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O Senhor e a Serva

Diretor-geral e Supervisor de VFX de O Senhor e a Serva comentam indicação da série à premiação e desafios da superprodução

Guga Sander e Felipe Rebelo contam detalhes dos bastidores dos efeitos visuais do projeto, que concorre ao Prêmio Especial VFX ABC 2026

Entrevistas|Gabriel Alberto, do site oficial

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Anfiteatro Flaviano, o Coliseu de Roma, foi um dos maiores desafios em VFX da série Reprodução/Mistika/Seriella Productions

O Senhor e a Serva está concorrendo ao Prêmio Especial VFX ABC 2026 na categoria Melhor Efeito Visual em Série de TV. A produção tem a direção-geral de Guga Sander e Supervisão de VFX (Efeitos Visuais) de Felipe Rebelo, da Mistika, parceira da Seriella Productions na área, e é uma das finalistas escolhidas por um comitê técnico composto por mais de trinta profissionais da área. O resultado será revelado no dia 16 de maio, durante a cerimônia do Prêmio ABC de Cinematografia.

O site oficial conversou com exclusividade com o Guga Sander e Felipe Rebelo sobre o reconhecimento da superprodução, que contou a história de amor entre Caius (Dudu Pelizzari) e Elisa (Nathalia Florentino) em uma Roma onde os cristãos eram perseguidos e jogados nas arenas para servirem de comida aos leões. Uma série que une romance, forte carga dramática e sequências de tirar o fôlego.

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“Foi um projeto muito prazeroso de se fazer. Tivemos um entrosamento muito bom com a equipe. Foi desafiador, mas, ao mesmo tempo, com uma conexão enorme. Fico feliz com a indicação, porque todos os projetos indicados são contemporâneos, o nosso é o único épico, com demandas diferentes. As filmagens exigem um diferencial na parte de figurino, cenografia, caracterização e VFX (Efeitos Visuais) também. É um projeto muito bem-acabado, se passa em Roma, nos anos 80 d.C. E construímos todos os complementos da cidade cenográfica em computação gráfica, bem como o Anfiteatro Flaviano”, explica Guga.

Guga Sander é o diretor-geral de O Senhor e a Serva Divulgação/Seriella Productions

Felipe ressalta a importância da indicação e o reconhecimento do audiovisual brasileiro para o setor de Efeitos Visuais, destacando ainda as diferentes tecnologias utilizadas no projeto:

“Foi bastante gratificante receber a indicação. Hoje em dia, o efeito visual é uma ferramenta imprescindível para contar histórias. É um prêmio importante para a área, que vai exaltar cada vez mais o trabalho dos efeitos visuais nas produções. E representa o reconhecimento de um projeto desafiador, com novas tecnologias. Foi o trabalho onde testamos, estruturamos, aprovamos e validamos. E ser finalista é a confirmação de que foi tudo bem-feito e conseguimos alcançar o objeto de entregar algo de qualidade”.

Arena e leões

O Senhor e a Serva disputa o prêmio de melhor efeito visual em série de TV Reprodução/Mistika/Seriella Productions

Tanto Guga quanto Felipe apontam o planejamento e integração entre as diferentes áreas de uma superprodução como um ponto fundamental para o sucesso da execução do VFX em O Senhor e a Serva, especialmente na sequência que envolve a Arena dos Leões.

Assista:

“O grande objetivo é tornar uma cena que tenha pós-produção, o mais orgânica possível. O importante é tentar fazer com que o telespectador não perceba que aquilo é computação gráfica. E para que isso aconteça, precisa ter uma integração muito forte entre as áreas. Tudo é planejado. Em uma cena de luta do Carlo Porto (Priscus) com o leão, gravamos ele lutando com um leão enorme de pelúcia, juntamos com computação gráfica em chroma-key (fundo verde para inserção gráfica em pós-produção) e inteligência artificial, tudo na mesma sequência, em questão de segundos. Essa mistura de linguagens faz com que você não perceba que exista a computação”, aponta o diretor.

Felipe concorda que as sequências do Anfiteatro foram as mais complexas em termos de grandiosidade. Não só pela recriação de um leão em inteligência artificial, mas também pela extensão do Coliseu em ambiente digital, o que demandou estudo e planejamento da equipe.

“As cenas dos leões foram as mais desafiadoras. Era uma série volumosa em efeitos, que se concentraram quase todos nesta sequência. Os leões usaram essa tecnologia da inteligência artificial misturada com 3D para entregar um leão o mais realista possível, basicamente em menos da metade do tempo que se faria no método tradicional”, explica.

“Levamos por volta de um mês e meio construindo toda a estrutura do modelo de inteligência artificial. Basicamente, treinamos um leão virtual, como se fosse um ator nosso no set e conseguimos gerá-lo de todos os ângulos. Desenhamos tudo antes de gravar já pensando na IA e no 3D para coordenar tudo dentro do prazo”, continua.

Luta de Priscus (Carlo Porto) com o leão foi um dos maiores desafios da equipe de VFX Divulgação/Seriella Productions

“Quando vimos o resultado final, todos os detalhes, a pata dele levantando a poeira, o acting, tudo feito com uma tecnologia nova, ficamos impactados e as pessoas se surpreenderam com o resultado”, completa o especialista.

Uma outra sequência descrita por Guga que chama atenção pela complexidade é a de abertura da série. Onde temos Roma com a cidade cenográfica e a extensão do set em inteligência artificial. A partir daí um plano-sequência trafega pelas ruas até chegar ao interior da casa de Caius, onde ocorre uma festa:

“Na verdade, existe um corte, mas da computação gráfica, e isso foi planejado. Fizemos um equipamento especial para a câmera descer do teto do estúdio, o que foi pensado com todos os departamentos”.

“Essa cena tem um plano geral de Roma, que construímos digitalmente, consultando o historiador. E foi gravada em duas partes, uma externa cidade cenográfica e outra no estúdio”, completa Felipe.

Transição citada pelo diretor ocorre na festa em que Caius conhece Elisa. Relembre:

Evolução tecnológica

Para Guga, é fundamental o audiovisual acompanhar as novidades do mercado de tecnologia e se aliar a elas para trazer uma experiência mais imersiva ao público.

“O grande ponto é saber como usá-las a nosso favor. Acho que tem muitos recursos, softwares e tecnologias disponíveis. E temos que olhar com carinho e cuidado, porque significa ganho de tempo, economia e, principalmente, fazer algo que possivelmente antes não conseguiríamos fazer”, acredita o diretor.

Antes e depois com extensão de set de O Senhor e a Serva Reprodução/Mistika/Seriella Productions

“A inteligência artificial chega para somar, como mais uma ferramenta de entrega para o cliente e conseguimos construir esse modelo inteligente de produção que considero bem diferente do que tem sido feito aqui no Brasil”, complementa Felipe.

Tecnologia aliada à narrativa

Para Felipe, o futuro será de experimentação e junção de tecnologias a favor das narrativas, principalmente em histórias que demandam sequências grandiosas como as produções da Seriella:

“Acho que é primordial aliar a tecnologia à narrativa. E a Seriella investe e entende cada vez mais a importância desse efeito visual contando a história. É incrível a oportunidade que nos dão para experimentar novas tecnologias. Eles entendem, investem e apoiam esse processo, e isso se transforma no resultado, que é um produto indicado ao prêmio de efeitos visuais por essa liberdade criativa, e por eles colaborarem junto com a equipe de efeitos visuais, dando condições realmente interessantes de trabalharmos e botarmos no ar um produto de qualidade”.

O Senhor e a Serva está disponível no RecordPlus. Reveja os episódios quando e onde quiser!

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