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Técnico de informática é aliciado e ajuda quadrilha em golpe de R$ 813 milhões contra bancos

A abordagem ao profissional ocorreu em um bar

Balanço Geral|Do R7

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João Nazareno Roque, um técnico de informática que iniciou sua carreira como eletricista e aos 42 anos entrou na faculdade para ingressar na área tecnológica, foi peça-chave em um dos maiores golpes cibernéticos do Brasil. O crime resultou na transferência indevida de R$ 813 milhões das contas de diversas instituições financeiras. A abordagem ao profissional ocorreu em um bar, onde ele foi aliciado por uma quadrilha especializada.


Nazareno trabalhava na C&M Software, empresa responsável pela interligação entre instituições financeiras e o sistema de pagamentos do Banco Central. Após aceitar uma oferta da quadrilha por R$ 15 mil e receber instruções via pen drive e celular entregues por mototáxi, ele instalou programas maliciosos nos sistemas da empresa. Isso permitiu que os criminosos acessassem dados sensíveis e realizassem transferências milionárias.


A operação criminosa envolveu múltiplas etapas: desde testes iniciais com pequenas transações até a execução final que movimentou centenas de milhões de reais através do uso coordenado de fintechs e corretoras de criptomoedas.


As investigações conduzidas pela Polícia Federal revelaram detalhes sobre o planejamento meticuloso da quadrilha. Conversas interceptadas mostraram ameaças internas entre membros caso alguém tentasse desviar parte dos fundos roubados fora dos termos acordados pelo grupo.


Apesar das prisões realizadas — incluindo a captura internacionalmente coordenada contra alguns integrantes já fora do país — as perdas financeiras ainda impactam significativamente as instituições afetadas pelo roubo digital.

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