Vivi Fernandez revela saudades dos anos 2000: ‘Hoje, tudo precisa ser mil vezes pensado antes de ir ao ar por causa do cancelamento’
A atriz, que participa do Acerte ou Caia! deste domingo (16), relembrou o passado e falou sobre o futuro
Entrevistas|Ana Damasio*, do site oficial

Neste domingo (16), a estrela do humor dos anos 2000, Vivi Fernandez, sobe ao palco do Acerte ou Caia! para disputar o prêmio de até R$ 300 mil pela segunda vez.
Atriz, modelo, ex-peoa e sucesso da televisão com pegadinhas abriu o jogo em entrevista ao site oficial, revelou os planos para o prêmio do game show caso seja a vencedora, contou sobre novos projetos e compartilhou como foi a segunda experiência no Acerte ou Caia!.
Diferente da primeira vez, Vivi sente que foi mais preparada para o jogo: “Enquanto eu não era chamada, fui acertando a maioria das perguntas dos outros jogadores na minha cabeça, na primeira vez, eu fiquei extremamente nervosa. Então, agora consegui acertar as respostas das perguntas normais e das palavras embaralhadas”.
Embora veterana, ela sentiu o impacto da corrida contra o tempo. Era como se um atleta, habituado aos treinos na esteira, de repente enfrentasse sua primeira maratona.
“Uma coisa é você estar em casa, relaxando no sofá com um café ou um chá, assistindo ao programa com todo o tempo do mundo. Você discute com a família, chuta as respostas e entra na brincadeira. Mas ali, sob as luzes e o clima do estúdio, com todo mundo te olhando e o cronômetro correndo, o nervosismo é surreal. É muita adrenalina”.
“Sob as luzes e o clima do estúdio, com todo mundo te olhando e o cronômetro correndo, o nervosismo é surreal. É muita adrenalina”
No Acerte ou Caia! quem vence não é o mais habilidoso com o cronometro, e sim quem tem o maior conhecimento. A atriz não estudou para o programa, mas confiou no seu treino de todo domingo, quando assiste ao programa.
“Eu ficava assistindo em casa para treinar o ritmo, como se já estivesse no palco. Mas, por mais que você estude e resolva palavras cruzadas, na hora tudo foge da memória. Dá uma névoa mental que deixa tudo muito mais difícil. Quando você sai de lá e chega em casa, pensa: ‘Meu Deus, era tão fácil! Por que não estudei isso?’. O problema é que os temas são variados demais. Eles trazem perguntas da quarta ou quinta série, coisas antigas que você nem lembrava que existiam. A gente acaba estudando só assuntos atuais e esquece a base. Por isso, deixo a dica para quem for participar: revisem tudo lá de trás, do colégio mesmo. Nós focamos muito nas notícias de agora, mas o jogo é interessante justamente por isso: ele busca o que você aprendeu há muitos anos”.
Vivi é humorista, e tem o Tom Cavalcante como um de seus grandes ídolos. Para ela, um dos nervosismo do game show é encontrar com o apresentador.
“É sempre maravilhoso, porque eu sou muito fã do Tom, tenho grande admiração por ele. O Tom é extremamente talentoso, como humorista, como apresentador, ele sempre nos recebe com carisma, com carinho, com respeito. Mesmo assim, dá aquele frio na barriga. Uma coisa é sair de casa preparado; outra é dar de cara com ele ali”.
História na TV
Impulsionada pelo avanço das redes sociais, a televisão precisou se transformar para atrair uma nova geração. Como os hábitos de consumo de entretenimento de hoje mudaram em relação aos anos 2000, a abordagem das emissoras também teve que mudar. Vivi compara o passado e o presente, e admite preferir as coisas como eram antes.
“Antigamente, a televisão e o humor eram muito mais fluidos. As coisas aconteciam e as pessoas assistiam à TV simplesmente para dar risada. Hoje em dia, tudo precisa ser mil vezes pensado e repensado antes de ir ao ar por causa do cancelamento e do patrulhamento da internet. Parece que as pessoas assistem aos programas de humor procurando um motivo para implicar ou brigar. Nos anos 2000, as coisas funcionavam sem filtro, e era divertido demais”.
“Parece que as pessoas assistem aos programas de humor procurando um motivo para implicar ou brigar. Nos anos 2000, era divertido demais”
Em meio a essas mudanças, também existem coisas boas. Sempre existiu uma cobrança sobre as mulheres, e isso não mudou totalmente, mas melhorou. Vivi nunca deixou se abalar com as criticas do público.
