Por Trás da Máscara! Suzana Alves reforça a mensagem do seu livro: ‘Resiliência e recomeço’
Em entrevista ao site oficial, a atriz também relembrou alguns papéis na tela da RECORD
Entrevistas|Gustavo Guerrero*, do site oficial

Suzana Alves está confirmada no palco do Acerte ou Caia! deste domingo (7) e promete entrar com tudo na disputa pelo prêmio de até R$ 300 mil. Em entrevista ao site oficial, a atriz relembrou novelas em que atuou na tela da RECORD e falou sobre o lançamento de seu livro Por Trás da Máscara.
Experiente, a atriz disputou o programa em janeiro de 2025, mas errou uma pergunta sobre um filme infantil e acabou eliminada para a também atriz Danni Suzuki. “Novamente foi legal! Foi super tranquilo! Acabei indo sem estudar e sem me preparar, pois não tive tempo. Uma correria”, conta.
Relembre a participação:
Apesar de já conhecer a dinâmica do game show, Suzana não escondeu o nervosismo em cima do palco e explicou como se dá essa tensão lá dentro.
“Eu fiquei bem nervosa. A gente não fica, até a hora de chamar a gente... Aí, quando nos chamam, começa o frio na barriga. Na verdade, a mão começa a suar, começa a dar uma tremedeira. O foco fica totalmente em você. Aí tem o buraco. Maior loucura”.
Sobre o reencontro com Tom Cavalcante, ela rasgou elogios e até propôs um desafio ao apresentador.
“Ah, foi muito bom. Eu levei meu livro, autografei e deixei lá com a produtora, porque eu esqueci de levar no palco. Tomara que as meninas tenham entregado a ele. Enfim, ele sempre é muito querido. Tom é uma pessoa que veio da simplicidade, tem uma grande história e é uma pessoa que manteve as origens dele. E se eu pudesse desafiar alguém para disputar no game show, desafiaria o Tom, porque seria maravilhoso”.
Recentemente, Suzana também esteve presente no palco do Boom! para uma disputa eletrizante, na qual saiu derrotada contra o time de Cariúcha. Ela comparou o game show com o Acerte ou Caia! e revelou onde sentiu mais pressão.
“No Acerte ou Caia! é mais tenso, porque o cenário é diferente. As brincadeiras são diferentes. O Boom! foca muito mais em diversão, apesar de as perguntas serem mais difíceis. Mas também são conhecimentos gerais, então é bastante legal. No Acerte ou Caia! tem algumas armadilhas, então não basta você só ser inteligente ou saber ter conhecimentos gerais. Querendo ou não, a adrenalina te atrapalha. Às vezes te dá um apagão. Tem coisa que você sabe, mas o tempo rápido não é suficiente para você conseguir responder por conta do nervosismo mesmo”.
Início artístico
Nascida em São Paulo, Suzana já brilhou em diversos sucessos artísticos, seja no teatro, novela ou cinema, e explicou que nunca cogitou seguir carreira em outra profissão.
“Eu comecei quando era criança. Era muito nova. Então, eu já fazia comerciais para televisão e outras coisas. Mas a primeira peça de teatro que eu fiz foi aos 12 anos. Depois não parei mais de fazer teatro. Também trabalhei na televisão desde os 13, 14 anos. Meio que eu fui aquela criança que já é criança e trabalha. Uma criança artista, já que também fiz balé muito cedo. Minha mãe me colocou nesse meio desde pequena. Aí depois eu estava inserida totalmente. Para a vida toda”.
Com um vasto currículo e atuações em grandes peças teatrais, novelas e filmes, a atriz falou sobre as maiores diferenças nas apresentações com câmeras e para plateias.
“Tem muita diferença, mas, ao mesmo tempo, se funde. Os três [teatro, novela e cinema] são bem congruentes. Só que cada um tem as suas especialidades. É comum você se especializar, por exemplo, você é médica e faz uma especialização em pediatria, ou então psicóloga e abre um consultório, um atendimento. Ou você vai trabalhar numa ONG ou fazer um projeto social e trabalhar em grupo. No teatro, você usa outro tom de voz, porque você tem um outro trabalho corporal para se preparar para aquela voz, para aquele corpo. Como é ao vivo, você acaba usando mais o corpo e as imagens que você cria são mais amplas, para chegar lá na última cadeira do teatro. O silêncio não é tão visível no teatro. Já o silêncio no cinema, só pelo olhar, ele diz mais do que mil palavras. E a televisão é mais aquele padrão mesmo: mistura um pouco da profundidade do cinema com o estereótipo do teatro”.
Ao ser questionada sobre em qual das áreas prefere atuar, ela tentou sair de cima do muro, mas não conseguiu.
“Eu amo atuar. Eu amo o teatro. O teatro é minha base. Eu comecei no teatro. Então eu tenho uma paixão especial pelo teatro. Mas eu amo o cinema e amo televisão também. É difícil. A gente que faz dramaturgia ama essa brincadeira”.
