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Balanço Geral
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‘Pior notícia da minha vida’, lamenta pai de motorista de aplicativo baleado no rosto

Alessandro se fingiu de morto durante assalto para sobreviver a ação criminosa e falou, com exclusividade, ao Balanço Geral

Balanço Geral|Do R7

Motorista de aplicativo finge estar morto para sobreviver a assalto em São Paulo (Reprodução/RECORD)

O Balanço Geral acompanhou o caso do motorista de aplicativo Alessandro, de 21 anos, assaltado durante uma corrida em Ferraz de Vasconcelos, na região metropolitana de São Paulo. O motorista foi agredido, levou um tiro no rosto e se fingiu de morto para sobreviver.

Com medo e muito trauma, Alessandro falou pela primeira vez sobre o sequestro e recebeu, com exclusividade, a equipe do Balanço Geral na casa dele. A vítima mora em Itaquaquecetuba, na região metropolitana da capital paulista, com a família. Ele trabalha como gerente de vendas e há 7 meses virou motorista de aplicativo no tempo livre, para complementar a renda.

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No dia do assalto, às 21h, uma corrida surgiu. Ele aceitou e dois passageiros entraram no veículo para um trajeto muito curto, cerca de 2 km, mas ele nunca chegou ao destino final. Os dois suspeitos entraram no carro, na estação de trem de Ferraz de Vasconcelos, também na região metropolitana de São Paulo. Três minutos depois do embarque, os criminosos anunciaram o sequestro.

Alessandro entregou dois celulares e uma mochila, mas foi violentamente agredido. “Quando fui para trás, ele me deixou no chão e o mais velho foi para frente dirigir. O outro começou me bater, deu soco e arranhou meu pescoço”, disse a vítima.

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Durante as agressões, o criminoso, que estava armado, disparou contra Alessandro. “Foi muito rápido, quando virei para ele, foi a hora que ele encostou a arma no meu rosto e disparou sem querer. Escutei o barulho, mas não sabia que era tiro, porque eu não senti nada. Quando olhei para o meu rosto, estava saindo muito sangue”, afirmou.

Ao perceber o ferimento, Alessandro decidiu se fingir de morto. Ele contou que ouvia o tempo todo o que os criminosos diziam. “O que atirou em mim falou ‘vamos jogar na mata’, mas o outro falou quis. O que estava dirigindo ficou mais desesperado que quem atirou. Eles ficaram rodando comigo por cerca de três minutos”, revelou.

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O circuito de segurança mostrou o carro prata descendo devagar a rua, virou a esquina e estacionou. Um suspeito desceu e, na sequência, o outro também. Alessandro aguardou alguns segundos e desceu do veículo, passou para o banco do motorista e saiu com o automóvel. Minutos depois, o carro passou correndo com o pisca alerta ligado, ele pediu ajuda e foi levado para o hospital.

Por sorte, a bala não atingiu nenhum osso e foi retirada na mesma hora em que foi atendido no hospital. A vítima passou por uma cirurgia de emergência. Marcelino Ferreira, o pai de Alessandro, estava muito assustado com tudo que aconteceu. “Pior notícia da minha vida, ainda não sai minha cabeça. Não pegou nenhum osso, é um milagre de Deus”, disse.

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Alessandro registrou o boletim de ocorrência por roubo e tentativa de homicídio. A família alegou que o motorista não recebeu o suporte do aplicativo de viagem nem os dados de quem solicitou a corrida. A Secretaria de Segurança Pública informou que investiga o caso.

Alessandro está se recuperando do ferimento no rosto, mas o trauma do sequestro vai permanecer por muito tempo. “Não consegui trabalhar, fiquei mal, com febre, dor de cabeça e também me sinto feio. Não é o mesmo de antes”, lamentou.

Confira na íntegra:

O Balanço Geral vai ao ar de segunda a sexta, às 11h50; e aos sábados, às 13h, na RECORD.


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