“Quando você é bonita e faz o papel da bonitona, a cobrança ao falar um texto é bem maior por parte dos espectadores. A crítica vem forte desse nicho. Quem me escala conhece e acredita no meu potencial, mas eu sempre quis entregar o meu melhor. O preconceito sempre existiu: ‘Nossa, ela é bonita, não fala’; ou ‘ela é dançarina, não pode falar’, o público sempre acha que falta algo. Eu procuro tapar os ouvidos para as críticas maldosas e focar nos profissionais que estão acima de mim: diretores, apresentadores e humoristas. Na comédia, aprendi o timing exato de entregar a piada para o humorista; se você errar o momento, a piada perde a graça. Por isso, eu só dou ouvidos a quem me dá oportunidades e está no topo. A cobrança sobre a mulher bonita sempre vai existir, mas nunca me deixei contaminar por energias negativas”.
“Na comédia, aprendi o timing exato de entregar a piada para o humorista; se você errar o momento, a piada perde a graça”
Vivi teve grandes tutores no começo de sua carreira. Grata, ela lembra dos conselhos que recebeu e passa esse ensinamento para as próximas estrelas.
“Tive a honra de participar de programas ao lado de grandes artistas do humor, como o Golias, a Ruth Romcy, que fez história nas pegadinhas e câmeras escondidas, e a Vera Verão. Eles eram grandes mestres e professores, além de pessoas extremamente humildes. Para quem está começando, ser bem recebido por estrelas desse tamanho faz toda a diferença; você sente que tem o respaldo deles. O conselho que eu sempre ouvia era: ‘Apenas seja você mesma e não deixe o nervosismo atrapalhar a sua atuação. Acredite no seu sonho, o início é sempre mais difícil’. E foi exatamente o que eu fiz. Sempre acreditei muito nos meus sonhos e nunca deixei o medo, as críticas ou o nervosismo atrapalharem a minha caminhada”.
“Tive a honra de participar de programas ao lado de grandes artistas do humor, como o Golias, a Ruth Romcy, que fez história nas pegadinhas e câmeras escondidas, e a Vera Verão”
Ela traz consigo o desejo profundo de ser verdadeiramente compreendida pelo público, motivação que a levou para os elencos de A Grande Conquista e A Fazenda. O tempo curto no confinamento não permitiu que as pessoas a conhecessem a fundo, mas sua vontade real era poder sentar com cada fã para revelar sua personalidade sem filtros.
“Eu sempre brinco que as pessoas precisam sentar comigo para tomar um café ou uma cerveja para me conhecerem de verdade. Sou exatamente o que mostro nos programas de humor; ali não é só um papel de atriz, eu sou naturalmente muito bem-humorada. O humor me salva nos momentos de perrengue ou de tristeza, sempre encontro uma história divertida para contar. Sou uma pessoa corajosa, curiosa e muito leal aos meus ideais. Gosto de impulsionar as pessoas a viverem a vida intensamente e de forma leve, aprendendo a rir dos próprios tropeços e a não ter medo da opinião alheia, afinal, as pessoas vão criticar você fazendo algo ou não. Como fui muito bem recebida no início da minha carreira, faço questão de ser receptiva com quem está começando. Adoro incentivar os outros a se jogarem no trabalho, a mudarem de vida e a acreditarem em Deus e no universo, porque o melhor sempre está reservado para nós”.
“O humor me salva nos momentos de perrengue ou de tristeza, sempre encontro uma história divertida para contar”
Carreira de atriz
Atriz formada, investiu na carreira para se tornar uma profissional mais apta. Foram dois anos de teatro e muita experiência, tanto nas telas da televisão, como nos programas de humor e pegadinhas, quanto nos palcos de espetáculos.
“Fiz cursos de teatro em Juiz de Fora, em Minas Gerais, onde meus pais moram. Eu sempre brinco que nasci com um ‘chip da cara de pau’, era muito extrovertida, pegava cenas de novela e encenava em casa para os meus pais ou no colégio, sempre participei de peças desde o jardim de infância. Por isso, quando cheguei a São Paulo, já tinha facilidade para decorar textos e interpretar. Fiz outro curso de teatro e consegui tirar o meu DRT. Ter esse registro profissional é fundamental para trabalhar na televisão e no teatro: sou documentada. Mas, além do diploma, o que importa é a experiência. Não adianta ser o melhor da classe se você não tem prática. Eu sempre me joguei em tudo. Em paralelo aos cursos de aperfeiçoamento, trabalhei muito e aproveitei cada oportunidade para ganhar a bagagem que hoje enriquece a minha carreira”.
Hoje, a atriz busca ampliar suas áreas de atuação, literalmente. Já trabalhou na TV como apresentadora, e adoraria ter uma nova chance na comunicação, mas agora, seu foco mesmo é como atriz. Vivi deseja se distanciar um pouco do humor, quer novos desafios, como séries de drama.
