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Sinais do câncer: como e quando suspeitar da doença que mata 10 milhões de pessoas por ano?

Atenção aos sinais do corpo pode aumentar chances de cura do câncer

Hoje em Dia|Do R7

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O câncer é responsável por cerca de 10 milhões de mortes anuais no mundo e representa uma em cada seis mortes globais. No entanto, um diagnóstico não deve ser encarado como sentença definitiva. A detecção precoce da doença pode elevar significativamente as chances de cura. O reconhecimento dos sintomas persistentes e diferentes no organismo é crucial para a identificação antecipada.


O corpo humano possui trilhões de células que se dividem e morrem organizadamente. Quando esse controle falha, ocorre o crescimento desordenado das células alteradas caracterizando o câncer. Embora mais comum em idosos devido à longevidade aumentada, casos entre jovens têm crescido possivelmente devido a mudanças nos hábitos ao longo dos anos e avanços diagnósticos.


Os sintomas variam conforme o tipo e localização do tumor; portanto, observar alterações persistentes por mais de 21 dias é essencial. Andréa Bispo da Silva descobriu um câncer na língua após uma afta resistente evoluir para algo maior e dolorido ao longo dos anos. Após diversas consultas médicas sem sucesso imediato no diagnóstico correto, ela finalmente recebeu confirmação da doença através de biópsia.


Luiz Fellipe Montibeller enfrentou melanoma após notar sangramento numa pinta nas costas enquanto vivia fora do Brasil. Ao retornar ao país foi diagnosticado com este agressivo tipo de câncer cutâneo originário nos melanócitos – células produtoras da pigmentação cutânea – frequentemente associado à exposição solar excessiva durante a infância.


Ambos os casos destacam a importância vital do diagnóstico precoce aliado às medidas preventivas como proteção solar adequada desde cedo ou atenção redobrada ante lesões inexplicáveis duradouras (pintas irregulares/feridas). Tratamentos podem ser financeiramente pesados; Luiz Fellipe recorreu até mesmo à arrecadação coletiva para custear terapias modernas não cobertas pelo sistema público brasileiro.


Especialistas reiteram que nem toda alteração corporal significa necessariamente presença maligna mas sublinham urgência médica caso sintomas superem período habitual agudo (14-21 dias). A prevenção inclui a adoção de hábitos saudáveis rotineiros e a realização periódica de exames de rastreamento para identificar possíveis anomalias precocemente, garantindo melhores prognósticos.

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