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Paciente com Alzheimer transforma diagnóstico em luta por qualidade de vida

Exame básico pode ser crucial para diagnóstico precoce da demência no Brasil

Domingo Espetacular|Do R7

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O diagnóstico de Alzheimer não precisa significar o fim da autonomia. O médico aposentado Fausto Pinheiro, de 81 anos, descobriu a doença em 2020 e decidiu transformar a experiência em uma mensagem de esperança. “Eu tenho a doença, mas não sou vítima da doença”, afirma.

Um teste simples usado na avaliação cognitiva pode ajudar a identificar sinais de demência. Entre os desafios estão lembrar informações, manter o raciocínio e realizar atividades do dia a dia. Segundo especialistas, a demência é uma perda das funções cognitivas do cérebro, afetando memória, atenção e capacidade de julgamento.

O Alzheimer é o tipo mais comum de demência e corresponde a cerca de 70% dos casos. A doença atinge principalmente a memória e pode ter relação com fatores genéticos, como ocorreu na família de Fausto, que perdeu quatro irmãos para o Alzheimer. Aos 81 anos, ele também recebeu o diagnóstico, mas decidiu reagir: “É uma carga hereditária. Então não tem que pensar. O que você tem que fazer é reagir”.

Após se mudar do Rio de Janeiro para Indaiatuba, no interior de São Paulo, Fausto adotou uma rotina com exercícios, leitura e estímulos cognitivos. O tratamento combina acompanhamento médico, medicamentos e atividades para preservar a independência. Novas terapias e pesquisas aumentam a esperança de avanços contra a doença. “Alzheimer é uma doença que não tem cura, mas tem condição de você conviver com ele”, diz. Para ele, enfrentar a doença é uma batalha diária: “Eu sou vencedor”.


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