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Morte de trilheiro em Maricá (RJ) reacende debate sobre segurança em esportes radicais

Acidente fatal de Caio Arrabal na Pedra do Macaco destaca riscos e precauções necessárias

Domingo Espetacular|Do R7

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A morte de um homem que caiu de uma pedra, na Região Metropolitana do Rio, gerou comoção e trouxe mais uma vez à tona a discussão sobre a segurança durante a prática de esportes radicais. Caio Arrabal, de 44 anos, conhecido como "Rocha", morreu após cair de um penhasco na Pedra dos Macacos, em Maricá, durante uma trilha com amigos. 

Segundo relatos, Caio conheceu o grupo pelas redes sociais, afirmou ter experiência em trilhas e participou normalmente do percurso até o mirante. Depois da foto coletiva, decidiu subir sozinho até uma pedra à beira do precipício para registrar imagens. Uma adolescente de 16 anos filmava o momento e ainda alertou sobre o perigo, mas ele se desequilibrou e caiu de uma altura de cerca de 150 metros. 

Especialistas ouvidos pela reportagem afirmam que o acidente pode ter sido provocado por um erro de cálculo durante a descida. Eles ressaltam que trilhas exigem preparo, cautela e respeito aos limites de segurança, principalmente em áreas próximas a precipícios. O Corpo de Bombeiros informou que realizou mais de 230 salvamentos em montanhas, matas e florestas no primeiro semestre deste ano, sendo oito em Maricá. 

Há duas semanas, outra morte em Maricá reforçou o alerta: Rosemary Suzart Garcia, de 59 anos, caiu de uma gruta enquanto se preparava para um rapel. A polícia investiga os dois acidentes. Caio deixa dois filhos e era especialista em segurança em plataformas de petróleo. Amigos e familiares lembraram o espírito aventureiro do trilheiro e prestaram homenagens. 


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