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Domingo Espetacular tem acesso exclusivo ao momento em que jovem piloto recebe banho de óleo

O laudo pericial apontou que o jovem morreu por asfixia após uma reação alérgica provocada por exposição química

Domingo Espetacular|Do R7

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A cerimônia para comemorar a realização de um sonho terminou de forma trágica. Um piloto levou oito anos para fazer o primeiro voo sozinho de avião e, quando realizou o feito, morreu de forma inesperada minutos depois de pousar.


No dia 16 de julho, na cidade de Ponta Grossa, interior do Paraná, Gustavo Lara, de 27 anos, estava prestes a concretizar um dos momentos mais importantes da vida dele: o primeiro voo solo. Antes de voar, ele compartilhou a emoção nas redes sociais.


Antes de partir, o futuro piloto deu um tchauzinho para o pessoal. Gustavo ganhou os céus em um fim de tarde, acompanhado de um belíssimo pôr do sol. Em terra firme, a família se emocionava com a conquista dele. 15 minutos depois, ele estava de volta, recebeu o carinho da turma e não escondeu a emoção. O homem que registrava tudo mencionou o banho de óleo: “Gurizada, cadê o óleo?”


Fernando Pamplona, profissional de aviação com mais de quatro décadas de experiência, explicou o significado do banho de óleo nos novatos: “Ele passa a ser visto com alguém que já conduz uma aeronave, que já tem a capacidade de fazer o seu voo sozinho sem estar junto a um instrutor. São poucas as instituições que ainda mantém tradição do banho de óleo.”


Lucas, instrutor de Gustavo, foi quem jogou o óleo no piloto. Assim que perceberam que o jovem estava passando mal, todos tentaram ajudá-lo. Gustavo foi levado às pressas para o hospital, mas não resistiu e morreu.


O laudo pericial apontou que o jovem morreu por asfixia após uma reação alérgica provocada por exposição química. Ainda segundo o laudo, um edema, ou seja, um inchaço, nas vias aéreas comprometeu a respiração dele e o levou à morte.


Lucas foi liberado depois de pagar fiança; ele negou que Gustavo tenha ingerido óleo. Em nota, a Agência Nacional de Aviação Civil, a ANAC, disse que produtos químicos aeronáuticos, como óleos e lubrificantes de aviação, não devem, em hipótese alguma, ter contato com a pele, conforme orientam os rótulos desses materiais.


O Centro de Instrução de Aviação Civil de Ponta Grossa postou uma nota na internet lamentando a morte de Gustavo. Afirmou ainda que o derramamento aconteceu fora da área do aeródromo e que está à disposição das autoridades.

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