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Cardiologista volta para prisão pela terceira vez por feminicídio em Campo Grande (MS)

Após obter um habeas corpus, novas provas periciais sugeriram feminicídio em vez de suicídio na morte da esposa do médico João Neto, de 78 anos

Balanço Geral|Do R7

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O cardiologista João Jazbik Neto foi preso novamente sob a acusação de assassinar sua esposa, Fabiola Marcotti. Esta é a terceira vez que o médico é detido desde a ocorrência na chácara onde viviam em Campo Grande (MS). Ele alegou inicialmente que houve suicídio, mas as investigações revelaram inconsistências em seu depoimento, apontando para feminicídio.

Fabiola foi encontrada morta com um tiro na cabeça. O fato foi comunicado à polícia pelo próprio João, que sustentou a tese de suicídio. No entanto, divergências entre seu relato e os testemunhos sugeriram outra realidade. Análises preliminares indicaram que a lesão não era compatível com suicídio.

Durante as investigações, João teria pedido para que funcionários removessem armas da propriedade, caracterizando uma tentativa de fraude processual. Armas não registradas foram achadas, levando à primeira prisão do cardiologista.

Após obter um habeas corpus, novas provas periciais sugeriram homicídio em vez de suicídio na morte de Fabiola. Testemunhos indicaram episódios prévios de violência doméstica

A defesa de João alega inocência e questiona as provas. Eles afirmam que Fabiola deixou uma carta de despedida, sugerindo suicídio. O médico permanece preso preventivamente enquanto aguarda julgamento.




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