Pimpolho relembra auge do Art Popular e clipe na Itália com Ronaldo Fenômeno: ‘Tudo o que conquistei devo ao samba’
Em entrevista ao site oficial, ele revisitou sua trajetória na música e também falou da experiência de disputar pela segunda vez o Acerte ou Caia!
Entrevistas|Gustavo Guerrero*, do site oficial

Vai ter um cara bem legal no palco do Acerte ou Caia! deste domingo (14)! Denílson Pimpolho, ou simplesmente Pimpolho, promete ir com tudo em busca do prêmio de até R$ 300 mil. Em entrevista ao site oficial, ele revisitou a trajetória na música com o Art Popular e relembrou sua participação no Power Couple Brasil.
“Primeiramente, tenho que agradecer à produção da RECORD e do Tom. É muito bacana ser lembrado. Foi uma experiência única! Nós achamos que é fácil quando estamos em casa, mas na hora as coisas mudam”.
Agora, Pimpolho pretende aproveitar a nova chance no game, já que em sua primeira participação acabou eliminado em um duelo emocionante contra o ator Arthur Aguiar.
Relembre:
Mesmo já tendo subido no palco do Acerte ou Caia!, o músico admitiu o nervosismo e afirmou se realmente vale a pena estudar antes da disputa.
“O tempo é curto e às vezes a resposta é fácil, mas naquela tensão que você fica, acaba desviando. E quando você vê, fala: ‘caramba, olha como a resposta é fácil’. Mas é algo muito bem bolado. São 30 segundos só, aí lá em cima a pressão fica cada vez maior. Aqui em casa, eu e a minha esposa ficamos brincando para ver quem acerta mais... Mas, no palco, eles fazem um negócio tão bem bolado que você pode estudar, ver outros programas, que, quando chega na hora, dá aquele branco”.
Além disso, ele rasgou elogios a Tom Cavalcante e relembrou um momento junto com o apresentador do programa em sua primeira vez no game show.
“O Tom é sensacional, uma pessoa maravilhosa. Eu já assisti a alguns espetáculos dele em São Paulo, e quando eu tive o prazer de apertar a mão dele e falar com ele, senti uma energia boa. Ele é muito generoso, engraçado e do bem. Inclusive, na minha primeira vez no Acerte ou Caia!, quando começou o programa, ele veio, deu um beijo na minha cabeça e falou: ‘Um beijo na cabeça do Pimpolho’. Ele é um fenômeno”.
Início no samba
Durante a década de 1980, o famoso grupo de pagode Art Popular foi fundado para se tornar uma das maiores influências musicais do Brasil. A formação original do Art Popular tinha Leandro Lehart (vocal e cavaquinho), Denilson Pimpolho (tantã), Malli (percussão), Evandro (repique), Tcharlinho (percussão), Márcio Art (vocal e reco-reco).
“Depois da aula, a gente fazia pagode por brincadeira, por hobby, para reunir os amigos, e chegou uma certa hora em que começamos a tocar nos barzinhos da zona norte de São Paulo, e um pessoal acompanhava a gente, sempre nos incentivando. E foi quando surgiu a oportunidade para gravarmos nosso primeiro disco: O Canto da Razão, em que a maioria das músicas é da autoria de Leandro Lehart, Ademir Fogaça e Marcelo Malli. Nós tivemos uma grande satisfação por ser uma gravadora independente, fizemos tudo do nosso bolso, apostamos em nós mesmos e tivemos um retorno muito grande“.
Após o sucesso do álbum O Canto da Razão, o grupo começou a ser reconhecido pelo país inteiro e recebeu grandes oportunidades na indústria.
“Nós fechamos com uma multinacional, onde fizemos três discos, que foi o boom da década de 1990, e onde chegamos a viajar para fora do país. Fizemos um clipe na Itália com o Ronaldo Fenômeno. Gravamos no San Siro com ele uma música chamada Requebrabum. A gente só tem que agradecer por esses anos todos na estrada, muitos amigos nesse mundo afora, agradecer à música e ao samba. Tudo que tenho hoje, o que eu conquistei, eu devo ao samba".
