Cerca de 42% da população carcerária do RJ fariam parte da quadrilha do falso sequestro
No topo dos negócios estava Avelino Gonçalves Lima, o “Alvinho” ou “Vilão”. O bando ainda teria planos de expandir o esquema
Balanço Geral RJ|Do R7
Cerca de 18 mil detentos do Rio de Janeiro podem estar por trás da quadrilha de extorsões em falsos sequestros e tráfico de drogas, alvo de uma operação nesta terça-feira (22). O número corresponde a cerca de 42% de toda a população carcerária do estado.
A polícia acredita que o esquema movimentou cerca de R$ 70 milhões. Os lucros eram divididos com os donos dos aparelhos celulares, chefes da gangue e laranjas que recebiam as quantias.
No topo dos negócios estava Avelino Gonçalves Lima, conhecido como “Alvinho” ou “Vilão”. O bando ainda teria planos de expandir o negócio para além dos muros das penitenciárias fluminenses.
De acordo com o secretário de Polícia Civil, Felipe Curi, a investigação começou depois que a Seap (Secretaria de Administração Penitenciária) elaborou um relatório técnico sobre as atividades desenvolvidas pelo grupo criminoso nos presídios do Rio.
Segundo os agentes, os golpes eram feitos por meio de telefonemas de dentro do presídio. Na maioria dos casos, as vítimas só descobriam que se tratava de uma farsa após o pagamento do resgate.
As investigações ainda revelaram que cinco empresas eram responsáveis por lavar o dinheiro arrecadado com os golpes. A Justiça autorizou o bloqueio de 84 contas bancárias de suspeitos. Ao todo, cinco policiais penais foram afastados de suas funções. A suspeita é de corrupção.
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