Golpistas se passam por advogados para aplicar golpes em processos judiciais
Desde 2015, os processos na Justiça brasileira são eletrônicos e acessíveis publicamente, facilitando a ação desses criminosos
Hoje em Dia|Do R7
Um novo tipo de golpe tem afetado pessoas com processos judiciais em andamento no Brasil. Estelionatários estão se passando por advogados para acessar informações dos processos digitais e enganar as vítimas. A abordagem começa com a falsa notícia de uma sentença favorável e evolui para pedidos fraudulentos de pagamento.
Os criminosos entram em contato via celular ou aplicativos como WhatsApp, usando fotos reais dos advogados responsáveis pelos casos das vítimas. Um exemplo é Alvaro Mallet, que foi enganado ao acreditar estar falando com seu advogado sobre um processo aguardado há tempos. Ele acabou transferindo R$ 4.900 após receber documentos falsificados.
Desde 2015, os processos na Justiça brasileira são eletrônicos e acessíveis publicamente, facilitando a ação desses golpistas que utilizam técnicas sofisticadas e conhecimento jurídico para convencer suas vítimas da veracidade das informações apresentadas.
A Polícia Federal está investigando esses crimes como estelionato e já identificou redes virtuais internacionais envolvidas nos golpes. Recentemente, bandidos usaram credenciais roubadas de uma advogada paulista para acessar mais de 200 mil processos do Tribunal Regional Federal da Quarta Região.
Para evitar ser vítima desse tipo de fraude, especialistas recomendam verificar sempre a identidade do advogado através do telefone oficial do escritório antes de realizar qualquer transação financeira relacionada ao processo judicial. Além disso, algumas medidas preventivas estão sendo adotadas por escritórios jurídicos como o uso de palavras-chave específicas nas comunicações entre clientes e profissionais legais.
Alvaro conseguiu bloquear parte da quantia enviada graças à nova norma do Banco Central que permite rastrear transações via Pix rapidamente; no entanto, recuperar integralmente os valores depende dos fundos disponíveis na conta bloqueada pelo banco receptor.
Especialistas alertam: pedir dinheiro antecipadamente sob pretexto de liberar valores ganhos em ações é sinal claro de golpe, pois o cliente deve primeiro receber o montante devido antes de repassar qualquer quantia a terceiros envolvidos, caso legalizado pela justiça competente.
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