Trabalhos na RECORD
Suzana já participou de grandes novelas na tela da RECORD: Gênesis (2021), Topíssima (2019), Lia (2018) e Cidadão Brasileiro (2006). Entre diferentes tramas e enredos, ela escolheu a que se sentiu mais desafiada para o papel.
“Gênesis. Era uma personagem que sofria abuso emocional. Foi bem densa. Ela perde um filho, o único filho. Foi uma personagem bem desafiadora. Para mim, como atriz e como pessoa, ensinou-me muito”.

Além de Gênesis, a atriz também relembrou sua atuação em Topíssima (2019), em que fez o papel de uma camareira do luxuoso hotel Nobre, que ficou marcada pelo seu humor.
“Também amei Topíssima. Eu amo comédia! Eu amo drama! Porque é a personagem mais densa. Foi demais também, muito boa. Ela era estabanada, exagerada, estereotipada. Então deu para brincar mais, até porque eu também tenho uma veia humorística. É meio que genético".
Não só no mundo da teledramaturgia, ela também participou do Dancing Brasil em 2017, programa de performances de dança com famosos exibido na tela da emissora.
“Foi incrível! Como se fosse aquela adrenalina de saltar de paraquedas toda semana. Principalmente porque é ao vivo, com jurados te vendo dançar, e você tendo que acertar, tendo que fazer o seu melhor. Ali eram todas as adrenalinas juntas e misturadas no mundo. Aquela sensação muito louca”.
Por Trás da Máscara
Recentemente, Suzana lançou o seu livro Por Trás da Máscara, no qual ela escreve sua autobiografia e compartilha histórias, momentos e desafios ao longo de toda a sua vida.
“O livro fala sobre a minha história de vida. Quero gerar o reconhecimento da pessoa com a minha própria história. Então, eu acabo contando a história e como eu superei aquilo. E como ela também pode superar algumas circunstâncias que não estiverem fáceis para ela. Não é só um livro para contar a minha história. Acabo fazendo um livro provocativo também, em que a pessoa possa interagir com as emoções dela”.
“Não é só um livro para contar a minha história. Acabo fazendo um livro provocativo também, em que a pessoa possa interagir com as emoções dela”
No livro, ela conta e relembra diversas fases da sua trajetória e busca inspirar outras pessoas a superar desafios também. Ela explicou e revelou a principal mensagem da obra.
“Resiliência e recomeços, que a gente nunca deve desistir. A vida é um grande desafio, mas você deve perseverar nos seus sonhos, acreditar em você e buscar recursos para vencer a própria autossabotagem. Tanto de dentro para fora quanto de fora para dentro”.
Suzana disse que precisou dividir o livro em três partes para o material não ficar muito grande e assustar os leitores. Ela contou que eles já estão em progresso e revelou a previsão de lançamento.
“Já comecei a escrever. Eu preferi dividir porque, se você ainda chega com um livro muito grande, a pessoa nem quer comprar. Eu pretendo lançar uma a cada ano. Esse ano foi o primeiro. O ano que vem, o segundo. E, daqui a dois anos, o terceiro”.
Projetos e conselhos
Encerrando o bate-papo, a atriz divulgou seus principais projetos do momento e deu alguns spoilers do que estão por vir.
“Um projeto do filme sobre a história da minha vida. Já estamos fazendo a produção com a Bravos em Sentinela. E a gente está fazendo há dois anos. Estamos fazendo reuniões e buscando streaming ou até uma oportunidade de fazer cinema. Estamos nessa de capitalizar. Estou escrevendo o filme junto com eles, fazendo o roteiro. Além disso, tem o podcast que eu queria lançar também, chamado Por Trás da Máscara. Já estou com o projeto pronto, mas correndo atrás de patrocínio.
Por fim, ela aconselhou os jovens que pensam em seguir carreira no meio artístico.
“Eu acho que a primeira coisa é você escolher uma boa escola de teatro pra estudar dramaturgia. E continuar estudando, porque só estudando que você consegue entender o que você quer, de fato, fazer. Meu conselho é que você estude. E nas melhores escolas de teatro. Escolas profissionais que, no final, você vai conseguir ver a evolução no seu trabalho. Não adianta só ter talento ou ter carisma. É preciso estudar e ter técnica também. E também não adianta só ter técnica. Você tem que acabar estudando desenvolvimento para poder ser uma pessoa com corpo e voz disponíveis. Uma pessoa que quer atuar precisa trabalhar voz, canto... O corpo é o instrumento do ator. Você precisa desenvolver todas essas funções”.
*Estagiário sob supervisão de Juliana Lambert
O Acerte ou Caia! é uma produção da Boxfish, com direção de David Feldon e direção artística de Cesar Barreto, que vai ao ar nas tardes de domingo da RECORD.
Todas as edições do programa podem ser acessadas na íntegra no RecordPlus, a plataforma de streaming da emissora.














