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Anvisa aprova medicamento inovador que promete retardar o avanço do Alzheimer

Segundo os testes clínicos, após 18 meses de uso, há um declínio cognitivo e funcional de até 35% no paciente

Hoje em Dia|Do R7

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou um medicamento inovador que promete retardar o avanço do Alzheimer. A doença afeta mais de 1,7 milhões de brasileiros e é a principal causa de demência no mundo. A condição neurodegenerativa resulta em lapsos significativos de memória e dificuldades em atividades cotidianas.


O Alzheimer é causado pelo excesso de duas proteínas produzidas pelo cérebro. A beta-amiloide, que modula os neurônios, e a tau, que estabiliza. Pacientes com a condição produzem tanta proteína tau que, ao invés de ajudar nas sinapses, acaba matando os neurônios.


A nova medicação promete atrasar o avanço da doença e trazer qualidade de vida ao paciente. Ela é injetável, deve ser feita em hospitais e foi desenvolvida para pessoas nos estágios iniciais do Alzheimer.


O medicamento se chama donanemabe, também conhecido como kisula, uma molécula que imita o sistema imunológico do ser humano. Segundo os testes clínicos, após 18 meses de uso, há um declínio cognitivo e funcional de até 35% no paciente.


Por enquanto, o remédio está disponível apenas na rede privada e custa, em média, R$ 25 mil por mês. Em nota, a farmacêutica que desenvolveu a kisula disse que o intervalo entre a aprovação oficial e a disponibilidade no Sistema Único de Saúde (SUS) pode levar mais de cinco anos.

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