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Crescimento pela procura de canetas emagrecedoras dificulta acesso de quem precisa do medicamento

A febre do tratamento para perda de peso aumentou o custo do produto para os diabéticos e atraiu criminosos que visam oportunidade de lucro no mercado negro

Balanço Geral|Do R7

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O aumento na popularidade das canetas emagrecedoras no Brasil tem gerado um cenário preocupante. Originalmente destinadas a pacientes com condições de saúde específicas, como diabetes tipo 1, esses medicamentos agora são alvo tanto do desejo por emagrecimento rápido quanto da venda ilegal. O resultado é uma escalada nos preços que afeta diretamente aqueles que mais precisam.


Wellington é um exemplo claro desse impacto. Diagnosticado com diabetes aos 10 anos e atualmente enfrentando complicações renais severas, ele depende das canetas para controlar seu peso e melhorar sua qualidade de vida. No entanto, o custo mensal do tratamento chega a R$ 2.300, o que equivale a quase todo o seu salário.


A crescente procura pelo medicamento não se deve apenas ao interesse dos pacientes, muitos também buscam as canetas para perder peso rapidamente. Essa demanda inflacionou os preços nas farmácias e atraiu criminosos que veem nesses produtos uma oportunidade lucrativa no mercado negro.


Em São Paulo, cerca de 59 mil unidades foram roubadas ou furtadas somente em 2025. Isso representa perdas significativas para as farmácias e riscos à segurança dos consumidores, que acabam recorrendo ao mercado clandestino sem garantias sobre a procedência ou eficácia dos produtos adquiridos.


Além disso, fatores como a tecnologia complexa na produção dessas medicações contribuem para manter os custos elevados enquanto patentes ainda vigentes impedem alternativas genéricas mais acessíveis.



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