André Azeredo perde tudo na rodada final, mas fatura R$ 10 mil no Acerte ou Caia!: ‘Algo inédito no programa’
Em entrevista ao site oficial, o repórter do Cidade Alerta falou sobre a vitória no game show e relembrou um projeto de podcast
Entrevistas|Gustavo Guerrero*, do site oficial

Montanha-russa de emoções! Após perder todo o valor acumulado na última rodada, André Azeredo recebeu uma nova chance, respondeu a dez perguntas em menos de dois minutos e conquistou R$ 10 mil no Acerte ou Caia! deste domingo (30).
Em entrevista ao site oficial, ele falou sobre a vitória no game show, revisitou coberturas jornalísticas e divulgou um novo podcast que está prestes a estrear na tela da RECORD.
“Foi um prazer receber o convite. É um programa que eu assisto de vez em quando, quando consigo, já que tenho um filho pequeno em casa e, às vezes, ele monopoliza a televisão com os desenhos. Mas foi um prazer. O Tom Cavalcante é um artista fenomenal, uma pessoa que eu acompanho desde pequeno, não só admiro, como gosto muito desde criança. Ele é uma pessoa formidável, que deixa a gente bem à vontade. Foi muito bom conhecer ele e foi uma honra participar do Acerte ou Caia!”.
Vencedor em sua primeira vez no programa, o jornalista revelou como foi a sua preparação para a disputa pelo prêmio.
“No dia anterior, eu estava respondendo a umas perguntas do próprio programa. Eu sou muito acostumado a fazer palavra cruzada e tenho o hábito de ler jornal, revista, livro... Eu leio bastante desde muito novo. Mas sim, fiz uns testes do próprio programa no dia anterior”.
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Focado, estudado e preparado, Azeredo viveu uma verdadeira montanha-russa de emoções durante o game show.
“Ganhei, mas não levei. Eu só fui enfrentar um participante na última rodada, então fiquei uma boa parte do programa assistindo aos demais colegas respondendo. Eu só fui acionado no final pela colega da RECORD Campinas (SP), Fernanda Comora. Nesse duelo, em que ela estava lá no centro do palco e eu no meu lugar, acertei a pergunta e ela errou, então ganhei a vida dela primeiro. Seguimos, derrubei ela, fui para cima do palco, respondi a todas as perguntas e ganhei o prêmio. E aí, na hora de escolher prata ou ouro, escolhi o ouro e perdi tudo. Desabamos no chão, tanto eu quanto o Tom”.
Apesar de ter perdido tudo, o repórter ainda tinha uma vida no Acerte ou Caia! e recebeu uma nova chance para não sair do palco com os bolsos vazios.
“Aconteceu algo inédito no programa. Como eu tinha capturado a vida da colega, tive direito a um bônus. Precisava acertar vinte perguntas em dois minutos para ganhar R$ 10 mil. Acertei todas, só que em um minuto e pouco, e brinquei: ‘Pô, eu fiz na metade do tempo. Podia ganhar R$ 20 mil’. Mas faz parte. Foi o prêmio de consolação e agora vou pagar as contas de casa”.
Jornalismo na RECORD
Após se formar em jornalismo no Rio Grande do Sul, mudar-se para São Paulo em 2015 e passar por diversas emissoras, Azeredo chegou à RECORD em 2019 para assumir o comando do SP no Ar.
“Eu apresentei o SP no Ar e depois comecei a fazer matéria com o Domingo Espetacular. Foi um baita aprendizado, porque é um estilo de jornalismo totalmente diferente do que eu tinha feito a vida inteira. E eu gostei dele. É um jornalista mais popular, mais policial, com uma linguagem diferente. E o maior desafio era me adequar a isso. Eu já tinha uma linguagem popular na emissora anterior, mas não desse nível. E aí eu não só aprendi, como gostei e virei a chave”.
Em dezembro de 2024, o jornalista deixou a RECORD e, pouco tempo depois, assinou com outra emissora de televisão em São Paulo. Até que, em fevereiro de 2026, recebeu uma proposta para voltar ao famoso canal 7 e atuar como repórter no Cidade Alerta. Ele falou sobre como é viver diariamente o programa e trabalhar ao lado de grandes colegas.
“É incrível. A primeira coisa que eu tenho que dizer para você é que a equipe do Cidade Alerta é fenomenal. É uma equipe sinistra; não passa nada por eles. É um negócio incrível: produção, edição, coordenação. A equipe do Cidade Alerta sabe de tudo e nós temos acesso a tudo. O Gottino é um cara que tem um carisma e uma capacidade de comunicação que não tem como não inspirar o nosso trabalho de comunicação. Sou apaixonado pelo [Renato] Lombardi. Almoço com ele quase todo dia, é um cara fenomenal; tem 81 anos, 60 de jornalismo. Foi um dos maiores repórteres do O Estado de São Paulo. Não tem nem palavras para descrever”.

