“Prestem atenção! Ele não é só um professor”, diz André de Biase sobre Dante
Ator diz que é possível uma escolha do personagem pelo lado do mal
Vitória|Jéssica Montes, do R7, no Rio

Não é difícil perceber que o professor Dante carrega um mistério em relação ao seu passado, que poderá ser descoberto pelo grupo neonazista. Em entrevista ao R7, André de Biase chama a atenção do público para seu personagem, que, segundo ele, não é só um educador.
─ Ele passou por caminhos tenebrosos em sua vida e guarda um segredo, que será, sim, revelado pela turma de Priscila [Juliana Silveira]. Dante é inteligente, observador e estrategista. É um cara que come pelas beiradas e gosta de “jogar xadrez”. O fato de ele revelar que existe este bando preconceituoso em uma das escolas mais tradicionais do Rio é interessante. Meu personagem vai crescer dentro da trama e uma coisa eu digo: Dante gosta de comandar, não é apenas um professor. Não sei do que ele é capaz para conseguir o que quer, mas pode até pular para o lado do mal.
Será que o professor ficará nas mãos do grupo neonazista? André de Biase diz que, na sua opinião, o personagem não cairá em chantagens.
─ Acredito que Dante não abaixará a cabeça. Trata-se de uma das tramas mais inteligentes e misteriosas da novela. Daqui para frente, ele estará pisando em ovos. Posso dizer que meu personagem chegará aonde quer, porque é mais experiente que essa garotada.
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Já que tem contato direto com o núcleo neonazista, por interpretar um funcionário da escola de Priscilla, o R7 não poderia deixar de perguntar qual é a visão do ator sobre movimentos de racismo na atual sociedade. Para André de Biase, muita gente envolvida nesses crimes não tem noção do que faz.
─ Sei que a ideologia neonazista cresce muito, o que é extremamente preocupante. Depois de tantas conquistas de pessoas mais informadas, fico pasmo com a existência desta segregação racial. No Brasil, isso chega a ser ridículo. Acho que é consequência de uma rebeldia, característica dos jovens. Eles acham uma tatuagem legal e já querem imitar, sem ter noção do significado dos símbolos, além de não pensar que são monitorados a todo instante. Hoje em dia, há câmeras por toda a parte, que filmam qualquer ato de violência.
O ator diz, ainda, que o preconceito pode surgir pela falta de educação oferecida ao povo brasileiro.
─ Como sabemos, nossa educação é de 5º mundo e temos uma formação de valores em nível baixíssimo. Isso contribui para manifestações racistas. É importante abordar este tema na novela para evitar a expansão do problema.
