André Marinho recorda o fim do Br’oZ e o medo do recomeço: ‘Tivemos que fingir por seis meses’
O jurado do Canta Comigo Teen participa do Acerte ou Caia! especial só com campeões neste domingo (23)
Entrevistas|Ana Damasio*, do site oficial

André Marinho já provou que arrasa no jogo de perguntas e respostas e que tem a sorte ao seu lado. Depois de faturar quase R$ 60 mil em sua primeira participação no Acerte ou Caia!, o cantor e jurado do Canta Comigo Teen aceitou mais um desafio: retornar ao palco do game show em uma edição especial para comemorar dois anos de programa só com campeões.
Desta vez, o confronto foi direto com outros 10 campeões veteranos. Em entrevista ao site oficial, André revelou que, mesmo já tendo vencido anteriormente, o jogo não ficou mais fácil.
“Não acho que seja mais fácil por já ter participado. Na verdade, como nunca sabemos o que será perguntado, a adrenalina continua a mesma. A única diferença é que, teoricamente, você já viveu aquela experiência e talvez saiba controlar melhor a emoção inicial. Mas o nervosismo do momento e a preocupação com as perguntas continuam iguais. Às vezes é uma questão de sorte: pode ser algo super fácil que você sabe, mas a tensão acaba atrapalhando. No fim, o fato de já ter ganhado não te deixa tranquilo, apenas te deixa com a mesma atenção redobrada por não saber o que vem pela frente”.
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Estar no palco do programa também significou celebrar a trajetória do homem que conduz o espetáculo: “O Tom é extremamente carismático e atencioso. Ele tem um jeito único; é um verdadeiro ídolo. A minha geração acompanhou praticamente toda a trajetória dele, desde a época em que fazia personagens até se tornar apresentador. Temos uma admiração enorme por ele. É sempre um prazer estar ao lado do Tom Cavalcante, que é uma figura leve, que brinca e te deixa super à vontade. Todas as vezes em que estive com ele foram momentos especiais, onde tentei aproveitar ao máximo a presença desse ícone da nossa TV. Fico muito feliz com a sua volta e por ver que ele foi recebido novamente com todo esse carinho”.
“A minha geração acompanhou praticamente toda a trajetória do Tom Cavalcante, desde a época em que fazia personagens até se tornar apresentador”
Com o prêmio da primeira vitória em mãos, o destino da bolada se dividiu entre o juízo e o lazer. Depois de garantir os investimentos de segurança, o que sobrou virou passaporte carimbado e malas prontas para uma viagem especial com as crianças.
“Eu tenho um planejamento financeiro e tento ser muito organizado. Sempre que tenho a oportunidade de um rendimento extra, procuro poupar e investir. É claro que, no início, quando vieram os filhos e a família, usei o dinheiro para resolver nossas despesas e prioridades. Mas uma parte desse valor guardado foi usada de forma especial em uma viagem que fizemos para os Estados Unidos. Como eu tinha ganhado o prêmio do programa, aproveitei para gastar um pouquinho mais com a família. As crianças sempre pedem uma coisa ou outra, então acabei sendo mais ‘mão aberta’ e aproveitando o dia a dia lá com eles. Foi um momento inesquecível”.
Br’oZ e carreira solo
André Marinho começou a carreira em uma época em que a música pop era o fenômeno. O sucesso veio com a vitória em um reality musical, que o colocou no Br’oZ, boyband que reunia cinco garotos talentosos com o objetivo de estourar comercialmente. A rotina do cantor virou de cabeça para baixo em um estalar de dedos: da noite para o dia, o garoto que curtia e cantava pagode se viu na pele de uma das maiores estrelas pop do país.
“Foi a mudança mais radical da minha vida. Você sai do anonimato, de onde era conhecido apenas no seu bairro, pela sua galera e na sua região, para uma realidade completamente diferente. De repente, você sai na rua e aquela geração inteira te reconhece, você liga a televisão e está em todos os canais. Você vai ao shopping e o shopping para; faz um show e junta uma multidão... É uma loucura. A ficha demorou para cair, mas foi um momento incrível que acho que só se vive uma vez. Tivemos a felicidade de sentir o que um popstar realmente significa para uma geração de jovens que idolatrava o trabalho do Br’oZ”.
“Tivemos a felicidade de sentir o que um popstar realmente significa para uma geração de jovens que idolatrava o trabalho do Br’oZ”
O sucesso estrondoso nas rádios e na TV tinha um prazo de validade decretado em segredo. Nos bastidores, a decisão de colocar um ponto final na boyband não partiu dos garotos, mas sim de um time de executivos, forçando os integrantes a viverem uma realidade dupla por meses antes do anúncio oficial.
“Foi terrível. Primeiramente, a gente não acreditou que aquilo estava acontecendo. Foi em uma reunião que nos disseram: ‘Vocês têm que segurar isso por seis meses. Daqui a seis meses, nós vamos fazer um comunicado de que o projeto acabou’. Nós perguntamos: ‘Mas por que? O que está acontecendo? Não é possível!’”, relembra André.