“Sou apaixonado pelo [Renato] Lombardi. Almoço com ele quase todo dia, é um cara fenomenal”
Principal telejornal policial do país, que soluciona casos enigmáticos de mortes e desaparecimentos, Azeredo exaltou a importância do Cidade Alerta para a sociedade.
“Eu adoro trabalhar no Cidade Alerta, acho que tem uma importância crucial em uma sociedade como a nossa. Sobretudo, dando voz e vez a alguns casos que podiam passar despercebidos. Eu gosto desse contato direto com o público, porque é uma massa muito grande. O Cidade Alerta é um canhão! É uma marca fortíssima, e não só dá visibilidade para a gente como repórter de televisão, mas ela dá muita repercussão. O assunto repercute, tem impacto que você faz. Acredite se quiser, mas isso influencia decisões governamentais, inclusive de segurança. É um programa muito forte, tem uma audiência muito grande”.
" Cidade Alerta é um canhão! É uma marca fortíssima, e não só dá visibilidade para a gente como repórter de televisão, mas ela dá muita repercussão. O assunto repercute, tem impacto que você faz. Acredite se quiser, mas isso influencia decisões governamentais, inclusive de segurança"
Além disso, o repórter revisitou um caso que cobriu ao vivo no telejornal e o marcou profundamente.
“Foi de uma briga em que o sujeito foi morto em uma emboscada em Santo André (SP). Estávamos eu e meu cinegrafista, Anderson Puga, lá cobrindo o caso, e a família do homem morto começou a brigar porque tinha uma amante dele lá. A Polícia Civil chegou ao local para apaziguar uma briga que estava acontecendo entre as duas famílias: a família da atual e a da ex/suposta amante. Eles começaram a quebrar pau e a gente conseguiu pegar uns tiros ao vivo. Os policiais dispararam umas duas vezes na nossa frente, mas fizeram certinho, porque estava saindo do controle mesmo”.
Assista:
Recentemente, Azeredo ancorou o podcast Tremembé: A Vida Real, que foi ao ar entre março e abril deste ano. Ao longo de oito episódios, ele conduziu uma narrativa documental com análises e bastidores de jornalistas da RECORD: Renato Lombardi, Thaís Furlan, Raul Dias Filho, Ingrid Griebel e Michael Keller.
“A convite da direção, eu entrevistei os meus colegas jornalistas que tiveram histórias de coberturas dos casos dos presos que foram parar em Tremembé: Elize Matsunaga, Suzane von Richthofen, Gil Rugai, Roger Abdelmassih, Sandrão, Pimenta Neves... E a resposta do público foi incrível. Eu fiquei surpreso”.

Paizão!
Na última sexta-feira (28), o jornalista comemorou o primeiro aniversário de João Pedro, seu filho com a também jornalista Nathalia Fruet. Ele contou o que mudou em sua vida desde então e como está sendo essa experiência.
“Está sendo ótimo. É a minha segunda paternidade. Eu fui pai aos 21 anos, da Elisa, que é minha filha e tem 23 anos. E agora eu voltei a ser pai com 43. Estou com 44 agora, mas fui pai de novo aos 43. E é completamente diferente, muito gostoso. Você consegue invariavelmente dar mais atenção ao filho. Porque, quando a minha filha nasceu, embora a gente sempre fosse muito próximo, eu tinha que correr atrás da máquina. Eu era um moleque que não estava nem formado ainda, trabalhando em dois empregos. Invariavelmente a criança vai sofrer um pouco mais com isso”.

Presente diariamente em coberturas para o Cidade Alerta, Azeredo revelou como faz para conciliar a rotina das reportagens com a rotina de pai.
“É um pouco corrido, mas, com 44 anos, você já aprende a administrar melhor a sua vida. Quando você é mais novo, já tem mais dificuldade. Hoje em dia também tem muita coisa que você já não quer mais fazer. Você não quer mais sair para encontrar os amigos, não quer ir para restaurante, apenas quer voltar para casa e ficar com a família”.
Conselhos
Por fim, o jornalista deu um conselho aos jovens que olham para a sua trajetória na RECORD e sonham em seguir o mesmo caminho.
“Insistência, paciência e gostar. Não é clichê. Você tem que gostar, senão você não vai aguentar. Agora, as coisas acontecem devagar. Estamos acostumados no mundo da internet que tudo acontece para ontem, o clique é para ontem, tudo para ontem. E eu não sei se a trajetória que eu tive vai continuar existindo nesse modelo. Mas, quando você trabalha com comunicação, é uma coisa com a qual você insiste muito. Então, assim, a gente pode falar de insistência, paciência, gostar e, cara, tenha o seu ego sob controle, porque você aprende com os outros. Você pode aprender de um repórter que começou ontem; ele pode ter uma visão interessante que você vai usar. Converse com o motorista que está com você. Ouça o cinegrafista que está com você. Converse com a sua equipe. As pessoas comuns vão te dar ideias, inclusive de abordagem, de perguntas. Esteja aberto, porque você não é o dono da informação”.
*Estagiário sob supervisão de Juliana Lambert
O Acerte ou Caia! é uma produção da Boxfish, com direção de David Feldon e direção artística de Cesar Barreto, que vai ao ar nas tardes de domingo da RECORD.
Todas as edições do programa podem ser acessadas na íntegra no RecordPlus, a plataforma de streaming da emissora.
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