“Fui apresentadora na TV durante quatro anos e foi uma experiência incrível, fui muito bem dirigida e instruída, o que me deu o gostinho de comandar um programa, ainda quero voltar a apresentar algo sobre humor, moda ou viagens. Mas o meu grande sonho hoje é fazer uma série ou minissérie para o streaming, quero algo diferente de tudo o que já fiz. Amo a comédia, mas adoraria viver uma experiência mais densa, como um drama policial. Toparia qualquer desafio, mesmo que exigisse uma mudança estética radical: cortar o cabelo, pintar de preto ou até raspar a cabeça, estou em um momento da vida em que busco essa vivência artística fora do humor”.
“Meu grande sonho hoje é fazer uma série ou minissérie para o streaming, quero algo diferente de tudo o que já fiz. Amo a comédia, mas adoraria viver uma experiência mais densa, como um drama policial”
Cirurgias plásticas
Falar sobre procedimentos estéticos nunca foi um tabu para Vivi. Já admitiu publicamente que fez cirurgiãs plásticas, mas seu motivo não envolve apenas o estético.
“Muita gente faz procedimentos e esconde, o que eu respeito, mas sempre fiz questão de vir a público falar sobre isso, gosto de mostrar a realidade. Entre 2022 e 2024, passei por problemas de saúde, tive miomas que me causaram anemia e sobrepeso, justamente no momento em que eu estava entrando na perimenopausa. Depois veio a menopausa, e as mulheres sabem a bagunça hormonal que isso causa; cheguei a pesar quase 90 quilos. Na minha última cirurgia para a retirada dos miomas, vimos que eles tinham aderências na bexiga e no intestino, e como eu não pretendia mais ser mãe, o médico indicou a histerectomia. Após a retirada do útero, fiquei com muito sobrepeso e flacidez abdominal. Decidi procurar um cirurgião plástico, pensando na estética, já que o meu corpo também é a minha ferramenta de trabalho. A cirurgia foi o start para eu me cuidar. Quando eu estava com o sobrepeso e no auge da menopausa, eu simplesmente não tinha forças para treinar. Ao olhar no espelho e recuperar a autoestima, dei o próximo passo: procurei um ginecologista para fazer a reposição hormonal e a suplementação. Foi um combo de cuidados. Hoje, aos 48 anos, me sinto melhor do que há 20 anos. Fiz as pazes com o espelho e com a minha mente”, revelou.
“Hoje, aos 48 anos, me sinto melhor do que há 20 anos. Fiz as pazes com o espelho e com a minha mente”
Projetos futuros e destino do prêmio
Enquanto a oportunidade de estar em algum projeto no streaming não chega, a atriz criou um projeto. Logo mais, Vivi estará rodando o Brasil com seu próprio stand-up.
“Um projeto que já está em andamento é o meu próprio stand-up. Nele, vou contar os bastidores da minha vida pessoal e profissional de forma leve e divertida, passando por toda a minha trajetória. Estou trabalhando com dois redatores que já estão escrevendo o texto e colhendo as minhas histórias e depoimentos. Quero colocar esse show para rodar o Brasil e compartilhar tudo o que já vivenciei”.
Fernandez já sabe exatamente o que fará se vencer o prêmio do Acerte ou Caia!: “Eu faria muitas viagens, que é o que eu mais amo hoje. Acho que é o melhor investimento. Claro que, para quem ainda não tem casa própria, comprar um imóvel com certeza seria a prioridade. Mas como eu já tenho o meu, meu foco atual é viajar e conhecer novas culturas. Então, o valor do prêmio seria todo para isso. Meu grande destino dos sonhos hoje é a Grécia, tenho muita vontade de conhecer”.
Caso pudesse participar do programa pela terceira vez e escolher uma pessoa para enfrentar, ela já tem um alvo para o duelo: “Eu acho que eu iria com a Mara Maravilha e eu venceria”.
*Estagiária sob supervisão de Juliana Lambert
O Acerte ou Caia! é uma produção da Boxfish, com direção de David Feldon e direção artística de Cesar Barreto, que vai ao ar nas tardes de domingo da RECORD.
Todas as edições do programa podem ser acessadas na íntegra no RecordPlus, a plataforma de streaming da emissora.
Confira os participantes do Acerte ou Caia! deste domingo (16)
Prepare a torcida! Neste domingo (16), tem um novo episódio do game show comandado por Tom Cavalcante recheado de celebridades na disputa por um prêmio que pode chegar a R$ 300 mil. Conheça, a seguir, o elenco
Arte/R7


























