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Rio 2016

Brasil supera vizinhos no quadro de medalhas da Rio 2016

Desempenho verde-amarelo foi superior no continente apesar de meta não alcançada

Rio 2016|André Avelar, do R7

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Brasil pode comemorar desempenho entre os vizinhos no quadro de medalhas da Rio 2016
Brasil pode comemorar desempenho entre os vizinhos no quadro de medalhas da Rio 2016

O Brasil pode até lamentar a perda de medalhas antes dadas como certas na Rio 2016, mas tem muito a comemorar em com relação ao seu desempenho entre os vizinhos. A delegação verde-amarela foi a melhor dos Jogos Olímpicos se levado em conta apenas a América do Sul e o Caribe.

Anteriormente, a meta do COB (Comitê Olímpico do Brasil) era conquistar 27 medalhas. Após confusão com as definições de “expectativa” e “realidade”, revisões foram feitas e chegou-se a conclusão que o top-10 do quadro de medalhas estaria de bom tamanho. Frustrações vieram ao longo da competição e o País terminou na 13ª colocação, com sete medalhas de ouro, seis de prata e outras seis de bronze, totalizando 19 idas ao pódio.


“Temos o dever cumprido. Tivemos um Jogos Olímpicos com características que já estamos sentindo e falando há algum tempo que é a diversificação de resultados”, disse Carlos Arthur Nuzman, presidente do COB, em entrevista coletiva de balanço da participação brasileira em casa.

Se levado o total a um imaginário quadro de medalhas da América do Sul e do Caribe, o Brasil fez até que muito bem. Com as conquistas do vôlei masculino, do futebol masculino, de Alison e Bruno (vôlei de praia), Martine e Kahena (vela), Robson Conceição (boxe), Thiago Braz (salto com vara) e Rafaela Silva (judô), o Brasil terminaria na primeira colocação do continente.


O desempenho seria superior ao da Jamaica, com todas suas medalhas vindas do atletismo, capitaneado por Usain Bolt e sua tripla coleção dourada na pista do Engenhão. Sempre tradicional no boxe apesar de um declínio nos últimos anos, Cuba conseguiu cinco medalhas de ouro, três delas em cima dos ringues. Até mesmo o Canadá, país que índice de desenvolvimento próximo ao dos Estados Unidos, estaria atrás do Brasil, com quatro medalhas de ouro.

Argentina, da judoca Paula Pareto, conquistou três ouros
Argentina, da judoca Paula Pareto, conquistou três ouros

Mas o grande salto de qualidade entre os vizinhos ficou por conta dos hermanos. As três medalhas de ouro e uma de prata da Argentina proporcionaram o melhor desempenho desde Londres 1948. O país melhorou, e muito, a expectativa que era apenas superar Londres 2012, quando ganharam apenas um ouro.


“Nós só queremos ganhar mais que em Londres. Nossa delegação está em evolução”, disse Diego Guzman, chefe de missão da Argentina, ainda antes dos Jogos Olímpicos.

Na Rio 2016, o Brasil subiu ao pódio em 12 modalidades, enquanto que na edição anterior foram nove e em Pequim 2008, oito. Foram sete medalhas de ouro, contra três nos últimos dois ciclos olímpicos.


Acesse o quadro de medalhas completo da Rio 2016

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