entretenimento e futebol, que eu gosto muito”.

Copa do Mundo

Em clima de Copa do Mundo, Solari demonstrou a sua grande paixão por futebol e aproveitou para falar sobre a sua torcida no torneio.

“Eu sou filho de pai argentino e mãe brasileira, então eu acabo torcendo para as duas seleções. Fiquei muito feliz vendo a estreia do Messi contra a Argélia, ele é maravilhoso. Quem gosta de futebol tem que aproveitar mesmo esses últimos jogos dele. Eu fiquei extremamente emocionado vendo ele, a facilidade com que ele joga o esporte é linda de ver. E ele é um cara muito legal, é um ídolo para a molecada. Ele tem comportamento legal, uma atitude bacana e eu acho que aqui, no futebol principalmente, a gente está muito carente desse tipo de ídolo”.

Além disso, ele também analisou a situação do camisa 10 da seleção brasileira, Neymar, e comparou o craque com outras estrelas do futebol mundial.

“Do jeito que a seleção está, qualquer ajuda é bem-vinda. A gente sabe que o Neymar é um craque, mas ele não está performando bem. Eu fico imaginando ele entrando no jogo e os caras pegando firme nele, porque é Copa do Mundo, não é Campeonato Brasileiro. Eu não sei até que ponto ele vai conseguir render. Eu até fiz uma brincadeira que viralizou: ‘Dizem que o Neymar estava usando o Santos para se preparar para a seleção e agora ele está usando a seleção para se preparar para o Santos’. O Neymar não vai a campo hoje. Não joga. Aí você vê o cara com 34 anos sem conseguir entrar no jogo, e o Messi, com 39, e o Cristiano Ronaldo, com 40, estão voando”.

“O Neymar não vai a campo hoje. Não joga. Aí você vê o cara com 34 anos sem conseguir entrar no jogo, e o Messi, com 39, e o Cristiano Ronaldo, com 40, estão voando”

(Felipe Solari)

Por fim, o apresentador deu as suas observações sobre o que está faltando para a seleção brasileira jogar bem e melhorar o desempenho dentro de campo.

“Eu acho que falta a molecada no campo. Estamos vendo na Copa do Mundo vários jogadores de 17, 18 anos jogando muito, e você vê que o técnico não fica tímido de botar o cara, porque o cara é mais novo. O técnico tem que colocar quem está performando bem. Então, eu sou a favor da molecada: Rayan, Endrick, Danilo Santos. Para mim, o ataque da seleção mesmo deveria ser Vini Jr., Rayan e Endrick”.

Desafio Final

Após derrubar o último adversário, Solari optou por seguir no Desafio Final e conseguiu dobrar o valor do prêmio.

“Eu dei um pouco de azar, porque o prêmio acabou sendo zerado quando eu estava chegando no final. Eu tirei um ‘perde tudo’ e, no final, estava dando R$ 15 mil. Aí, eu aceitei o Desafio Final, acabei dobrando e fiquei com R$ 30 mil. Mas ali, para ser bem sincero, uma vez que o prêmio foi lá para baixo, eu passei a ficar muito pelo entretenimento. Porque eu gosto muito de TV, trabalhei muito em TV, então eu sei que você topa o desafio final, vai trazer um pouco mais de entretenimento para quem estiver assistindo".

Questionado sobre o que pretende fazer com o valor do prêmio, o campeão respondeu: “Eu acho que vou comprar camisetas da Copa do Mundo. Eu sou um colecionador ferrenho de camisetas de futebol. Brincadeiras à parte, vou deixar investido, mas com certeza vai dar para comprar uma camiseta”.

*Estagiário sob supervisão de Juliana Lambert

O Acerte ou Caia! é uma produção da Boxfish, com direção de David Feldon e direção artística de Cesar Barreto, que vai ao ar nas tardes de domingo da RECORD.

Todas as edições do programa podem ser acessadas na íntegra no RecordPlus, a plataforma de streaming da emissora.

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