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Domingo Espetacular

Família espera há 22 anos por justiça após assassinato por um botijão de gás

Seis irmãos foram separados depois da morte da mãe, em Alagoas, e seguem em busca do acusado, que nunca foi localizado

Domingo Espetacular|Do R7

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Casos de violência causados por motivos fúteis. Uma família aguarda há mais de 20 anos que a Justiça seja feita. Os seis filhos de Maria Aparecida Tenório Bezerra foram separados em 2004, depois que a mãe foi morta a facadas por causa de um botijão de gás. Até hoje, eles procuram o homem apontado como responsável pelo crime.

Maria Aparecida, de 34 anos, morava em Arapiraca (AL), era manicure, cabeleireira e mãe de seis filhos. Segundo a família, ela havia emprestado um botijão de gás ao vizinho, Manoel Jadielson Moreira do Nascimento. Ao pedir o objeto de volta, foi atacada na frente do filho Carlos, então com 17 anos. Antes de morrer, teria dito: "Ele me matou, cuide dos seus irmãos."

Após o crime, Manoel fugiu e nunca mais foi encontrado. Réu por homicídio qualificado, ele teve a prisão preventiva decretada, mas o processo foi suspenso em 2009 para evitar a prescrição. Retomada no ano passado, a ação prevê que o acusado seja submetido a júri popular, decisão da qual a defesa recorre. O advogado afirma que "essa versão com base apenas em um botijão de gás não se sustenta" e diz que o cliente deixou a cidade por ameaças.

Enquanto o paradeiro do acusado segue desconhecido, os irmãos convivem com as consequências da tragédia. "Eu penso na minha mãe todos os dias", diz Natália. Para Francine, "não foi só a vida dela que se foi, foi uma família inteira que foi devastada por isso".


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