“Fizemos um clipe na Itália com o Ronaldo Fenômeno. Gravamos no San Siro com ele uma música chamada Requebrabum"
Ele relembra referências fundamentais na formação do Art Popular: “Fundo de Quintal foi uma das nossas inspirações, com certeza. A gente tinha Martinho da Vila, Candeia, Clementina de Jesus, Dona Ivone Lara, Beth Carvalho, e nesse período todo, a música foi mudando o formato, a letra, falando mais de romance. Como dizem, ela saiu do morro e veio para o asfalto, então virou uma linguagem popular, em que, de norte a sul do país, a galera foi se entendendo, o negócio foi ficando mais acessível e, graças a Deus, o samba está aí até hoje, levando alegria, entretenimento, unindo as pessoas”.
Auge nos anos 1990
Para muitas pessoas, o auge de todo o pagode brasileiro foi durante o período dos anos 1990. Para Pimpolho, não foi diferente com o Art Popular, que fez muito sucesso com suas inovações musicais.
“A gente despontou, vários grupos apareceram. Eu acho que o sucesso pode ser algo passageiro ou duradouro. Você tem que acreditar naquilo que faz, sem menosprezar ninguém, sempre acreditando, porque o sol nasce para todos. A partir do momento em que você acredita naquilo que faz, vai muito mais longe, e para nós não foi diferente. Fizemos as coisas com a cara e a coragem, nós fizemos o nosso trabalho, e Deus foi abençoando”.
“Você tem que acreditar naquilo que faz, sem menosprezar ninguém, sempre acreditando, porque o sol nasce para todos”
Durante o extraordinário momento, o grupo conseguiu gravações com grandes artistas, viagens internacionais a trabalho, além de fazer gestos de caridade.
“Nós tivemos o prazer de gravar com o Billy Paul, Take 6. Gravamos um clipe lá em Nova Iorque [nos Estados Unidos], na Itália, com o Ronaldo Fenômeno... Também tivemos o prazer de nossa madrinha Leci Brandão e da rapaziada do Fundo de Quintal participarem do nosso disco. Teve um projeto que foi feito também na década de 1990, que chamamos Samba Cura, no qual reunimos o maior número de grupos na época, que foi tudo repetido para o Hospital do Câncer Infantil”.
“Pimpolho é um cara bem legal...”
Em 1996, o Art Popular revolucionou e parou a indústria brasileira ao lançar a música Pimpolho, direcionada ao próprio integrante do grupo.
“Ultrapassou fronteiras, porque foi uma mistura de samba com raggamuffin, que hoje o pessoal fala reggaeton, e na época estava fora do contexto, porque o Art Popular sempre fez coisas que a galera falava: ‘caramba, vocês são doidos mesmo’. Colocamos violino no samba, fizemos a mistura do samba com sertanejo, e também samba com raggamuffin. Eu falo para a galera que tem três coisas na vida que você tem que fazer: escrever um livro, plantar uma árvore e dançar Pimpolho”.
Com um ritmo totalmente diferenciado e algo inédito no país, ele explicou como se deu a origem da canção.
“Jogamos nosso futebol de segunda-feira, e eu sempre gostei de raggamuffin. E o Leandro [Lehart], com uma sacada muito bacana, ouviu no carro e perguntou se eu gostava desse ritmo. Eu respondi que era envolvente, que você não ficava parado, então falei que faria uma música para ele cantar’. E aí veio a música. Eu era um cara bem legal, solteiro na época, e a música parece que casou pela voz, pelo estilo, e, hoje, não me chamam mais de Denilson, só Pimpolho”.
Com uma melodia cativante, a música se inicia com o verso “Pimpolho é um cara bem legal”. Segundo ele mesmo, Pimpolho realmente é um cara bem legal.
“Eu sou bem legal. Tenho amigos há mais de 15, 20 anos, muitos não moram em São Paulo, estão nos Estados Unidos ou em outro estado do nosso Brasil, e eu costumo preservar isso. Eu procuro só fazer o bem. Quem faz o bem, colhe o bem”.
