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Mulheres vítimas de erros médicos enfrentam os problemas da Justiça brasileira

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Jornal da Record|Do R7

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O filho de dona Ana entrou no hospital para fazer um enxerto na mão, que havia queimado. O menino foi vítima de um erro de anestesia, ficou quatro meses na UTI e saiu sem falar, sem andar e sem enxergar. O fato aconteceu em 2002 e, nove anos depois, a família ainda não recebeu uma indenização. O juiz já decidiu, mas o hospital, como é público, é obrigado por lei a usar todos os recursos e pode apelar até quatro vezes. Já Joselma foi informada por um hospital que havia sofrido um aborto e não tomou os cuidados necessários durante uma gravidez. Entretanto, um tempo depois, após um exame, ela foi informada que ainda tinha o filho, que nasceu há dez anos. Apesar de o erro ser incontestável, ela ainda não ganhou a causa. Em ambos os casos, a lentidão da Justiça acaba ajudando aquele que deveria pagar pelo erro. Veja a terceira reportagem da série Esquecidos pela Justiça.

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