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“Minha preparação foi abrir jornais”, diz Paulo Gorgulho sobre papel de presidente em Plano Alto

Ator considera personagem como um dos mais fáceis de sua carreira

Plano Alto|Do R7

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Paulo Gorgulho será presidente na trama
Paulo Gorgulho será presidente na trama

O objetivo da nova minissérie da Record, Plano Alto, é mostrar ao telespectador como funciona a política de forma aprofundada e, principalmente, seus bastidores. Para reforçar o time de atores selecionados a dedo, Paulo Gorgulho aceitou o papel de presidente da República, conhecido como Ângelo Torril na trama. Em entrevista ao R7, o ator revela que considera este um dos trabalhos mais fáceis de sua carreira.

─ Foi uma das coisas mais simples que já fiz. Infelizmente, a preparação para o personagem foi abrir os jornais e acompanhar a mídia. Os veículos estão cheios destes políticos que não conseguem enxergar que o tipo de política que fazem já passou. O país merece mais respeito e, ao contrário disso, estamos cheios de escândalos, mentiras jogadas para baixo do tapete. Posso dizer que não houve dificuldade alguma.

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Para Gorgulho, o povo brasileiro carece de informação e precisa de uma minissérie como Plano Alto.

─ O momento é completamente oportuno, uma vez que as eleições estão aí. Somos uma democracia jovem, não muito bem informada. As pessoas são manipuladas a todo instante. É impossível você saber tudo sobre um candidato ou partido, mas é importante ter uma base política. Neste sentido, o papel da minissérie é favorecer.

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O ator diz que estar envolvido em um trabalho que pode atingir a sociedade é mais prazeroso.

─ A profissão de ator é transformadora. Eu almejo que o espectador mude para melhor após assistir a um trabalho meu. É bacana quando você consegue fazer algo que pode acarretar mudanças, seja de atitude ou pensamento. 

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+ Elenco se reúne em coletiva de imprensa e assiste ao primeiro capítulo de Plano Alto

Assim como todo o elenco entrevistado, Paulo Gorgulho fez questão de parabenizar o autor da minissérie.

─ Tive o privilégio de trabalhar com Marcilio Moraes, que se não é o maior, posso considera-lo um dos maiores autores atuais. Bastou ler o texto e entender o tipo de política que ele queria para encontrar seis ou sete possibilidades em jornais e televisão.

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