Segundo o cantor, ele e os companheiros escutaram que os sócios e os agentes não iam dar sequência ao trabalho por divergências de quem comandava toda essa história, e por isso decidiram que não tinha como continuar.
“Para a gente, foi um baque muito grande, nenhum de nós era da capital de São Paulo, vínhamos de outros estados e estávamos residindo ali, com a nossa vida toda dedicada àquele projeto. E, de repente, tudo tinha que acabar. Tivemos que segurar a onda por seis meses, fazendo shows e fingindo que estava tudo bem, sem poder contar nada. Foi uma fase de pensar: ‘Caramba, e agora? Volto para o anonimato? Fico em São Paulo ou volto para a minha cidade de origem? Continuo no pop, mas sem o grupo, ou volto para o pagode, que é a minha maior essência?’. Ficou um questionamento e uma insegurança. Você estava em um projeto estabilizado, com um caminho construído, e agora teria que recomeçar do zero. Embora tivéssemos o nome e a marca da nossa história, agora seríamos um produto novo, sozinhos, isso trouxe muita preocupação sobre como as pessoas iam aceitar essa nova fase. Foi um momento difícil, justamente por ter sido tão repentino”.
O retorno às raízes musicais passou longe de qualquer rejeição por parte dos veteranos do pagode. O preconceito que costuma cercar artistas vindos de fenômenos comerciais da televisão não encontrou espaço nesse recomeço. Mantendo as amizades e a clássica batida de bola no futebol com a nata do pagode, a transição de volta para o gênero deu certo.
“Quando entrei no programa, eu já era pagodeiro; essa era a minha essência. Na fase final, fiquei preocupado porque meu estilo era da galera do pagode, usava sapato e calça boca de sino, e poderia atrapalhar em um grupo pop. A produção e os outros participantes me ajudaram muito, eles me emprestavam roupas mais modernas e pop para eu parecer mais jovem. Quando o Br’oZ acabou e decidi voltar ao pagode, eu já conhecia todo mundo. No Rio de Janeiro, meu grupo antigo, o Pura Energia, era a banda principal da nossa área, então eu já tinha contato com a nata do samba: Sorriso Maroto, Grupo Revelação, Pique Novo, Fundo de Quintal e o Marquinhos do Sensação. A galera do pagode me estendeu a mão imediatamente. Mesmo no auge do Br’Oz, nunca mudei meu jeito de ser, continuei o mesmo cara brincalhão e parceiro, jogando futebol com eles”, confidencia.
Logo após o fim do grupo, André também fez uma transição para a TV, apresentou programas com o Netinho de Paula e participou de um quadro com a Luciana Gimenez. “Nesse período, lancei um disco de pagode solo, mas as coisas estavam difíceis e o projeto ainda engatinhava, foi quando o Fábio Pontes, empresário do Jeito Moleque, me convidou para assumir o Cupim na Mesa. Entrei no Cupim na Mesa em 2008, gravamos o DVD e estouramos em 2009 com as músicas ‘Foi Deus’, ‘Fala’ e ‘Incendeia’. O Cupim na Mesa foi o segundo divisor de águas da minha vida. O Br’oZ abriu as portas e o Cupim na Mesa me consolidou, dando longevidade à minha carreira”.
Anos depois do fim do Br’oZ, o grupo se reencontrou. Uma postagem despretensiosa feita por Whindersson Nunes foi o estopim para trazer de vez o grupo que nunca perdeu a sintonia vocal. Longe da correria insana de shows e da pressão das gravadoras, a maturidade trouxe a liberdade de criar música sem limites.
“Em 2016, aconteceu o nosso primeiro grande reencontro, quando lançamos o single Foi Melhor Assim. Foi maravilhoso: lançamos músicas, fizemos programas de TV e alguns shows. O Br’oZ ficou junto por pouco tempo no início, de 2003 até meados de 2005, mas sempre tivemos muita sintonia e química, as pessoas que nos juntaram no concurso perceberam que nossas vozes combinavam muito bem. Sempre foi muito fácil trabalhar no estúdio porque cada um sabia exatamente o que fazer e onde colocar sua voz, isso facilitou muito a nossa vida. Estar com o Br’oZ novamente é um prazer e uma honra, até porque todos são extremamente talentosos”, comenta.