Ouça:
Experiência em casal
Após rodar o mundo afora fazendo muitos shows e apresentações com o Art Popular, Pimpolho decidiu entrar em um novo desafio: o reality de casais Power Couple Brasil 5. Em 2021, ele participou do programa ao lado de Bibi Paolillo, sua esposa.
“Eu sempre falo para ela que vamos ficar para a história. Foi muito bacana, porque a gente vê a cumplicidade. Você tem que mostrar a união e o amor, que está junto nas horas boas e nas ruins e lá no Power Couple não foi diferente. Só elogios, fizemos vários amigos e foi uma experiência única e muito bacana".
Pimpolho e Bibi foram eliminados do programa em uma disputa contra os casais Li Martins e JP Mantovani e Márcia Fellipe e Rod Bala. Apesar disso, ele descreve como positiva a participação na casa.
“Valeu a experiência, tanto para mim, quanto para ela. Quando nós saímos do Power, recebemos muitos elogios. De cumplicidade, de carinho e afeto. Quando o parceiro não consegue [cumprir uma prova], não consegue. E quando dá certo, vamos nos abraçar e nos beijar. Se o casal não se entende no reality, fora dele vai se entender como?”.
Relembre os melhores momentos do casal no reality:
O Power Couple Brasil 5 chegou ao fim para Bibi Paolillo e Pimpolho! A dupla foi eliminada no programa ao vivo da última quinta-feira (3) com 20,18% dos votos. Eles perderam a disputa contra os casais Li Martins e JP Mantovani e Márcia Fellipe e Rod Ba...
O Power Couple Brasil 5 chegou ao fim para Bibi Paolillo e Pimpolho! A dupla foi eliminada no programa ao vivo da última quinta-feira (3) com 20,18% dos votos. Eles perderam a disputa contra os casais Li Martins e JP Mantovani e Márcia Fellipe e Rod Bala. Confira o quanto eles aproveitaram o reality show e relembre os melhores momentos do casal!
Por fim, Pimpolho afirmou que aceitaria o convite na hora se fosse chamado para participar de outros realities da RECORD.
“Se chamar, eu estou dentro. A Fazenda está na área... Seria diferente, porque não seria um casal, mas ainda assim, eu iria. Inclusive, no ano em que a Jojo Todynho ganhou, eu fui reserva do reality. Depois que o Lucas Selfie ficou sabendo que eu estava na reserva, ele falou que eu tinha que estar lá. Mas, se me chamar, estou dentro“.
Projetos e conselhos
Com mais de 40 anos de estrada, o Art Popular segue firme até hoje, com uma agenda de shows lotada.
“Agora, na Copa, estamos com muitos shows. Inclusive, no primeiro jogo do Brasil, vamos estar na Praia Grande (SP). Aí, depois, Florianópolis (SC), São José do Rio Preto (SP). Vamos fazer shows em alguns clubes grandes também. Agenda repleta de coisas boas".
Por fim, Pimpolho deu um conselho para quem deseja ingressar no mundo da música e torná-la como profissão.
“A música é uma terapia, é um lance muito bacana. Quem vive da música, como eu, só tem a agradecer. Ela traz entretenimento, alegria e pessoas que agregam. Então, se você quer viver da música, faça tudo com o coração. Não olhe para o vizinho do lado, faça o seu. Acredite naquilo que você está fazendo. Coloque Deus na frente, que com certeza, uma hora o sol vai brilhar para você e vai colher frutos de tudo que você está plantando”.
*Estagiário sob supervisão de Juliana Lambert
O Acerte ou Caia! é uma produção da Boxfish, com direção de David Feldon e direção artística de Cesar Barreto, que vai ao ar nas tardes de domingo da RECORD.
Todas as edições do programa podem ser acessadas na íntegra no RecordPlus, a plataforma de streaming da emissora.























