Um ano após tragédia, autoridades buscam origem de tiro que matou mulher em rodovia no Ceará
Os principais suspeitos são agentes da Guarda Civil Municipal da cidade de Eusébio, na Grande Fortaleza
Domingo Espetacular|Do R7
Um ano depois da tragédia, as autoridades ainda não descobriram de onde saiu o tiro que matou Flávia Maria Barros na rodovia BR-116 no Ceará. Mãe de três filhos, a mulher tinha 43 anos quando foi atingida dentro do carro da família.
Os principais suspeitos são agentes da Guarda Civil Municipal da cidade de Eusébio, na Grande Fortaleza.
Em 18 de outubro de 2024, Adriano dirigia o carro da família. Flávia estava no banco do passageiro com o filho mais novo, ainda bebê, no colo. Adriano conta que, de repente, atrás do carro, surgiu uma moto com dois homens. A moto era perseguida por uma van da Guarda Civil Metropolitana de Eusébio, onde estavam três guardas.
Segundo Adriano, quando a moto ultrapassou o veículo, um tiro atravessou o vidro de trás. A bala passou pelos dois bancos e atingiu Flávia na nuca. O homem acredita que o tiro que matou a esposa saiu da viatura da Guarda Civil Municipal.
A polícia confirmou que uma van da Guarda Municipal de Eusébio passou pelo trecho da rodovia às 23h18, mesmo horário citado pelo marido da vítima e por outras testemunhas.
A Prefeitura de Eusébio confirmou que os ocupantes da van eram os guardas municipais Wagner Baltazar de Sousa, José Erivan Sá e Dhiomes Alves da Silva.
Em depoimento, os guardas admitiram ter transitado pela rodovia, mas negaram perseguição à moto, disparos ou terem ouvido tiros. Eles afirmaram que só souberam da morte no dia seguinte e que não ouviram ninguém pedindo socorro. No entanto, o advogado da família afirma que testemunhas reforçam a suspeita de que houve perseguição com tiros.
Diante da dificuldade em se chegar ao autor do disparo e descobrir o que realmente houve, o Ministério Público do Ceará estendeu o prazo das investigações. Foi determinada a inclusão dos perfis balísticos no Sistema Nacional de Balística do projétil extraído do corpo de Flávia e a oitiva de mais testemunhas, como moradores e pessoas que trabalham nas proximidades do local do crime.
A Secretaria Municipal de Segurança Pública e Cidadania de Eusébio alega que o Laudo Pericial concluiu que o projétil que atingiu a vítima não partiu de nenhuma das armas de fogo portadas pelos guardas municipais e que não há, até o presente momento, nenhum indício de culpabilidade que possa recair sobre os agentes. Os três investigados continuam trabalhando na Guarda Civil da cidade.
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