Depois, o grupo lançou outro projeto em 2017 e acabou dando uma nova parada. “Em 2020, durante a pandemia, decidimos nos reunir para fazer uma live. Quem deu o pontapé inicial para isso foi o influenciador Whindersson Nunes através do Twitter, ele postou uma mensagem dizendo que estava com saudades do Br’oZ e a internet inteira se mobilizou. A live foi sensacional para o público e, a partir dali, decidimos continuar como grupo de verdade. Não é mais apenas um reencontro esporádico: nós voltamos e nós somos o Br’oZ, retornamos ao estúdio, gravamos músicas inéditas e lançamos o nosso primeiro disco remasterizado com versões acústicas. Claro que não temos a mesma intensidade de fazer shows toda semana, mas continuamos na ativa, fazemos programas de TV e shows mais corporativos, como aniversários e festas especiais. O Br’oZ continua vivo, não somos ex-integrantes, nós ainda somos o Br’oZ”.
Na tela da RECORD
André Marinho já participou de quase todos os programas de entretenimento da RECORD, podendo até ser chamado de prata da casa. Estar no Power Couple, em A Fazenda e no Canta Comigo foi muito mais do que apenas acumular experiências; serviu como ensinamento e evolução profissional.
“O Power Couple foi uma oportunidade incrível de me testar em casal. Participar com a Drika nos fortaleceu muito como marido e mulher, aprendemos com outros casais e evoluímos juntos. O programa abriu as portas para A Fazenda, que foi um desafio bem mais complexo por ser um confinamento individual. Fiquei três meses nos dois realities, chegando até a reta final. Essas experiências me ensinaram, acima de tudo, a ter posicionamento. Eu sempre fui um cara pacificador, mas entendi que o jogo exige atitude, no começo fiquei em cima do muro, mas quando me posicionei, me senti aliviado e o público respeitou. Levei isso para a vida: é preciso dizer ‘sim’ ou ‘não’, mesmo que isso desagrade alguém. Depois dos confinamentos, fui convidado para o Canta Comigo, onde estou desde 2019 na minha verdadeira área, que é a música. É um formato muito mais tranquilo, sem os conflitos de convivência de ficar sem celular. Já avaliei adultos e hoje estou no Canta Comigo Teen, vendo crianças talentosas surgirem. Essa troca com artistas de vários estilos renova meu público, muitos jovens que não pegaram a época do Br’oZ ou do Cupim na Mesa me descobriram nos realities, viram que eu canto e hoje vão aos meus shows”.
“O Power Couple foi uma oportunidade incrível de me testar em casal. Participar com a Drika nos fortaleceu muito como marido e mulher, aprendemos com outros casais e evoluímos juntos”
Projeto audiovisual
Mesmo ocupado com o Canta Comigo Teen, os projetos não param. O próximo grande lançamento de André Marinho é pessoal e feito para quem admira sua trajetória.
“Meu objetivo é lançar um projeto audiovisual de pagode, que hoje é o meu braço artístico mais forte. Tenho lançado singles e parcerias, mas faz tempo que não gravo um projeto completo desse porte. A gravação estava prevista para abril, mas adiamos um pouco para alinhar tudo, estou definindo o momento certo para tirar do papel esse projeto, que vai reunir minha trajetória tanto como compositor de sucessos gravados por outros artistas, quanto com releituras de músicas minhas e faixas inéditas. É um grande investimento, por isso estou acertando cada ponto, mas estou muito ansioso e em breve poderei compartilhar mais novidades”.
Se pudesse retornar ao Acerte ou Caia! e escolher um adversário, André enfrentaria alguém à altura, trazendo uma rivalidade divertida de dentro de casa direto para o palco do programa
“É sempre legal brincar com os amigos ali no palco, mas se for para escolher, tem uma disputa sadia que acontece lá em casa! A Drika, minha esposa, já participou do programa também, então a gente conversa muito sobre isso, fica aquela resenha: ‘Ah, mas essa pergunta aí eu sabia!’, ‘Mas aquela foi mais fácil’. Então tem essa disputinha de casal, sabe? Seria muito legal uma disputa direta com ela, porque desde a época do namoro ela gosta de competir comigo em jogos. Quando a gente reunia outros casais de amigos, era engraçado porque ela competia mais comigo do que com o resto do pessoal! É tudo na brincadeira, claro, nas coisas sérias ela é minha maior parceira. Se eu venceria? Não sei, ela é dura na queda, mas nossos filhos iam amar ver essa disputa!”.
*Estagiária sob supervisão de Juliana Lambert
O Acerte ou Caia! é uma produção da Boxfish, com direção de David Feldon e direção artística de Cesar Barreto, que vai ao ar nas tardes de domingo da RECORD.
Todas as edições do programa podem ser acessadas na íntegra no RecordPlus, a plataforma de streaming da emissora.
Confira os participantes do Acerte ou Caia! deste domingo (23)
Tem elenco campeão passando pelo palco do Acerte ou Caia! neste domingo (23). Eles já venceram o game uma vez, mas será que conseguem repetir o feito? Para comemorar dois ano no ar, Tom Cavalcante comanda uma disputa de gigantes com onze celebridades que retornam para em busca de um prêmio de até R$ 300 mil. Prepare a torcida!
Arte/R7






























