Jade Barbosa aplaude torcida brasileira nas Olimpíadas: “Jogou muito bem com a gente, só tem a acrescentar”
Ginasta fez balanço do ano de 2016 nos bastidores do Legendários de sábado (17)
Legendários|Rafael Molica, do R7

Para Jade Barbosa, o ano de 2016 teve todo um gostinho especial. Apesar de ser veterana em Jogos Olímpicos, já que competiu em Pequim, na China, em 2008, foi a primeira vez que ela participou de um evento esportivo de tamanha magnitude em “casa”, no Rio de Janeiro. Apesar de ter se machucado e abandonado a final do individual geral neste ano, a ginástica fez uma avaliação positiva das competições esportivas. Nos bastidores do Legendários deste sábado (17), ela contou o que a surpreendeu ao longo do ano e no que estará focada em 2017.
Em clima de ano olímpico, Jade sente orgulho do desempenho dos brasileiros na ginástica.
— A ginástica teve bons momentos, mas posso dizer que não foi fácil. O ciclo olímpico é uma coisa desgastante, ainda mais dentro do Rio de Janeiro que é nossa casa. Os resultados foram ótimos, a gente ficou bem satisfeita, lógico que podíamos um pouco mais, a gente sempre busca medalha e o feminino ainda não conseguiu medalhas nesse ciclo. Mas o melhor de tudo é que a gente fez uma competição ótima.

Para ela, o País avançou vários passos no esporte.
— Todo mundo viu que o Brasil cresceu demais e a gente só tem que dar continuidade para Tóquio [Jogos Olímpicos sediados no Japão, em 2020]. Nunca me senti tão satisfeita competindo em casa, foi uma experiência inesquecível. Tive bons momentos dentro do ginásio de competição. Por mais que eu me machuquei, saí tão satisfeita como equipe, como brasileira... A estrutura ficou tão bonita. A gente queria que tivesse Olimpíada todo ano porque passa tão rápido [risos].
Embora conviva com o típico nervosismo em competições do gênero, Jade explicou porque ela e toda equipe estavam preparadas para as avaliações.
— A gente treinou no ginásio de competição algumas vezes, o evento teste que foi lá, treinávamos todos os dias lá, usávamos a mesma aparelhagem. A gente se preparou para aquele momento. A gente conseguiu lidar muito bem.
Torcida afiada
Outro ponto surpreendeu a ginasta queridinha entre os brasileiros: como o público se comportou na arquibancada.
— Nunca tinha visto o ginásio tão cheio e as pessoas entendiam de ginástica, isso é mais difícil. Ginástica é um esporte difícil. As pessoas muitas vezes sabiam os nomes dos elementos, dos atletas até internacionais. Fiquei muito satisfeita com o público.
A maneira como a arquibancada se comportou, aliás, fez com que os torcedores se tornassem parceiros dos competidores, na opinião de Jade.
— O público estava bem preparado para assistir, muito educado, respeitando demais a hora que a gente iria subir para competir. Todo mundo aplaudia, mas, depois, ficava em silêncio para a gente se preparar. Jogou muito bem com a gente, com os atletas e isso favorece, só tem a acrescentar.

Novos voos
Passada toda a emoção dos Jogos Olímpicos, a ginasta de aproxima de outra competição: o Campeonato Mundial de Ginástica Artística, em 2017.
— A gente não para. Mas a gente ainda está se reorganizando depois das Olimpíadas. Nosso centro de treinamento está sendo montado, até porque a gente ficou um tempinho parado após Olimpíadas. Estamos esperando as coisas se organizarem, não sabemos muito o que vai acontecer, vão ter mais mudanças [na avaliação das competições]. Então, temos que ver primeiro isso para, depois, ver o que a Jade gostaria. Gostaria de estar no Mundial ano que vem, óbvio, mas a gente está treinando já para isso.
