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Empresário que deu calote milionário é autorizado a viajar para a Croácia; entenda

Sidnei Piva, que cumpre medidas cautelares, poderá ir para país sem tratado de extradição com o Brasil enquanto vítimas ainda aguardam indenizações e salários

Domingo Espetacular|Do R7

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O empresário Sidnei Piva de Jesus, dono da Itapemirim e da ITA Transportes Aéreos, foi autorizado pela Justiça a fazer uma viagem internacional para a Croácia, na Europa. Ele cumpre medidas cautelares e uma delas é a retenção do passaporte. Mesmo assim, a defesa pediu autorização para renovar o documento e viajar por 14 dias para comemorar 25 anos de casamento.

O roteiro prevê embarque no dia 5 de agosto, hospedagem em hotéis cinco estrelas, um cruzeiro exclusivo pelo mar Adriático e retorno ao Brasil no dia 19 de agosto.

Segundo a Justiça de São Paulo, as reservas de hospedagens e as passagens de ida e retorno não põem em risco o processo. Ao fim da viagem, Sidnei deverá entregar o novo passaporte, sob risco de prisão preventiva.

O Ministério Público de São Paulo foi contrário ao pedido. O promotor afirma que a Croácia não tem tratado de extradição com o Brasil e existe o risco de o empresário fugir do país. Sidnei Piva responde na Justiça por crimes contra relações de consumo, organização do trabalho e estelionato, mas nunca foi preso.

Segundo as autoridades, às vésperas das festas de fim de ano de 2021, 5.670 passageiros tiveram os voos cancelados, enquanto fornecedores não receberam e milhares de funcionários perderam os empregos e até hoje não tiveram pagos os salários e indenizações.

Enquanto a viagem de luxo deve custar ao menos R$ 50 mil apenas com hospedagem e passagens aéreas, 49 mil passageiros ainda contabilizam os prejuízos com a falência da companhia aérea.

Pilotos, comissários e ex-funcionários também afirmam que não receberam salários e direitos trabalhistas. A Justiça autorizou que a dívida da empresa com os trabalhadores poderá ser cobrada dos administradores.

Clientes, trabalhadores e representantes das vítimas dizem que a autorização da viagem aumenta a sensação de impunidade, enquanto o colapso financeiro da empresa ainda está longe de ser resolvido.

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